Nos jornais: Advocacia da União moverá ação para reaver dinheiro do mensalão

Os advogados do governo, contudo, vão focar a ação só no contrato firmado entre a Câmara dos Deputados e a SMPB, empresa do operador do mensalão, o empresário Marcos Valério de Souza, informa a Folha de S. Paulo

Folha de S. Paulo

Advocacia da União moverá ação para reaver dinheiro do mensalão

Na próxima semana, a AGU (Advocacia-Geral da União) pretende dar início à tentativa de reaver parte dos recursos públicos desviados no esquema do mensalão.

Os advogados do governo, contudo, vão focar a ação só no contrato firmado entre a Câmara dos Deputados e a SMPB, empresa do operador do mensalão, o empresário Marcos Valério de Souza.

Para isso, vão atuar em parceria com o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União. A estratégia é, inicialmente, questionar se há alguma auditoria em curso ou alguma apuração que já tenha apontado irregularidades no contrato. Em seguida, tentarão definir o valor exato supostamente desviado dos cofres públicos.

Segundo o Ministério Público Federal, o ex-deputado João Paulo Cunha recebeu, em 2003, R$ 50 mil da agência SMPB para favorecer a empresa de Marcos Valério em um contrato de publicidade com a Câmara. Ele presidiu a Casa entre 2003 e 2005.

Contas rejeitadas são razão de 6 em cada 10 fichas-sujas

Seis em cada dez candidatos enquadrados na Lei da Ficha Limpa neste ano tiveram a inscrição contestada porque suas prestações de contas foram rejeitadas quando ocupavam cargos públicos.

Levantamento da Folha em 25 Estados e no Distrito Federal mostra que, das 1.850 contestações de candidatura propostas pelas Procuradorias Regionais Eleitorais, 366 (20%) referem-se a casos enquadrados na Ficha Limpa.

Aprovada em 2010, a norma será aplicada pela primeira vez em eleições para presidente, governador, deputados e senadores.

Faltam ainda os números de São Paulo, cujo prazo para as primeiras impugnações termina neste sábado (19). O maior colégio eleitoral do Brasil recebeu 3.386 pedidos de registro de candidatura.

Dentre os motivos de rejeição de contas, estão infrações como investimentos em educação e saúde abaixo do limite constitucional, contratação irregular de servidor, dispensa ilegal de licitação e superfaturamento de contratos.

Pela lei, para gerar contestação, a irregularidade nas contas deve ser insanável e configurar ato intencional de improbidade administrativa.

As condenações criminais de candidatos respondem por 9,4% das contestações do Ministério Público relativas à Lei da Ficha Limpa.

Alta rejeição de Dilma em SP preocupa campanha petista

A alta taxa de rejeição da presidente Dilma Rousseff em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, virou uma das preocupações centrais da campanha petista.

A ponto de um assessor palaciano falar em "cristalização" do fenômeno. Ou de outro já admitir que isso poderá até desequilibrar o jogo" a favor de seus rivais.

A pesquisa Datafolha finalizada na quarta mostrou que Dilma tem 35% de rejeição no país. Está acima das taxas de seus concorrentes e dos 19% da própria petista no mesmo período de 2010, ano em que ela foi eleita presidente.

Mas o número chega a parecer pequeno se comparado com o que ocorre em São Paulo hoje. No Estado que reúne 22,4% do eleitorado, 47% dizem que não votariam em Dilma de jeito nenhum. Na capital, 49% respondem assim.

Esse comportamento repercute nas intenções de voto.

Dilma e Aécio trocam farpas sobre futuro do Mais Médicos

Dois dias depois de o candidato do PSDB à corrida presidencial, Aécio Neves, ter feito críticas ao formato adotado pelo Mais Médicos, a presidente Dilma Rousseff saiu em defesa do programa, vitrine de sua campanha à reeleição.

Por mais de uma hora, na tarde desta sexta (18), Dilma participou de um "Face to Face", respondendo a perguntas de internautas sobre o Mais Médicos, via perfil no Facebook que leva seu nome e é administrado pelo PT.

"Para nós, as criticas ao programa feitas pelo senador não significam uma sugestão para a melhoria do programa. Na verdade, essas críticas demonstram simplesmente que o senador é contra o Mais Médicos, aliás como foi a posição do seu partido, ao longo de todo o processo de aprovação", respondeu Dilma.

Suplentes no Senado chegam a 16 na largada da campanha

Eles não receberam votos dos eleitores, mas representam, hoje, 20% do Senado. Têm direito a salário de R$ 26,7 mil e demais benefícios dos senadores eleitos. São os suplentes, empossados após licença ou renúncia do titular.

O número de suplentes empossados chegou a 16 dos 81 titulares --e deverá aumentar até agosto, quando outros senadores vão deixar a Casa para encarar a corrida eleitoral.

O afastamento não era necessário, pois o Congresso liberou deputados e senadores candidatos ao decretar "recesso branco" até outubro --o que garante o pagamento quase integral dos salários por haver a previsão de apenas dois dias de votação.

As normas também permitem a concessão de licenças para "interesses particulares" ou "saúde" por até 120 dias. Isso garantiria aos candidatos o afastamento da Casa sem a necessidade de convocar os suplentes.

Campos acumula promessas e lança programa de carreira para médicos

Na tentativa de se firmar como uma opção viável à polarização entre o PT e o PSDB e decolar nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, vai lançar nos próximos dias novas promessas de governo.

Está pronta para sair do forno uma proposta na área de saúde que atende a uma antiga reivindicação das entidades de classe e rivaliza com o Mais Médicos, uma das vitrines da campanha à reeleição de Dilma Rousseff (PT).

Trata-se da criação de um plano de carreira federal para médicos, com evolução salarial ao longo dos anos, entre outros benefícios.

Prima de Campos vai apoiar Dilma

Prima do candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB), a vereadora do Recife Marília Arraes (PSB) disse nesta sexta (18) que vai apoiar a presidente Dilma Rousseff (PT): "Não acho que a candidatura de Eduardo Campos seja a melhor".

Em 1º ato de campanha, Lula ataca Alckmin

O primeiro grande ato de campanha do PT em São Paulo foi comandado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que atacou nesta sexta (18) o governador Geraldo Alckmin (PSDB) pela crise de abastecimento de água.

O petista afirmou que as gestões dos tucanos nos últimos 20 anos no Estado são tão problemáticas que "nem água para beber estão garantindo para o povo".

Lula ainda provocou diretamente o governador. "Eu não sei quantos banhos por dia está tomando o governador, mas tenho certeza que na periferia as pessoas não estão tomando banho para ter água para lavar roupa ou lavar a louça. Se ele não sabe disso, é importante alguém contar", disparou o petista.

"Eu fico imaginando se fosse governador do PT aqui em São Paulo, o que a imprensa já teria feito com esse governador", completou.

Justiça rejeita recursos de Paulo Henrique Amorim contra multa

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal recusou em 16 de junho dois recursos do blogueiro e apresentador Paulo Henrique Amorim e manteve a determinação de pagamento de R$ 100 mil de indenização ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

Amorim foi condenado em duas ações por danos morais movidas pelo magistrado por textos publicados em seu blog em 2008 --um deles dizia que Mendes havia transformado o STF em um balcão de negócios. Na decisão, a desembargadora Carmelita Brasil alegou que os recursos eram incabíveis.

Governo do DF implanta melhorias na comida dos presos na Papuda

Após a passagem dos condenados do mensalão pelo Complexo Penitenciário da Papuda, o governo do Distrito Federal implantou melhorias na alimentação dos detentos, incluindo até uma refeição extra no cardápio.

As mudanças foram feitas no mês passado, quando ainda estavam na Papuda o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-presidente do PT José Genoino. O governo do DF é comandado pelo petista Agnelo Queiroz.

O Globo

Rejeição a Dilma cresce e petista perde votos nos grandes centros urbanos

Apesar de ainda liderar a disputa pelo Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff perdeu parte do capital político que tinha nos grandes centros urbanos — cidades que têm mais de 500 mil habitantes e que costumam funcionar como polos propagadores de votos para o resto do país. Segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada na quinta-feira, nos últimos 15 dias, houve queda na intenção de votos na petista e aumento de seus índices de rejeição. Além disso, piorou a avaliação de desempenho do atual governo. Os dados foram recebidos com preocupação pelo comitê que trabalha na reeleição da presidente.

De acordo com a sondagem, o percentual de eleitores que consideram a gestão de Dilma “ótima ou boa” recuou de 30%, no início de julho, para 25% nos municípios com mais de 500 mil habitantes. No mesmo período, a classificação de “ruim ou péssimo” foi de 31% para 37%, e a “regular”, de 38% para 37%, na mesma região.

Essa piora na avaliação se refletiu nos demais indicadores da pesquisa. Dilma viu as intenções de voto nessas cidades caírem de 32% para 29%.

Dilma ataca criação de ‘cenário de incerteza’ e ‘profecias negativas’ para campanha eleitoral

A presidente Dilma Rousseff aproveitou a posse da nova diretoria da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), realizada na noite desta sexta-feira em Porto Alegre, para atacar os indicadores da política econômica do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), entre 1995 e 2002. Segundo Dilma, os indicadores atuais apresentam “muito mais robustez do que há 12 anos”. A presidente salientou que em 15 anos de regime de metas de inflação, adotado em 1999, o resultado “estourou” o teto em apenas três anos.

— E não foram no meu governo e nem do governo do (ex) presidente Lula — disse Dilma em discurso.

Lula volta a criticar xingamentos a Dilma e diz que a situação no país era ‘pior’ em 2002

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como “cretinice” os xingamentos feitos contra a presidente Dilma Rousseff (PT) nas cerimônias de abertura e encerramento da Copa do Mundo, e disse que os brasileiros deveriam se lembrar que, na opinião dele, a situação do País era pior em dezembro de 2002, antes de começar seu primeiro mandato na Presidência. Em um discurso de cerca de 40 minutos durante a posse da diretoria do sindicato dos Bancários de São Paulo, na noite desta sexta-feira na capital paulista, Lula voltou a criticar a imprensa e afirmou que tem a impressão de que alguns setores da sociedade tem preconceito contra Dilma.

— Vivemos um momento um pouco esquisito — disse o ex-presidente. — Você acorda de manhã, liga a TV ou pega o jornal para ler e parece que não acontece nada de bom nesse país. Dá vontade de não sair debaixo da coberta — completou, antes de citar o aumento no número de jovens que vão a universidade.

Sem se referir nominalmente a ninguém, Lula tratou seus opositores como “eles” e classificou como “injusta” a forma como Dilma é tratada:

— Fico cansado de ver tanta injustiça no tratamento que determinado setor da sociedade dá à presidenta Dilma. Houve um tempo em que eu achava que o preconceito era contra mim, que sou nordestino, que não falo português direito. Não imaginava que o preconceito contra uma mulher pudesse ser tão forte — afirmou Lula.

Campos aposta no início da propaganda de TV para subir nas pesquisas

O presidenciável Eduardo Campos voltou a comentar o resultado da pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira, em visita a Cariri, a 560 Km de Fortaleza. O socialista disse acreditar “na virada” da preferência do eleitor após o início da propaganda na TV. Acompanhado de Marina, Campos lembrou que ainda precisa se tornar conhecido da população, e que os dois candidatos que estão a sua frente nas pesquisas, Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), são mais conhecidas, mas também possuem alto índice de rejeição.

— Eles (Dilma e Aécio) se assemelham em grau de conhecimento. Nós somos conhecidos por apenas um terço da população. A presidenta tem 100% de conhecimento e uma rejeição que passa de 50%. Ela só vai cair. O outro candidato (Aécio) tem quase o mesmo grau de conhecimento e uma rejeição bem maior que a nossa — declarou o candidato, observando que todos os institutos de pesquisas analisam sua presença no segundo turno.

Luciana Genro acusa PM paulista de agressão durante ato de campanha

A candidata do PSOL à Presidência Luciana Genro acusa um grupo de policais militares de agredi-la com spray de pimenta durante uma panfletagem de campanha, no começo da tarde desta sexta-feira na Avenida Paulista, em São Paulo.

De acordo com Luciana, ela estava acompanhada de um grupo de 100 militantes.

- Os policiais passaram discretamente e espalharam o gás, que começou a subir e nos intoxicar. Fomos alvo de uma agressão e eu fui atingida pelo gás- afirmou a candidata do PSOL.

Luciana pretende pedir uma audiência com a Secretaria estadual de Segurança Pública de São Paulo para cobrar explicações e a apuração dos responsáveis pelo episódio.

O Estado de S. Paulo

Obama liga Rússia a disparo de míssil que derrubou avião

Dilma defende Mais Médicos e critica Aécio

Para tucano, presidente não pode sair à rua para "olhar no olho do eleitor"

Psol acusa PM de lançar spray em ato de campanha

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