Nos jornais: “Brasil não vai vencer a Fifa”, diz dirigente

Jerome Valcke diz ao Estadão: "No final, não haverá vencedores. O Brasil não vai vencer a Fifa. Romário ou outros deputados não vão vencer a Fifa. Ou fazemos juntos e teremos sucesso ou não vamos ganhar"

O ESTADO DE S. PAULO

 

'Brasil não vai vencer a Fifa', diz dirigente

A Fifa planeja vender ingressos para a Copa de 2014 a brasileiros por preços entre US$ 20,00 e US$ 30,00 (R$ 34,60 a R$ 51,90), semelhantes aos que se cobram hoje em alguns jogos do Campeonato Brasileiro. Mas esses valores somente serão válidos para a primeira fase. As informações são do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, que desembarca no País na segunda-feira para reuniões com o governo que prometem ser decisivas.

Porém, o cartola garantiu ao Estado que a Fifa não vai abrir mão das demais exigências, na defesa de seus parceiros comerciais. Assegura que bebidas alcoólicas serão vendidas nos estádios e alerta: o Brasil não tem chances de vencer uma disputa com a entidade.

Valcke vai ao País para tentar costurar o acordo que estabelece a Lei Geral da Copa, cuja negociação, entende, sofreu atraso por conta da crise no Ministério do Esporte, e participará de audiência pública no Congresso. Insinua que aqueles que estão criticando a Fifa por conta da Lei Geral tentam tirar proveito político da ocasião e admite não saber qual será o custo final do Mundial para o País.
(...)
Qual recado o senhor levará ao governo de Dilma Rousseff?
A primeira coisa será encontrar o novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Preciso encontrá-lo e garantir que possamos discutir todos os temas. Entendi que haverá uma apresentação minha ao Congresso também. A mensagem que daremos é a de que já fizemos concessões em várias áreas. Espero que possamos compartilhar o sentimento de que chegou o momento de fazer avançar a preparação e não falar mais de leis e regulamentos, que agora devem ser aprovados e assinados. Espero fechar nos próximos dias esse capítulo para passar à organização de fato da Copa.
Há alguma chance de a Fifa flexibilizar sua insistência em ter bebidas alcoólicas nos estádios, como pede o Brasil?
Isso é algo que já foi informado desde o primeiro dia. Na Rússia (Copa de 2018) já está resolvido, mesmo num país que tem tantos problemas com as bebidas e onde o governo está agindo contra o alcoolismo. Li que o Catar (sediará a Copa de 2022) oficialmente anunciou que iria autorizar a venda de cerveja em locais determinados, o que é algo que vai contra não apenas a lei, mas também talvez contra uma visão da religião. O que estamos pedindo não é algo que surgiu na semana passada. Portanto, não há motivo para mudar isso.
A Fifa já indicou que aceita meia-entrada para idosos. E para os estudantes?
Não. No encontro com a presidente Dilma Rousseff (em Bruxelas, há três semanas), ela me disse que isso (meia-entrada para idosos) era uma lei nacional e não quero agir contra leis nacionais. Mas eu também disse a ela que, para todos os demais grupos - estudantes, ex-jogadores, doadores de sangue -, prefiro trabalhar com entradas categoria 4, que cobrirá esses grupos.
Qual será o menor preço de ingressos? A Fifa já estabeleceu?
Não, mas estamos trabalhando nisso. Estamos falando de um preço mais baixo que será válido do segundo jogo ao final da primeira fase. Ele não inclui nem a abertura e nem a final, que também terão preços acessíveis. Mas nos jogos da primeira fase, teremos entradas entre US$ 20 e US$ 30. Esse será mais ou menos o valor.
(...)
No Congresso, há a sensação por parte de alguns deputados, como Romário, de que a Fifa quer criar um estado dentro de estado com suas leis. Como o senhor vê essa reação?
Isso me deixa perplexo e triste. Não há nada de novo no que estamos pedindo. Tudo estava nos documentos que foram assinados pelo Brasil em 2007. Desde então, fizemos algumas concessões e terminamos um documento em abril de 2011 com Orlando Silva. Não entendo por que as pessoas insistem que queremos substituir a lei brasileira e o governo brasileiro durante os 32 dias da Copa. Baseado na troca de documentos, o Brasil disse que faria a Copa baseado em determinadas condições e nós dissemos que faríamos juntos. Acho que a luta não deve ser entre o Brasil e a Fifa. A briga está errada. Salvo se essas pessoas querem usar a Copa, que é uma boa plataforma.
Mas o que ocorre se a Lei Geral da Copa não passar da forma que a Fifa quer?
O que ocorrerá é que não organizaremos uma Copa em boas condições. No final, não haverá vencedores. O Brasil não vai vencer a Fifa. Romário ou outros deputados não vão vencer a Fifa. Ou fazemos juntos e teremos sucesso ou não vamos ganhar. A Copa ocorre no Brasil de qualquer jeito. Mas temos de garantir que seja boa.
O senhor já foi informado sobre quanto custará a Copa?
Sei quanto custará potencialmente para a Fifa. Será um custo de quase US$ 1 bilhão.
Mas qual o preço final da Copa?
Há uma série de custos que são renovações e coisas que vão ser usadas para a Copa, mas que já estavam sendo preparadas. Não sei do dinheiro para a Copa.

 

Site sofre ofensiva na Justiça por revelar supersalários

Após uma série de reportagens que revelou os "supersalários" de servidores públicos, o site Congresso em Foco enfrenta uma ofensiva de processos que podem condená-lo a uma indenização de quase R$ 1 milhão. Até agora, 43 servidores do Senado moveram ações por dano moral contra o veículo, que divulgou os nomes dos 464 funcionários da Casa que receberam salários acima do teto constitucional em 2009, conforme auditoria do Tribunal de Contas da União.

O jornalista e diretor do site, Sílvio Costa, lamentou a estratégia dos servidores de provocar o Judiciário para "constranger o direito à informação" e disse que a eventual condenação pode levar ao "estrangulamento econômico" e até fechamento do veículo.

Pela Constituição, o teto do funcionalismo é a remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federa, hoje fixada em R$ 26,7 mil. No entanto, reportagens veiculadas pelo Congresso em Foco mostraram que essa regra vem sendo descumprida. O Ministério Público Federal tenta recuperar na Justiça R$ 307 milhões pagos indevidamente nos três Poderes. Em julho, a Justiça Federal determinou o bloqueio dos pagamentos superiores ao teto na Câmara e no Senado, mas a decisão acabou suspensa.

O Sindicato dos Servidores do Legislativo (Sindilegis) tentou retirar do ar a lista dos servidores beneficiados com os "supersalários", mas o pedido foi negado pelo juiz da 1.ª Vara Cível do Distrito Federal Marco Antônio Costa, para quem o direito à privacidade não deveria prevalecer "para encobrir práticas contrárias à legislação". Diante disso, o sindicato pôs seus advogados à disposição dos servidores para entrarem com ações individuais e idênticas contra o site, pedindo indenizações de R$ 21,8 mil.

Leia tudo sobre supersalários

 

Dilma manda padronizar edital de pacto com ONG

A presidente Dilma Rousseff mandou a Controladoria-Geral da União (CGU), comandada pelo ministro Jorge Hage, fazer um edital padrão que sirva de modelo em todos os ministérios e demais órgãos públicos para contratar organizações não governamentais (ONGs).

Depois de impor na assinatura de novos convênios a obrigação de fazer uma seleção por meio de "chamamento público" aos candidatos, o governo notou que cada ministério estava interpretando a seu modo as regras do Decreto 7.568, de setembro passado.

Com a adoção do edital padrão, o governo pretende evitar que cada ministério crie regras próprias e muito subjetivas para convocar e fazer a seleção das ONGs. O decreto estabelece, por exemplo, que as organizações não governamentais têm de comprovar serviços prestados por pelo menos três anos na área em que se habilitam a assinar um convênio. Antes, a regra dizia que a ONG precisava existir três anos antes, não importando o que fazia.

Haddad fará pedido público de apoio a Marta; cúpula do PT já descarta prévia

A desistência da senadora Marta Suplicy (PT-SP) de sua pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo será a senha para emissários do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrarem dos outros postulantes do PT que sigam o mesmo caminho e não disputem a prévia com o ministro da Educação, Fernando Haddad. O ministro pedirá publicamente o apoio da senadora, com quem trabalhou na Prefeitura, de 2001 a 2004. Será um gesto de humildade para não começar a campanha em atrito com a ex-prefeita, que tem forte aceitação, sobretudo na periferia paulistana.

"Marta deu o tom com maturidade, saindo da disputa para unificar o PT. Então, o pior já passou", afirmou o chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Pressionada por Lula e pela presidente Dilma Rousseff, a senadora anuncia hoje que sairá do páreo para apoiar Haddad, em 2012.

União do PT aumenta pressão sobre Serra

A definição do ministro da Educação, Fernando Haddad, como candidato do PT para disputar a Prefeitura de São Paulo em 2012 aumentou a pressão no PSDB para que o partido lance um nome de "unidade" no ano que vem.

Sem um pré-candidato "novo" que empolgue as lideranças, os tucanos voltaram os holofotes para o receituário tradicional: o ex-governador José Serra. A pressão para que ele seja o candidato cresceu nas últimas semanas, à medida que o quadro de pré-candidatos do PSDB não evoluiu em favor de nenhum dos quatro nomes.

Os secretários José Aníbal (Energia), Andrea Matarazzo (Cultura) e Bruno Covas (Meio Ambiente) e o deputado Ricardo Tripoli já se inscreveram para disputar as prévias, marcadas para janeiro, apesar de nenhum deles contar com o entusiasmo da cúpula tucana. "Quem tem quatro pré-candidatos não tem nenhum", avalia um cacique tucano.

Chalita: 'Embate é entre PMDB, PT e tucanos'

Pré-candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, o deputado Gabriel Chalita disse ontem que o eleitor paulistano busca "novas lideranças políticas" e que a eleição do ano que vem será definida entre três legendas: PT, PSDB e PMDB.

O parlamentar também disse que não é compulsório o apoio do PMDB ao PT num eventual segundo turno. De acordo com Chalita, a relação "harmoniosa" entre PT e PMDB poderia facilitar um entendimento entre as duas legendas na segunda etapa da disputa. "Há uma excelente relação em Brasília. Há uma tendência dessa proximidade entre os dois partidos. Mas a política é muito dinâmica. Vai depender de como a campanha vai acontecer no primeiro turno", disse.

O PSDB trabalha para ter o apoio do PMDB num segundo turno, caso Chalita não continue na disputa. A tendência, no entanto, é que o partido apoie o PT, em razão dos acordos no governo federal, costurados pelo vice-presidente da República, Michel Temer.

 

'Investigação sobre venda de emendas vai até o fim'

A inércia e o pouco caso da Assembleia Legislativa de São Paulo, que transformou em pizza o escândalo da venda de emendas parlamentares, não vão contaminar a investigação do Ministério Público Estadual.

"A decisão dos deputados não atinge minha apuração, de jeito nenhum. Em nada afeta ou altera o propósito do Ministério Público de tentar esclarecer os fatos", afirma o promotor de Justiça Carlos Cardoso.

Hoje, 82 dias depois de o deputado Roque Barbiere (PTB) denunciar que entre 25% e 30% de seus pares "enriquecem bem vendendo emendas a empreiteiras e prefeitos" o promotor tomará o primeiro depoimento nos autos do inquérito que conduz - o deputado Major Olímpio (PDT), que aponta importante testemunha da trama, Terezinha Barbosa. Ela afirma conhecer "artifícios criminosos" de parlamentares.

 

Avanço do Brasil no IDH fica mais lento

O Brasil subiu uma colocação no Índice de Desenvolvimento Humano 2011. O relatório, divulgado ontem pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), mostra o País em 84.º entre 187 nações.

Nos últimos seis anos, o País subiu quatro posições no ranking, tendo sido classificado, em 2007, pela primeira vez, como Alto Desenvolvimento Humano. O avanço brasileiro, no entanto, está ficando mais lento. Resolvidos os grandes problemas, o País esbarra agora no mais difícil: não basta apenas a quantidade, é preciso resolver a qualidade.

Os dados apontam que, desde 2000, o Brasil avança 0,69% ao ano no IDH. Nas últimas três décadas, a evolução anual foi de 0,87%, uma média só inferior a outros seis países hoje classificados como de alto ou muito alto desenvolvimento humano. Entre 1980 e 1990, a melhora foi de quase 1% ao ano. (Embora o índice de IDH tenha sido criado nos anos 90, o PNUD recuperou dados das últimas três décadas para avaliar a evolução de cada país).

Essa queda na velocidade de avanço do IDH - uma tendência na maior parte dos países mais desenvolvidos - revela que quando o macro já foi feito, os detalhes que garantem a qualidade de vida da população ficam cada vez mais difíceis de resolver, são mais demorados e requerem mais investimento para alcançar os mais pobres entre os pobres.

 

Desigualdade de renda derruba índice do País

Se a desigualdade de renda fosse levada em conta no IDH, o Brasil perderia 13 posições, ficando atrás de Gabão e Mongólia. Cerca de 5,1 milhões de brasileiros têm vida precária.

 

MEC propõe anular provas só de Fortaleza

O ministro Fernando Haddad (Educação) entrega hoje à Justiça recurso contra a decisão que anulou 13 questões do Enem. Ele proporá ou que sejam canceladas as questões apenas para alunos do Colégio Christus ou que eles façam nova prova.

 

Grécia deve aceitar plano ou deixar euro, determina UE

Na véspera da abertura da reunião de cúpula do G-20, a Europa deu um ultimato à Grécia, informa o enviado especial a Cannes, Andrei Netto. Dois dias depois que o premiê grego, George Papandreou, anunciou um referendo sobre a adoção do plano de socorro negociado pela União Europeia, líderes do bloco impuseram três condições a Atenas: que Papandreou obtenha um voto de confiança do Parlamento grego, em votação programada para amanhã; que o referendo seja realizado no menor prazo possível; e que a consulta inclua uma questão direta sobre se os gregos querem continuar na zona do euro. Em outras palavras, os representantes europeus advertiram Papandreou que ou a Grécia diz "sim" ao euro e adota o plano de socorro, ou diz "não" e abandona a moeda.

 

Bancos ameaçam acordo

Os maiores bancos do mundo advertiram o G- 20 de que o plano da UE para recapitalizar o mercado tem "sérios problemas".

 

Supremo decide que dirigir bêbado é crime

O Supremo Tribunal Federal decidiu que dirigir bêbado, mesmo sem causar acidente, já é um crime. A 2ª Turma do STF rejeitou um habeas corpus em favor de um motorista de Araxá (MG) denunciado por dirigir embriagado. Sua defesa argumentou que o crime de embriaguez ao volante só passou a ser previsto de forma mais rígida em 2008, depois que a lei seca reformou o artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro. Antes, só havia crime se o bêbado causasse algum dano ou agisse de forma imprudente, e muitos juízes continuam a ter esse entendimento: Para o relator no STF, Ricardo Lewandowski, é irrelevante se houve ou não dano ou imprudência.

 

A negação da negação

A Liga Estratégica Revolucionária e o Movimento Negação da Negação estão por trás da nova invasão da Reitoria da USP.

 

Dora Kramer: Involuntária vontade

Dizer que Marta Suplicy “concorda" em não disputar a Prefeitura é quase uma licença poética. Lula deu a ela a prerrogativa de comunicar a retirada.

 

 

O GLOBO

 

Renda sobe mas desigualdade ainda impede avanço do Brasil

O Brasil avançou apenas uma posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), das Nações Unidas. Ajudado por melhorias na saúde, na renda e na expectativa de vida, o país ficou em 84º lugar. Mas a desigualdade elevada e a educação estagnada ainda impedem que o país alcance a elite do mundo, onde estão vizinhos como Argentina, Chile e Cuba. Apesar disso, o Brasil ainda estão em melhor posição que outros emergentes, como China (101º), África do Sul (123º) e Índia (134º). Se for considerada só a desigualdade, o país estaria em 97ª posição.

O governo Dilma Rousseff foi mais rígido que as Nações Unidas e estimou em 16,2 milhões o total de brasileiros em extrema pobreza, bem mais que os 5 milhões apontados pelo Pnud. O relatório mostra que o mundo continua crescendo de maneira não sustentável.

A saúde foi o principal impulso para que o Brasil subisse um degrau no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 2011. O país passou da 85ª para 84ª posição, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Com isso, o indicador que apura o bem-estar das populações passou de 0,715 para 0,718 no Brasil, numa alta de 0,41%, mantendo o país no grupo de desenvolvimento elevado. Mas, o que se nota é que os avanços sociais no país continuam, porém, em ritmo mais lento do que até então. E uma das mazelas que trava as melhorias recai sobre a alta desigualdade brasileira - especialmente a da renda. No ano passado, o Brasil avançara quatro posições, pulando do 77º para a 73º lugar - os números de um ano para o outro mudaram porque mais países entraram no levantamento, agora com 187 nações. A escala do IDH varia de 0 a 1 (quanto mais perto de 1, mais desenvolvimento humano tem o país).

- Somos o 84º em uma lista de 187 países. Éramos o 73º numa lista de 167. Difícil falar em progresso, principalmente com a mudança metodológica de 2010. O que vemos é que os dados absolutos da educação permaneceram os mesmos. Os dados da saúde melhoraram um pouco e o mesmo pode ser dito da renda. Mas o momento que vivemos é de desaceleração do crescimento do IDH - disse Flávio Comim, consultor do Pnud.

O Brasil ainda está atrás de 19 países da América Latina. Dois deles, Chile e Argentina, são classificados como nações do grupo de desenvolvimento muito elevado, na 44ª e 45ª posição, respectivamente. Ainda à frente do Brasil, mas no mesmo patamar de desenvolvimento humano elevado, estão países como Uruguai (48º lugar), Cuba (51º), México (57º), Trinidad e Tobago (62º), Costa Rica (69º), Venezuela (73º) e Peru (90º). O pior país da região ainda é o Haiti, na 158ª posição. A Noruega continua liderando o ranking, com índice 0,943. E, em último lugar, está o Congo (na 187ª posição, com IDH 0,286). Dos 187 países avaliados, 35 conseguiram algum avanço no ranking de 2011.

- Somente 24 países avançaram tanto quanto o Brasil no ranking nos últimos cinco anos - acrescentou Rogério Borges, economista do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), destacando que o país conseguiu ganhar cinco posições nesse período.

 

Mangueira ganha a maior UPP do Rio

A Mangueira recebe hoje a 18ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), a maior do Rio, com 403 PMs. O morro é dominado há décadas por bandidos enraizados na comunidade. Com a pacificação da Mangueira, fecha-se o entorno de segurança do Maracanã e já são 315 mil moradores vivendo em favelas com UPPs.

 

Governo dobra repasses para os sindicatos

Se o ritmo de arrecadação do imposto sindical registrado nos últimos anos for mantido, em 2012 os recursos recolhidos e repassados pelo governo federal para sustentar as entidades sindicais vão alcançar a marca de R$2 bilhões, consolidando o tributo como a mina de ouro do sindicalismo brasileiro. O volume é quase o dobro do que os sindicatos receberam há quatro anos. Somente entre janeiro e setembro deste ano, sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais já receberam quase R$1,7 bilhão, dinheiro que não passa por qualquer fiscalização de órgãos governamentais.

Só o valor repassado às entidades nesses últimos nove meses é o equivalente a todo o dinheiro transferido pelo governo federal às prefeituras e ao governo do Amapá no mesmo período. É na carona dessa arrecadação bilionária que vem crescendo ano a ano o número de sindicatos no Brasil, contrariando uma tendência mundial de unificações e fusões de entidades. Para se ter uma ideia desse crescimento, de 2008 para cá 782 novos sindicatos entraram na lista da divisão do bolo do imposto sindical, uma média de uma entidade a cada dois dias. Eram 9.077 e hoje são 9.859.

A contribuição sindical é um imposto obrigatório cobrado de todos os trabalhadores com carteira assinada e do setor patronal. A cobrança ocorre uma vez por ano e, no caso dos trabalhadores, corresponde a um dia de salário, descontado diretamente em folha. No caso dos patrões, o valor é uma parcela do capital social da empresa.

 

Aldo ainda sem nomes para formar equipe

Antes mesmo de assumir o Ministério do Esporte, o ministro Aldo Rebelo anunciou que faria mudanças na cúpula da pasta, ainda ligada ao ex-ministro Orlando Silva, fugindo das amarras do PCdoB e trazendo executivos de mercado para profissionalizar áreas estratégicas. Mas, quase uma semana depois de sua escolha para o ministério, Aldo não conseguiu substituto sequer para o secretário-executivo, Waldemar Souza.

Anteontem ele jantou com Nádia Campeão, ex-secretária de Esporte de Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo, cotada para o lugar de Waldemar. Nádia, presidente do PCdoB paulista, tem apoio da pela cúpula do partido, mas até agora o ministro não confirmou ninguém.

- Na segunda-feira à noite, depois da posse, Aldo disse que estava analisando nomes, mas afirmou que não estava sendo fácil por causa dos baixos salários no ministério - afirmou ontem o líder do PCdoB na Câmara, deputado Osmar Júnior(PI). - Nádia é um quadro muito preparado do partido, mas dificilmente irá deixar a direção do PCdoB em véspera de eleição.

 

Governador: 'mestre' é tratamento usual

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), reagiu ontem à divulgação da gravação dos diálogos que mostram a proximidade entre ele e o policial militar João Dias, delator do suposto esquema de corrupção no Ministério do Esporte. Em conversas gravadas pela Polícia Civil, com autorização judicial, Agnelo chama o PM de "meu mestre!" e promete ajudá-lo a preparar a defesa no processo em que é acusado de desviar dinheiro da pasta. Em nota, o governador alegou que sempre costuma chamar as pessoas de "mestre".

"A referência mestre é o tratamento comumente usado por Agnelo Queiroz de forma genérica - diversas outras pessoas recebem essa mesma referência", diz a nota. Agnelo não nega que tenha conversado com João Dias: "Atendia, rotineiramente, a ligações de inúmeras outras pessoas, já que era liderança política na cidade".

Agnelo argumentou que os diálogos entre os dois não caracterizam crime, tanto que o Ministério Público Federal indiciou sete pessoas após analisar o conteúdo das gravações, mas o poupou.

 

Sob investigação, Agnelo não enfrenta oposição

Apesar de estar sendo investigado por denúncias de desvio de dinheiro do Ministério do Esporte, pasta que comandou de 2003 a 2006, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), não enfrenta qualquer dificuldade política para se manter no cargo. Ele sofre pouca oposição na Câmara Legislativa e vive dias tranquilos em seu reduto eleitoral. Dos 24 deputados distritais, apenas dois integram ativamente a oposição.

Uma delas, Liliane Roriz (PRTB), é filha do ex-governador Joaquim Roriz e irmã da deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada em vídeo recebendo propina e depois absolvida pela Câmara dos Deputados da acusação de quebra de decoro parlamentar. A outra opositora é Celina Leão (PSD).

Agnelo é um dos alvos do inquérito que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para investigar desvios de dinheiro federal do programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte - escândalo que provocou a demissão do ex-ministro Orlando Silva. Há também um inquérito na primeira instância da Justiça Federal em que Agnelo aparece como suspeito de fraudar notas fiscais para justificar os desvios de dinheiro.

 

Entre parentes de Lula, tumor é recebido sem sustos

A notícia da doença do ex-presidente Lula surpreendeu seus parentes em Caetés e Garanhuns, em Pernambuco. Eles acreditavam que o petista esbanjava saúde. Mas alguns primos encararam a descoberta do câncer na laringe com naturalidade, quase como um mal de família, já que irmãos, primos e até tios do petista tiveram vários tipos de tumores malignos.

- Na família da gente, só três pessoas morreram de jeito diferente: duas em acidente de carro e outra de tiro. O resto morre todo da triste desta doença - disse, em Garanhuns, Madinalva Pontes de Melo, que é prima de Lula e casada com um primo do ex-presidente, que ontem ficou em casa sem receber visitas.

- Todo mundo ficou muito triste com a notícia do câncer de Lula. Mas a gente tem fé em Deus que ele vai ficar bom, porque a doença foi achada muito cedo. Na família dele tem quatro irmãos que já tiveram algum tipo de câncer. Uma irmã dele morreu recentemente com essa doença - disse Madinalva.

Marta desiste e PT tenta convencê-la a apoiar Haddad

Depois de conseguir que Marta Suplicy (PT-SP) desistisse de disputar a prefeitura de São Paulo, decisão que ela vai anunciar oficialmente em entrevista hoje à tarde, o desafio do PT agora passa ser convencer a senadora a se engajar na campanha do candidato preferido do ex-presidente Lula, o ministro da Educação, Fernando Haddad. Isolada no partido, Marta acabou concordando em desistir da candidatura depois de uma conversa com a presidente Dilma Rousseff, segunda-feira, a pedido de Lula.

Obrigado pelos médicos a reduzir o ritmo de trabalho nos próximos três meses, Lula conta com Dilma e com seus aliados no PT de São Paulo para conseguir outro tento: evitar as prévias marcadas para 27 de janeiro e consagrar Haddad como candidato único. Uma tarefa que exigirá muita habilidade política e que poderá ser o grande teste de Dilma nesse tipo de articulação, já que ainda restam quatro pré-candidatos do PT. A conquista da prefeitura paulistana é considerada por Lula o principal objetivo do PT ano que vem.

Em Israel, rumores de ataque ao Irã

O Exército de Israel testou ontem um míssil de longo alcance, reacendendo rumores sobre a iminência de um ataque ao Irã. Segundo jornal inglês, o Reino Unido também já têm planos para apoiar ofensiva dos Estados Unidos no Irã.

 

Europa congela ajuda à Grécia

A União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) não vão liberar um tostão à Grécia enquanto o país não decidir que vai cumprir o plano de austeridade acertado para a ajuda financeira. O recado foi dado pela chanceler alemã Angela Merkel e pelo presidente francês Nicolas Sarkozy ao premier grego George Papandreou, intimado a participar de uma reunião de emergência ontem em Cannes, onde acontece o G-20.

 

Argentina descarta subsídio a empresas

O ministro da Economia e vice-presidente eleito Amado Boudou anunciou que o governo argentino vai retirar subsídios à luz, água e gás dado para as empresas. Com isso, os preços para o consumidor devem subir e analistas temem a alta da inflação. Esta é a segunda medida de impacto anunciada por Cristina Kirchner, reeleita há 10 dias.

 

 

FOLHA DE S. PAULO

 

Contra referendo, Europa ameaça sufocar a Grécia

O premiê George Papandreou anunciou que poderá antecipar para dezembro o referendo grego previsto para janeiro. O adiantamento foi uma resposta à pressão da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional. Os europeus avisaram que a cota de € 8 bilhões do primeiro pacote não será liberada se o país não se comprometer a aceitar as medidas de austeridade - sem os recursos, a Grécia não tem como pagar suas contas.

 

IDH brasileiro avança menos que o dos Brics

Relatório da ONU sobre o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que mede o desempenho dos países em expectativa de vida, escolaridade e renda, mostra que o IDH do Brasil (84° no ranking) avança mais lentamente que o de outros emergentes, como Rússia (66°), China (101°) e Índia (134°). O índice brasileiro cresceu em média 0,69% de 2000 a 2011, enquanto o da Rússia, país que também está no grupo de países de desenvolvimento humano elevado, subiu 0,81%. Índia e China, países de desenvolvimento humano médio, cresceram 1,56% e 1,43%, respectivamente.

O Brasil tem avançado em alguns pontos nas áreas de saúde, escolaridade e renda, mas a passos mais lentos do que outros emergentes, como Rússia, Índia e China.

É o que mostra relatório divulgado ontem pela ONU sobre o Índice de Desenvolvimento Humano de 187 países.

O chamado IDH tenta medir e comparar o nível de desenvolvimento das nações com base em indicadores de expectativa de vida, escolaridade e renda per capita.

Pode variar de 0 a 1 _quanto mais alto, maior o nível de desenvolvimento do país.

Em 2011, o IDH brasileiro atingiu 0,718, e o país avançou uma posição no ranking da ONU, para o 84º lugar.

O resultado reflete expectativa de vida de 73,5 anos; 7,2 anos de estudo em média (para os com 25 anos); 13,8 anos de escolaridade esperados para mais jovens e renda per capita anual de US$ 10.162 (ajustada pelo custo de vida).

Segundo relatório divulgado pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), o IDH brasileiro cresceu a uma média anual de 0,69% de 2000 a 2011. O resultado está ligeiramente abaixo da expansão de 0,70% de países de desenvolvimento humano elevado, grupo ao qual pertence o Brasil.

 

Satisfação do brasileiro equivale à de europeus

Em uma escala de 0 a 10, o brasileiro dá nota 6,8 ao avaliar a satisfação geral com sua vida, mesma pontuação de países como França e Alemanha, onde o desenvolvimento humano é classificado como muito elevado.

Entre os latino-americanos, os venezuelanos são os mais satisfeitos -a nota fica em 7,5, avaliação semelhante à da Noruega, país que ocupa a primeira colocação do ranking do Índice de Desenvolvimento Humano.

Desde o ano passado, o Pnud divulga, além do IDH, o chamado IDH-D. O indicador contabiliza a desigualdade em distribuição de renda, educação e saúde. Alguns países têm pontos "descontados" -é o caso do Brasil.

 

Investigação aponta lentidão e desvios na Promotoria de SP

Inspeção realizada no Ministério Público de São Paulo pelo conselho nacional da categoria constatou uma série de problemas no trabalho de promotores e procuradores de Justiça do Estado. Desperdício de dinheiro, irregularidades em licitação, furtos, extravio de processos e morosidade nas investigações foram alguns dos casos encontrados na instituição, que tem como tarefa defender a ordem jurídica, o regime democrático e os interesses sociais e individuais.

As irregularidades constam de relatório do Conselho Nacional do Ministério Público aprovado em julho, que tem como base inspeção realizada em setembro de 2010. Na vistoria, a equipe detectou que 63 procuradores, de 240 pesquisados, estavam com serviço atrasado.

Juntos, eles acumulavam 1.553 processos com prazos acima do previsto em norma, segundo o relatório. Um exemplo: na área criminal, cada procurador recebe semanalmente, em média, 20 processos e tem até um mês para se manifestar.

O procurador Luiz Antônio Castro de Miranda, por exemplo, segundo o documento, tinha em seu nome 132 processos com prazo acima de 30 dias, sendo 23 deles parados havia mais de três meses.

A Corregedoria-Nacional do conselho determinou que a situação fosse regularizada. O prazo dado para isso venceu no final de setembro.

O relatório também informa que o Ministério Público fracionou uma licitação para compra de alimentos, expediente normalmente utilizado para escapar das regras mais rígidas previstas para as concorrências públicas. A divisão da licitação é apontado em diversas ações movidas pelo próprio Ministério Público como indício de direcionamento de contrato.

 

Juízes recorrem a dinheiro público para realizar jogos

A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) recebeu R$ 180 mil de empresas privadas e estatais, como Banco do Brasil e Chesf, para a realização de jogos esportivos em resorts de Porto de Galinhas, em Pernambuco. Os "Jogos Nacionais da Anamatra 2011" reuniram cerca de 320 juízes e familiares entre 29 de outubro e 2 de novembro, conforme reportagem do jornal "O Globo".

Aos magistrados e familiares, coube o pagamento de despesas de locomoção, hospedagem e alimentação, além de uma taxa de inscrição, no valor de R$ 200. Os maiores patrocínios foram do Banco do Brasil (R$ 50 mil) e da Chesf (R$ 35 mil). Também contribuíram com o evento as seguintes empresas e instituições: Hospital Português, Silvana, AmBev, Qualicorp e Oi.

O Governo de Pernambuco (Secretaria de Turismo e Empetur) e a Prefeitura de Ipojuca também apoiaram a realização dos jogos.

 

Interpol oficializa uso de redes sociais na busca por criminosos

O monitoramento de redes sociais, técnica usada pela Polícia Federal brasileira em busca de foragidos internacionais, foi oficialmente incorporado a um manual de práticas da Interpol.

A rede, que reúne polícias de 188 países, faz desde anteontem sua assembleia geral anual em Hanói, no Vietnã. Os métodos de procura por fugitivos na rede foram aprovados em resolução do comitê executivo do órgão.

"Tem gente que entra nas nossas salas e comenta: "que vida fácil, hein!", mas na verdade estamos navegando pelo Facebook e Orkut ou na busca de dados sobre os foragidos", afirma Luiz Eduardo Navajas , delegado da PF e chefe local da Interpol.

 

'Doutora Dilma' fez pressão para que Lula fosse a exame

Antes de desembarcar em Manaus no último dia 24, Dilma Rousseff ficou ressabiada com o relato do ex-presidente Lula, seu companheiro de voo, sobre uma rouquidão estranha e persistente.

Naquela mesma segunda-feira, a presidente da República pediu à secretária uma ligação urgente assim que retornou a Brasília. "Kalil, você tem que caçar o homem. Ele não está legal." Do outro lado da linha estava Roberto Kalil Filho, cardiologista pessoal dos dois petistas.

Quatro dias depois do telefonema de Dilma, Lula aparecia no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Levava sua mulher, Marisa Letícia, incomodada havia dias por uma dor de cabeça.

O médico, então, aproveitou e examinou paciente e acompanhante.

Menos de 24 horas depois, uma equipe do Sírio anunciava o diagnóstico: o ex-presidente iniciaria rapidamente a quimioterapia para tratar um tumor na laringe.

 

Após cirurgia, ministro volta a ser internado

O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, voltou a ser internado anteontem no hospital Sírio-Libanês.

Segundo boletim médico, o objetivo da internação é fazer exames e reforçar os pontos da cirurgia que ele fez no cérebro para a retirada de um tumor.

De acordo com o ministério, Mendes Ribeiro passa bem, mas ainda deve ficar internado "por mais alguns dias".

No dia 14 de outubro, ele foi internado para a retirada de um tumor identificado em setembro, e teve alta no dia 23.

Em entrevista na semana passada, Ribeiro afirmou que deve retornar ao trabalho na próxima segunda-feira.

 

Grupo de Marta prepara adesão a Haddad

Os aliados que sustentavam a pré-candidatura da senadora Marta Suplicy (PT-SP) à Prefeitura de São Paulo em 2012 decidiram embarcar na campanha do ministro da Educação, Fernando Haddad. O grupo só espera que ela formalize a desistência, hoje, para anunciar sua adesão.

A ex-prefeita se isolou após combinar a saída com a presidente Dilma Rousseff, na segunda-feira, e faz mistério sobre o tom do anúncio de que deixará a disputa no PT. Ela pediu a assessores que não confirmassem que jogou a toalha e mandou dizer que viajou. Ontem, Dia de Finados, aliados demonstravam resignação com sua opção pelo isolamento.

O grupo de Marta torce por uma declaração explícita de apoio a Haddad, mas teme que ela se limite a dizer que votará no candidato que for escolhido pelo partido. A senadora ficou magoada com a pressão pública do ex-presidente Lula para que desistisse do sonho de voltar à prefeitura após duas derrotas seguidas, em 2004 e 2008.

Um de seus aliados disse que, não faria sentido a ex-prefeita arrumar outro problema com o Lula.

 

FHC afirma que falta 'estratégia' ao Brasil

Em apresentação no ciclo de palestras Fronteiras do Pensamento, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso diz que falta "estratégia" ao Brasil e que o país está voltando ao tempo das "grandes obras".

Durante sua fala, de mais de uma hora e meia, FHC criticou a construção do trem-bala e, depois, o comparou à rodovia Transamazônica, projetada durante o governo militar, na década de 1970.

"As grandes decisões do país estão sendo tomadas sem que haja um debate nacional. (...) Agora vamos fazer um trem-bala e ninguém sabe o porquê", afirmou.

FHC não citou os nomes da presidente Dilma Rousseff, ou de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, ao fazer a crítica.

 

Bill Gates diz que Brasil tem de doar mais a país pobre

"Está na hora de o Brasil assumir suas responsabilidades e aumentar a ajuda aos paises pobres para centenas de milhões", afirmou Bill Gates em entrevista a Patrícia Campos Mello. Um dos maiores filantropos do mundo, o fundador da Microsoft propõe ao G20 a taxação sobre combustíveis e tabaco para diminuir a pobreza.

 

USP pedirá saída de invasores da reitoria na Justiça

 

Carlos Heitor Cony: Impedir carioca de ver seleção jogar é absurdo

 

 

 

 

 

CORREIO BRAZILIENSE

 

Passagens de avião sobem até 41% neste fim de ano

Os reajustes aplicados pelas empresas aéreas e a intensa procura por bilhetes nacionais e internacionais para as férias fizeram os preços dispararem em setembro e outubro. E o consumidor pode se preparar: as companhias não pretendem reduzir os valores nos próximos meses.

 

Crise global: Europa dá ultimato ao governo da Grécia

Cannes – Na véspera da reunião do G-20, a União Europeia suspendeu a ajuda aos gregos enquanto o país não decidir se fica na Zona do Euro. França e Alemanha cobraram rapidez do primeiro-ministro George Papandreou, que ainda pretende consultar o povo sobre o tema.

Poderosa, mas cheia de cautela

Cannes - Eleita a 22ª pessoa mais importante do mundo pela revista Forbes, Dilma Rousseff se reuniu ontem, na França, com vários líderes mundiais, como o presidente da China, Hu Jintao. Mas, contrariando as expectativas, ela evitou declarações sobre a crise mundial.

 

Suspeita no MEC: Sertanejo é dono, só que não manda

O músico José Francisco Alves da Silva admite que não administra nem sabe os rumos dos negócios da Jeta, empresa do DF que presta serviços de tecnologia ao Inep, o instituto organizador do Enem.

 

Efeito Lula: PT deve selar a paz em cinco capitais

Para não contrariar o ex-presidente, em tratamento contra o câncer, pré-candidatos às eleições municipais devem desistir do pleito, como fez Marta Suplicy em São Paulo, e evitar lutas internas.

 

IDH: Um retrato da desigualdade

Privação de serviços essenciais é um dos motivos que deixa o Brasil abaixo de países como a Bósnia no ranking de qualidade de vida. Elilson Gonçalves usa lenha para cozinhar.

 

Lei seca cassa um motorista a cada duas horas

Detran agiliza a punição aos condutores flagrados dirigindo sob efeito do álcool. De janeiro a setembro, 3.355 pessoas perderam a habilitação.

 

 

 

VALOR ECONÔMICO

 

Europa ameaça Grécia e G-20 quer mais rigor fiscal

Em meio a nova tormenta causada pela Grécia, os países do G-20 tentam limitar os danos e vão anunciar amanhã medidas específicas de curto e médio prazo para estabilizar a economia global e evitar nova crise financeira. O Valor teve acesso ao rascunho do Plano de Ação, no qual o maior obstáculo na negociação é até que ponto a China aceitará acelerar uma flexibilização de sua política cambial e reduzir a acumulação de reservas para estimular o consumo doméstico.

As autoridades europeias esperavam receber no G-20 o respaldo para o plano de conter a crise na zona do euro e cobrar mais ação de outros países para relançar a economia mundial, mas foram atropelados pela convocação do referendo na Grécia, dias depois de a Europa ter acertado pacote de € 130 bilhões para o país. George Papandreou, o primeiro-ministro grego, foi convocado a Cannes. E a ameaça foi clara: os gregos não terão um centavo até que adotem o plano de reestruturação. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que o referendo vai determinar o futuro da Grécia na Europa. "A Grécia deve decidir se quer ou não continuar na zona do euro", afirmou. A premiê alemã Angela Merkel anunciou que será acelerada a implementação do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira para servir de barreira contra contágio da crise.

 

Argentina agora corta subsídios

Depois de aumentar a intervenção do governo no mercado cambial, a presidente da Argentina Cristina Kirchner tomou ontem as primeiras medidas de caráter fiscal após sua reeleição. Uma comissão governamental deverá anunciar, a cada quinze dias, "a redução, redirecionamento ou eliminação" dos subsídios para os setores de gás, energia, água e transporte, anunciou o vice-presidente eleito e ministro da Economia Amado Boudou. Os subsídios no país consomem em torno de US$ 20 bilhões ao ano ou 4% do PIB. Já foram anunciados cortes simbólicos: deixarão de receber subsídios pelo consumo dos serviços reguladores bancos, seguradoras, cassinos, aeroportos, terminais marítimas e as próprias fornecedoras dos serviços.

 

Caem preços de terras em grandes áreas

A indefinição sobre as regras para aquisição de terras por estrangeiros ajudou a conter a alta nos preços dos imóveis rurais no país. Em algumas regiões houve estagnação e até retração de valores, sobretudo nos grandes negócios para áreas superiores a 3 mil hectares. Nas transações intermediadas pela Commercial Properties, a redução de preços nas áreas grandes foi de 10% a 15%, dependendo da região e da cultura.

Em Ribeirão Preto (SP), polo paulista de cana, houve negócios fechados a R$ 32 mil o hectare, 16% menos que no ano passado. Em Cascavel (PR), o preço da terra caiu 14%, para R$ 25 mil o hectare. Em Pouso Alegre (MG), região de grãos, café e frutas, a queda foi de 12%; e em Luís Eduardo Magalhães (BA), chegou a 19%.

 

Cerco a estudos ambientais ruins

Após a publicação de medidas que dão mais clareza ao processo de licenciamento de obras de infraestrutura, o governo se prepara para fechar o cerco às empresas com histórico ruim na elaboração de estudos de impactos ambientais. Em 2012, o Ibama deverá abrir ao público um banco de dados com informações sobre o desempenho dos escritórios que fazem os chamados EIA-Rima, numa tentativa de criar estímulos à qualidade dos estudos e de desestimular a contratação de quem tem má performance.

"Essa informação vai estar disponível para todo empreendedor que quiser contratar novos estudos ambientais", diz a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que já viu muitos estudos ruins. Com mais obras, o problema tornou-se maior. "Tivemos o caso de uma equipe com 51 estagiários. Não dá."

 

Mais poderes para Gilberto Carvalho

O secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, ganha força no governo e abre espaço para se tornar um superministro de Dilma Rousseff. Além de ter tido um papel importante nos processos de demissão de seis ministros do atual governo, o antigo chefe de gabinete do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva coordenará o grupo interministerial encarregado passar um pente fino em todos os contratos com Organizações Não Governamentais.

Carvalho assumiu a pasta com a missão de mediar as relações do governo com os movimentos sociais. Seu protagonismo na área foi tamanho que já ameaça colocar a prêmio a cabeça do ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence. O secretário-geral da Presidência acumula vantagens sobre os demais ministros do núcleo palaciano como a experiência dos oito anos do governo Lula e a ausência de carreira eleitoral. Ele aproveita a vacilação de ministros menos experientes para ocupar espaço e atrair demandas para si.

 

Fundos dão à Leblon a gestão de participações na Coteminas

A Coteminas terá uma participação mais ativa de minoritários importantes: as fundações Previ, Petros e Funcef, que detêm 22% das ações ordinárias da empresa. Os fundos entregaram a gestão de suas participações, que equivalem a R$ 50 milhões, à carioca Leblon Equities.

Segundo o presidente da Coteminas, Josué Gomes da Silva, o processo foi feito em "comum acordo". A expectativa é que haja a troca dos dois conselheiros que hoje representam as fundações na Coteminas por nomes indicados pela Leblon. Todo o processo deve ser realizado de maneira amigável.

 

Brasil regride em ranking do IDH

A desigualdade de renda e no acesso à saúde e a educação piorou sensivelmente o índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil (IDH) neste ano. O país caiu 13 posições no ranking das Nações Unidas.

 

EADS terá centro de pesquisa no país

A partir de meados do próximo ano, começa a funcionar no Brasil o sexto centro de pesquisa e inovação da EADS, companhia europeia dos setores aeroespacial e de defesa. Biocombustíveis é um dos alvos.

 

Pagamento móvel tenta deslanchar

Operadoras de telefonia celular, de cartões, bancos e empresas de pagamentos redobram esforços para fazer decolar no Brasil os serviços de pagamento móvel, que prometem substituir os cartões de plásticos em alguns anos.

 

Agências disputam conta da Vale

Oito agências de publicidade - África, DPZ, Euro RSCG, Giovanni+Draftfcb, JWT, Leo Burnett, LewLara/TBWA e Publicis - disputam a conta da Vale, que deve somar entre R$ 50 milhões e R$ 70 milhões em 2012. No ano passado, foi de R$ 40 milhões.

 

CSN importa aço chinês

A CSN recorreu a aço chinês entre julho e setembro para atender clientes de chapas galvanizadas no mercado brasileiro. A empresa importou 105 mil toneladas no período, com valor de US$ 76 milhões.

 

Mais etanol de milho na Argentina

A americana Bunge e a argentina Aceitera General Deheza (AGD) vão investir juntas US$ 200 milhões na construção de uma fábrica de etanol de milho na Província de Córdoba, que vai mais que dobrar a produção do biocombustível no país.

 

Penhora de salário e bem de família

A Penhora de salário e de bem de família deve ser incluída na proposta do novo Código de Processo Civil. A tendência é que um percentual do salário seja passível de penhora para o pagamento de dívidas, assim como o bem de família a partir de certo valor.

 

Dano moral contra o Fisco

Judiciário passa a condenar Fazendas Públicas ao pagamento de danos morais em casos de cobrança indevida de tributos. Em alguns casos, as indenizações têm chegado a até R$ 10 mil.

 

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