No primeiro discurso como senador, Romário defende legado das Olimpíadas

"Baixinho" defendeu aprovação de seu projeto criando o Fundo Nacional de Legado Olímpico e Paralímpico, que fomenta o esporte nas escolas e a formação de atletas de alto rendimento

Waldemir Barreto/Agência Senado
Em seu primeiro discurso em Plenário, o senador Romário (PSB-RJ) defendeu a aprovação de projeto de sua autoria que cria o Fundo Nacional de Legado Olímpico e Paralímpico (PLS 26/2015), com o objetivo de financiar o esporte nas escolas e a formação de atletas de alto rendimento.

 

Confira a íntegra do pronunciamento, em texto e vídeo

Se aprovada, a proposta também vai ajudar a manter o complexo que receberá os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Para o senador, que também acompanhou as obras e a preparação do país para receber a Copa do Mundo, no ano passado, é preciso ficar atento para evitar a repetição dos abusos e da corrupção que ocorreu naquela ocasião.

- Desde já, me comprometo com todos que me ouvem e com toda a população do Rio de Janeiro. Estarei de olho. Dedicarei toda a minha energia para garantir que essa Olimpíada seja um sucesso e que deixe um legado. A Olimpíada vai transformar a cidade do Rio de Janeiro. Disso eu tenho absoluta certeza. O que precisamos garantir é que sejam transformações que as pessoas realmente precisem e que tragam desenvolvimento, emprego e boas condições para as novas gerações de atletas brasileiros.

Clubes de futebol

Romário lembrou os colegas de que, em breve, o Congresso Nacional deverá analisar projeto com regras de renegociação das dívidas dos clubes de futebol. Ele alertou que é preciso cuidado para não aprovar propostas que acobertem irregularidades na gestão dos clubes e incentivem o mau uso do dinheiro público.

Uma proposta de parcelamento das dívidas chegou a ser incluída na tramitação da Medida Provisória 656/2014, mas foi vetada pela presidente Dilma Rousseff, depois de críticas de que não exigia contrapartidas dos clubes.

O senador ainda pediu apoio na aprovação do Estatuto da Pessoa com Deficiência (PLS 6/2003). A proposta, já aprovada no Senado, tramita na Câmara dos Deputados desde dezembro de 2006. Romário lembrou que é preciso apoiar iniciativas de inclusão dessa parte da população no mundo dos esportes, das artes e do trabalho.

Ele também chamou a atenção para o drama de 13 milhões de brasileiros que, por inexistência de tratamento ou por falta de conhecimento técnico da comunidade médica, sofrem com as doenças raras.

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