No Acre, irmão de assassino de Chico Mendes apoia Marina e PT

Produtor rural percorre ruas de cidade próxima à capital do estado divulgando jingle e pedindo votos para a presidenciável do PSB e para o governador petista Tião Viana, candidato à reeleição. Segundo ele, sua família foi injustiçada com a condenação do irmão e do sobrinho pela morte do ambientalista

O produtor rural Aleci Alves da Silva, irmão de Darly Alves da Silva e tio de Darci Alves, condenados pelo assassinato do líder seringueiro Chico Mendes, faz campanha no Acre para a candidata à Presidência Marina Silva (PSB), que iniciou sua militância política ao lado do ambientalista, morto em 1988. Ligado ao PSB há sete anos, Aleci também pede votos nas ruas para um petista, o governador Tião Viana, candidato à reeleição.

De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o produtor rural percorre as ruas do município de Senador Guiomard, a 30 quilômetros de Rio Branco, em uma caminhonete velha, divulgando jingles de campanha de Marina. Entre uma parada e outra, pede votos para seus candidatos ao Planalto e ao governo estadual.

Em entrevista à repórter Adriana Carranca, Aleci diz que o crime cometido pelo irmão e pelo sobrinho é coisa do passado. Com discurso voltado para a preservação do meio ambiente, o produtor rural afirma que Tião Viana e Marina têm “o mesmo projeto de governo”. Os dois partidos estão juntos na eleição para o governo do Acre.

Marina conheceu Chico Mendes na década de 1980 por meio de iniciativas das Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica. Na época, ele atuava nos seringais de Brasileia e Xapuri. Os dois ajudaram a fundar o PT no estado. Em 1984, quando Chico era presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Acre, Marina era vice-coordenadora da entidade sindicalista. Em 1986, os dois fizeram dobradinha: ela se candidatou a deputada federal, e ele, a estadual. Nenhum dos dois se elegeu naquele ano. Na eleição de 1988, ela se tornou a vereadora mais votada de Rio Branco. No mesmo ano, o seringueiro foi assassinado na porta de casa em Xapuri.

Darly e o filho Darci Alves foram condenados a 19 anos de prisão. Aleci disse ao Estadão que está escrevendo um livro em que pretende contar as injustiças que a família sofreu nesse caso.

Veja a reportagem do Estadão

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