Nas revistas: campanha é marcada pela agressão

Revista Istoé diz que o PT pautou a campanha pela agressividade na tentativa de desconstruir as imagens de Marina Silva e Aécio Neves. Já Veja aponta que a presidente Dilma e o ex-presidente Lula sabiam do esquema na Petrobras.

ISTOÉ

Depois da Revista Veja causar polêmica em plena sexta-feira pré eleitoral com a edição que mostra declarações de Alberto Yousseff de que Dilma Rousseff (PT) e Lula (PT) sabiam do esquema de desvio de dinheiro na Petrobras, neste sábado foi a vez da Revista Istoé.

A revista traz em sua capa críticas a condução da campanha, destacando que o PT, Dilma e Lula usaram de calúnias e difamações para evitar que Marina Silva (PSB) chegasse ao segundo turno da eleição e para desconstruir, neste segundo turno, a imagem do seu opositor, o candidato Aécio Neves (PSDB). Com a manchete ‘Uma campanha movida a mentiras’ a revista destaca trechos de discursos de Lula e Dilma atacando Aécio Neves.

Uma campanha movida a mentiras

Desde o início do processo eleitoral, a campanha de Dilma Rousseff tem se valido da tática do medo e do terrorismo eleitoral para atingir seus adversários. Começou por intermédio das redes sociais e de militantes bem remunerados. Mas, a partir do segundo turno e com as pesquisas indicando a liderança do tucano Aécio Neves, o ex-presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff passaram a ser os principais protagonistas dos ataques caluniosos. No sábado 18, durante comício em Belo Horizonte (MG), Lula acusou Aécio de usar violência contra as mulheres. “A tática dele é a seguinte: vou partir para a agressão. Meu negócio com mulher é partir para cima agredindo”, discursou o ex-presidente, referindo-se ao senador mineiro. No discurso, chamou Aécio de “filhinho de papai” e “vingativo”. “O comportamento dele não é o comportamento de um candidato (...) É o comportamento de um filhinho de papai que sempre acha que os outros têm de fazer tudo para ele, que olha com nariz empinado”.

Na quinta-feira 23, o jornal britânico “Financial Times” publicou uma reportagem criticando o debate político na reta final das eleições no Brasil. O jornal constatou que o PT vem usando “táticas de difamação” contra seus opositores e cita diversas vezes a ex-senadora Marina Silva como a primeira vítima desse estratagema. “Marina Silva acusa o PT de Dilma Rousseff de usar servidores públicos para espalhar mentiras pelas redes sociais e contatos comunitários, como o alerta de que ela, que é evangélica, iria proibir videogames”, diz o texto do “Financial Times”. “Uma coisa terrível que eles (PT) disseram era que eu sou homofóbica e que uma pessoa gay tentou se aproximar de mim e meus seguranças bateram com tanta força que ele morreu”, afirmou Marina ao jornal.
O vale-tudo do PT na reta final da campanha já pode ser constatado em várias cidades brasileiras. Na quinta-feira 23, no Rio, diversos panfletos apócrifos foram apreendidos com um texto colocando o adversário como um “candidato contra o Rio”. Em São Paulo, surgiram nas proximidades da estação do metrô Ana Rosa e também na região da rua Augusta cartazes com os seguintes dizeres: “Aécio é o atraso para o Brasil”. Outro define o tucano como “o inimigo número 1 da educação”.Não bastassem as mentiras e o terror, a campanha de Dilma também faz um flagrante uso da máquina pública, inclusive manipulando dados sobre a real situação do País. Por causa disso, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) vive uma de suas maiores crises. O instituto foi proibido de divulgar um estudo com dados sobre a miséria social no Brasil, levantado a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Os dados revelariam que os números apresentados pela campanha petista não correspondem à realidade. Temendo possíveis reflexos eleitorais, o Ipea só foi autorizado a divulgar a pesquisa depois das eleições.

Época

A revista só circulará na segunda-feira, portanto, após promulgado o resultado da eleição

Veja

Conforme adiantou em seu site na noite de ontem (quinta, 23), a revista Veja publica em sua edição deste final de semana trechos do depoimento em delação premiada do doleiro Alberto Youssef.

A novidade da edição fica por conta do relato sobre um telefonema que o doleiro Alberto Youssef recebeu, segundo a reportagem, uma semana antes de ser preso. De acordo com a revista,  a ligação foi de um coordenador da campanha de Dilma Rousseff, que ele chamou apenas de “Felipe” no depoimento. Veja afirma que em outro depoimento do doleiro que está sendo esperado para a próxima semana, ele dirá que o convidou para um encontro pessoal. “E adiantou o assunto: repatriar 20 milhões de reais que seriam usados na campanha presidencial de Dilma Rousseff”, conforme a reportagem. Depois de verificar a origem do telefonema, Youssef marcou o encontro,  que não aconteceu porque ele foi preso.

Leia aqui a matéria que explica as acusações de Veja de que Lula e Dilma sabiam do desvio de dinheiro da Petrobras.

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