Nas revistas: Veja faz o ranking dos melhores parlamentares e estados

Época mostra que Blairo Maggi agora também é o rei da borracha enquanto Paulo Bernardo está de olho em Itaipu. Revistas destacam retrospectivas e perspectivas para 2012

VEJA

Rankings

Os estados brasileiros classificados pela qualidade de gestão pública. Os senadores e deputados ativistas de um Brasil moderno e competitivo.
VEJA e o Núcleo de Estudos sobre o Congresso, do Rio de Janeiro, classificaram deputados federais e senadores com base em seu ativismo legislativo em favor de um Brasil mais moderno e competitivo
Como medir a atuação de deputados e senadores em favor de um Brasil mais moderno e competitivo? Aferindo como eles se posicionam com palavras e votos em relação a questões virais em tramitação nas duas casas legislativas. VEJA identificou oito grandes eixos, como aparecem ao lado.

1. Carga tributária menor e sistema tributário mais simples
2. Infraestrutura
3. Qualidade da gestão pública
4. Combate à corrupção
5. Qualidade de educação
6. Marcos regulatórios estáveis aplicados com transparência por agências independentes
7. Diminuição da burocracia
8. Equilíbrio entre os três poderes

Os oito temas selecionados foram afetados em 2011 de alguma maneira no Congresso por 54 projetos de lei e medidas provisórias. Em parceria com o Núcleo de Estudos sobre o Congresso (Necon), do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp-Uerj), VEJA classificou os deputados e senadores de acordo com o posicionamento deles em relação às proposições. Antes de envolver o Necon, com base em critérios próprios e nos levantamentos da Transparência Internacional, VEJA aplicou uma "cláusula de ética", expurgando previamente da análise os parlamentares envolvidos em escândalos ou de reputação duvidosa. (...)

O primeiro entre os deputados - Eduardo Barbosa (PSDB-MG)
VEJA - Uma das áreas de atuação do senhor é a educação. Quais são as reais dificuldades para pôr em pauta, e aprovar, iniciativas que façam dos brasileiros cidadãos mais aptos a enfrentar um mundo moderno e competitivo?
DEPUTADO - Estou em meu quinto mandato, e percebo nossa incapacidade de aprofundar os debates. Em razão das questões corporativas, é muito difícil que boas ideias floresçam. É angustiante. Temos um Congresso raso no debate, muito voltado a atender ao politicamente correto, àquilo que oferece resposta imediata. (...)

O primeiro entre os senadores - Francisco Dornelles (PP-RJ)
VEJA - A maioria das pesquisas mostra que as preocupações prioritárias do eleitor são saúde, educação e segurança. Como é possível respeitar o voto do eleitor e ao mesmo tempo defender a modernização do estado brasileiro?
SENADOR - Para a educação, a saúde e a segurança pública, são necessários recursos e boa gestão. Em matéria de gestão, é crucial pensar em todas as medidas de desburocratização, de redução do tamanho do estado, que é perdulário. Em termos de recursos, é vital que eles sejam obtidos de maneira mais lógica, impedindo que a União crie incidências distorcidas. Além disso, nunca podemos perder de vista a importância que o setor privado tem nas áreas da saúde e da educação.

O primeiro ranking dos estados

Um levantamento inédito, que VEJA publica com exclusividade, revela quais são os estados brasileiros mais preparados para receber o fluxo recorde de investimento estrangeiro que chega ao país graças à estabilidade econômica interna e à proximidade da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016

A estabilidade política e econômica, o crescimento do mercado consumidor e os incentivos fiscais fazem do Brasil um país atraente para os investidores estrangeiros. Mas nem todos os estados conseguem aproveitar essa oportunidade como deveriam. São Paulo, Rio de Janeiro. Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná. Distrito Federal e Santa Catarina são os únicos que apresentam um bom ambiente de negócios para quem quer investir no setor produtivo do país. Nos demais, problemas como a carga tributária elevada, a burocracia, as deficiências de infraestrutura e a falta de mão de obra qualificada afugentam o capital externo. Essas são as principais conclusões do primeiro Ranking de Gestão dos Estados Brasileiros, elaborado pela Unidade de Inteligência do grupo inglês Economist, patrocinado pelo Centro de Liderança Pública e publicado com exclusividade por VEJA. O relatório será atualizado anualmente e divulgado na última edição do ano da revista. O objetivo é ajudar a balizar os administradores públicos, a fim de que eles promovam as reformas necessárias e, assim, aumentem a sua capacidade de atrair o investimento estrangeiro e também nacional. Afinal de contas, legislações que proporcionem maior eficiência e produtividade funcionam como um ímã para o dinheiro de qualquer nacionalidade.

Para fazerem o ranking, os pesquisadores analisaram 25 indicadores em oito quesitos (um resumo das tabelas pode ser conferido nas próximas páginas e a íntegra do estudo está em VEJA.com). "A meta principal é fortalecer as instituições e evitar o personalismo. Por isso, não foi analisado o desempenho dos governantes, mas das políticas públicas implementadas ao longo dos últimos anos. Instituições vigorosas estão na base do sucesso de uma nação", diz Luiz Felipe d"Ávila, diretor-presidente do Centro de Liderança Pública. De fato, a robustez das instituições explica o desempenho dos estados que estão no topo da avaliação. São Paulo está entre os três primeiros em sete dos oito quesitos e lidera a classificação geral. "O estado de São Paulo apresenta o melhor "ecossistema" para a realização de negócios. Tem estabilidade política, as melhores universidades, boa infraestrutura e uma indústria de serviços consolidada. Só precisa simplificar seu sistema tributário", aponta D" Ávila. Já o Piauí, o último colocado, é exatamente o oposto - trata-se de um estado com instituições sucateadas e um poder público deficiente. A infraestrutura é tão precária que a produção precisa ser escoada por meio dos estados vizinhos. Para se ter uma ideia, a construção do Porto de Luís Correia, obra que amenizaria o problema, arrasta-se há mais de trinta anos.

Retrospectiva 2011

Dilma mostra a que veio. Steve Jobs se vai. Amy Winehouse se cala. Os ativistas gritam nas praças. Liz Taylor fecha os olhos azul-violeta. O mundo abre os olhos para o perigo nuclear...

História

Os grandes nomes do passado e seu legado para o Brasil atual

Humor: as previsões de 2012

Deus intervém no Oriente Médio. O Brasil legaliza a corrupção. A Apple lança o Iguess

 

 

 

ÉPOCA

 

Retrospectiva

Os rostos que marcaram 2011.

A economia em 2012

O que esperar do maior desafio do Brasil e do mundo.

 

De rei da soja a rei da borracha

No início dos anos 2000, o senador Blairo Maggi (PR-MT) ficou conhecido no mundo inteiro como o rei da soja. Anos depois, perdeu o posto para seu primo Eraí Maggi. Sem que ninguém desse atenção, Blairo tomou outra coroa. Neste ano, ele é o maior produtor de borracha do Brasil e, possivelmente, do mundo. O senador ingressou no negócio há uma década, ao comprar um seringal de 1.000 hectares do Banco Noroeste. Neste ano, adquiriu mais 10.000 hectares que a Michelin dedicava a esse negócio. Sua intenção era substituir as árvores por soja. Desistiu, porque o látex se tornou mais rentável que o grão. O lucro obtido com 1 hectare de seringueiras é maior que a receita bruta da mesma área com soja. Blairo fez o inverso do que planejava: converteu lavouras de soja em seringais, que hoje já respondem por 8% da área plantada pelo grupo AMaggi.

O elétrico Paulo Bernardo

É enorme a expectativa sobre a sucessão de Jorge Samek, que deixará a presidência de Itaipu para concorrer à prefeitura de Maringá, no Paraná. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, deverá indicar seu sucessor. Parte das apostas sobre quem será o escolhido recai sobre o deputado estadual Enio Verri, do PT. Não está descartada, porém, a hipótese de Paulo Bernardo requisitar o cargo para si próprio. Sobram motivos para isso. Em 2011, ele esgotou o elenco de decisões relevantes nas comunicações: aprovou regras para TVs a cabo, nomeou a nova diretoria para a Agência Nacional de Telecomunicações e abriu caminho para que os Correios criem um braço aéreo. E o caixa de Itaipu é gordo...

 

José Mariano Beltrame: O herói improvável dos morros

Ele quase não ri. O corte de cabelo é militar. Os lábios são muito finos, o azul dos olhos fica embaçado atrás das lentes grossas dos óculos. A testa é um mar de rugas, a pele exibe marcas da acne juvenil. Fala pouco. Em público, é nota zero em carisma. O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, de 54 anos, responsável pela política de pacificação das favelas, aprendeu com o tempo a se esquivar de polêmicas. Mesmo pressionado, não responde o que pensa sobre a legalização de drogas leves. Não diz sim nem não. Ele começou sua vida de policial como repressor de entorpecentes em 1981.

Por que um gaúcho do interior, que toma chimarrão em vez de café, vai à missa todo domingo e não apela para piada ou chavão, virou ídolo popular e capa de revista? Como esse homem tímido, que cuidava da inteligência da Polícia Federal e tinha pânico de multidões, se tornou celebridade numa cidade como o Rio, berço da malandragem e dos artistas das novelas globais - e se impôs como sinônimo de lisura e integridade, duas qualidades em falta no país do jeitinho? Para uma população cansada de marginais ricos e poderosos, Beltrame se torna um herói da ética. Porque prende ou afugenta toda espécie de bandido: com farda e sem farda, de terno e sem terno.

 

 

 

 

ISTOÉ

O ano em que o mundo virou

O mundo de cabeça para baixo é uma imagem que já embalou sonhos e pesadelos, zilhões de vezes serviu para expressar o estupefato com mudanças, foi recheio de fábulas ou, simplesmente, ideia de malucos. O céu no asfalto, o teto como capacho e a espuma das ondas quebrando no ar foram, por sinal, figuras usadas décadas atrás por um notório maluco beleza, o músico Raul Seixas, numa de suas canções. Mas nem é preciso encarnar o saudoso Raulzito para eleger a alegoria da vida pelo avesso como a síntese perfeita deste ano que está chegando ao fim. A Terra parece ter dado cambalhotas em 2011.

Ou alguém esperava ver ventanias democráticas, multidões de jovens dançando pelas praças, ditaduras ruindo e tiranos poderosos sendo chutados por ruas poeirentas nos domínios do Islã? Que profeta, vidente, intelectual ou especialista foi capaz de prever a Primavera Árabe? Por vários cantos deste mundo invertido, o povo não se contentou em desfilar em protesto. Ficou. Em vez de passeatas, a ocupação. Em outros momentos, o planeta deu mesmo foi a impressão de estar de pernas para o ar: o oceano provocou acidente atômico, cinzas dominaram os ares, a intolerância bateu a modernidade e humilhados se vingaram de inocentes.

 

Corrupção desmascarada

Ao demitir seis ministros acusados de corrupção, a presidenta Dilma faz uma faxina ética poucas vezes vista na política brasileira

Nunca se viu na política brasileira um fenômeno parecido. Ao longo de seis meses de 2011, foram afastados seis ministros envolvidos em algum tipo de falcatrua (Nelson Jobim, da Defesa, também caiu, mas por dar declarações que desagradaram à presidenta Dilma Rousseff). Embora evite falar em faxina ética, Dilma administrou com sucesso o que poderia se tornar uma crise institucional e mostrou autonomia ao afastar executivos que herdou do governo Lula. Da meia dúzia de ministros caídos, todos pertenceram ao gabinete anterior e foram mantidos no cargo por sugestão do ex-pre­sidente. Ao cortar na própria carne, a presidenta contou, na maioria dos casos, com a participação ativa dos meios de comunicação. Quase todos os ministros caíram em meio ao pesado bombardeio de denúncias, muitas delas feitas por ISTOÉ (leia quadro). A ação rápida da presidenta ajudou a aumentar sua popularidade. Desde a posse, seus índices de aprovação dispararam. “Dilma enviou à sociedade o recado de que não vai fechar os olhos para a corrupção, como outros presidentes fizeram”, diz o cientista político David Fleischer, da UnB.

 

Voz mundial

No primeiro ano de mandato, a presidenta Dilma Rousseff consolida o Brasil como protagonista na cena internacional

O Brasil firmou-se, em 2011, como uma estrela de primeira grandeza na cena internacional. Esse papel de protagonista, iniciado graças à diplomacia presidencial exercida com eficiência pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, foi consolidado durante o primeiro ano de mandato da presidenta Dilma Rousseff. No ano em que os EUA e os países europeus atravessaram sérias dificuldades, o reconhecimento político da presidenta Dilma Rousseff por seus pares no estrangeiro foi quase imediato. Há menos de duas décadas, esse cenário seria inimaginável. Uma mulher, governante de um país latino-americano, dona de uma voz tão ressonante nas mais altas cortes mundiais. Ao longo de 2011, Dilma fez apenas 12 viagens ao Exterior, menos que a metade das 27 viagens de Lula em 2003, ano inaugural de seu governo. Mas o roteiro seletivo foi o bastante para que ela conquistasse seus colegas estadistas e os principais veículos de comunicação dos Estados Unidos e da Europa. Primeira mulher a comandar o Brasil em tempos republicanos, a presidenta destacou-se nos encontros multilaterais. Seu grande momento foi, sem dúvida, o discurso emocionado na abertura da 66ª Assembleia-Geral da ONU, em 21 de setembro. “Pela primeira vez na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o debate geral. É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nesta tribuna”, afirmou a presidenta brasileira, diante do olhar atento de 192 líderes mundiais.

 

 

 

 

CARTA CAPITAL

A mídia esconde o Brasil

 

Só mesmo no Brazil-zil-zil

Pergunto aos meus intrigados botões por que a mídia nativa praticamente ignorou as denúncias do livro de Amaury Ribeiro Jr., A Privataria Tucana, divulgadas na reportagem de capa da edição passada de -CartaCapital em primeira mão. Pergunto também se o mesmo se daria em países democráticos e civilizados em circunstâncias análogas. Como se fosse possível, digamos, que episódios da recente história dos Estados Unidos, como os casos Watergate ou Pentagon Papers, uma vez trazidos à tona por um órgão de imprensa, não fossem repercutidos pelos demais. Lacônicos os botões respondem: aqui, no Brazil-zil-zil, a aposta se dá na ignorância, na parvoíce, na credulidade da plateia.

Ou, por outra: a mídia nativa empenha-se até o ridículo pela felicidade da minoria, e com isso não hesita em lançar uma sombra de primarismo troglodita, de primeva indigência mental, sobre a nação em peso. Não sei até que ponto os barões midiáticos e seus sabujos percebem as mudanças pelas quais o País passa, ou se fingem não perceber, na esperança até ontem certeza de que nada acontece se não for noticiado por seus jornalões, revistonas, canais de tevê, ondas radiofônicas.

Mudanças, contudo, se dão, e estão longe de serem superficiais. Para ficar neste específico episódio gerado pelo Escândalo Serra, o novo rumo, e nem tão novo, se exprime nas reações dos blogueiros mais respeitáveis e de milhões de navegantes da internet, na venda extraordinária de um livro que já é best seller e na demanda de milhares de leitores a pressionarem as livrarias onde a obra esgotou. A editora cuida febrilmente da reimpressão. Este é um fato, e se houver um Vale de Josaphat para o jornalismo (?) brasileiro barões e sabujos terão de explicar também por que não o registraram, até para contestá-lo.

 

De bico calado

É PRATICAMENTE impossível, dadas as quantidades envolvidas, listar todas as ações da mídia brasileira voltadas para escamotear, manipular ou simplesmente mentir diante de uma realidade sobre a qual perdeu o controle quando, em 2002, o ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva se elegeu presidente da República. Arregimentada às pressas para assumir o papel de oposição no lugar de um combalido Exército de Brancaleone perfilado em torno do PSDB, a imprensa nativa passou a se dedicar à diuturna tarefa de tentar esconder do mundo, e principalmente dela mesma, as mudanças sociais resultantes da inflexão política decorrente da eleição de Lula e da chegada do PT ao poder.

Primeiro, tentou neutralizar o potencial das políticas de distribuição de renda e voltou todas as suas baterias contra o Bolsa Família, programa social que tirou 20 milhões de brasileiros da linha da miséria. O Brasil dos rincões e das periferias, mesmo longe do noticiário, tornou-se um poder fundamental para a reeleição de Lula em 2006, apesar do escândalo do chamado "mensalão", samba de uma nota só entoado pela mÍdia para tentar apear o presidente petista do Palácio do Planalto e entronizar o tucano Geraldo Alckmin. Na campanha eleitoral de 2010, foi a vez de a Folha de S.Paulo emplacar, na primeira página, uma ficha policial falsa da então candidata Dilma Rousseff. A intenção era fixar no imaginário do eleitorado a figura da guerrilha fria e cruel, assassina a soldo do comunismo ateu.

 

Supremas razões

O supremo tribunal Federal (STF) continua a surpreender a sociedade civil e a mostrar a falência do nosso sistema de Justiça. Um sistema a favorecer poderosos e potentes e a criar o caldo multiplicador da burguesia mafiosa. Nesta semana, dois fatos chamaram a atenção e foram protagonizados pelos ministros Cezar Peluso e Ricardo Lewandowski, ambos do STF.

Por iniciativa de 2 milhões de cidadãos votantes logrou-se chegar à Lei da Ficha Limpa. Por essa lei, não podem concorrer às eleições os condenados criminalmente por órgão judiciário colegiado e os que renunciaram a mandato parlamentar para arquivar, por perda de objeto, processo de cassação por conduta indecorosa. Antes da Ficha Limpa, existia a norma constitucional, Art. 15, III, a estabelecer a perda de direitos políticos aos definitivamente condenados criminalmente e enquanto durassem os efeitos da decisão. Com a Ficha Limpa criou-se um mecanismo complementar e salutar à luz do interesse social.

Medidas cautelares são bem conhecidas no Direito positivo de Estados democráticos: prisão preventiva, separação de corpos, alimentos provisionais, afastamento jurisdicional de magistrados etc. Jader Barbalho, em 2001, renunciou ao mandato de senador para evitar a cassação e futura inelegibilidade. Em 2010, Barbalho concorreu, pelo PMDB, ao Senado pelo Pará e, com 1,8 milhão de votos, encabeçou a lista dos eleitos. Diante da Lei da Ficha Limpa, não teve a posse deferida e foi ao STF.

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