Nardes recebeu R$ 1,6 milhão de empresa investigada na Operação Zelotes

Segundo investigadores da força-tarefa, Nardes colaborou com esquema de compra de decisões do Carf para aliviar multa sobre RBS, grupo de comunicação do Rio Grande do Sul

Documentos apreendidos pela Operação Zelotes revelaram que o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, que foi relator das contas de 2014 do governo Dilma Rousseff, recebeu R$ 1,6 milhão por envolvimento em esquema que atuava no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, Nardes era dono da Planalto Soluções quando ela fechou parceria com uma das principais empresas de consultoria envolvida no escândalo.

A SGR Consultoria, firma que contratou a empresa do ministro, pertence ao ex-conselheiro do Carf José Ricardo da Silva. Ele é alvo da investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) sobre compra de decisões no órgão, que analisa recursos contra multas de sonegação de imposto.

Nardes foi sócio da SGR até maio de 2005. Seu sobrinho, Carlos Juliano, ainda é sócio da empresa, que é investigada por atuar em prol da RBS, grupo de mídia do Rio Grande do Sul filiada a Rede Globo. O grupo negociava no Carf a redução de multas aplicadas pela Receita Federal.

Investigadores da Zelotes informaram que, em 2011, a RBS repassou R$ 11,9 milhões para a SGR, que pagou R$ 2,55 milhões à Planalto entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012. Tais pagamentos coincidem com a vitória da RBS em um processo do conselho.

De acordo com a força-tarefa, a secretária da SGR enviou emails ao dona da empresa que indicam que Nardes recebeu R$ 1,6 milhão e Carlos Juliano, R$ 900 mil. As remunerações foram concedidas em razão da ponte realizada entre a RBS e a SGR.

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