Não houve orientação para barrar CPI, diz presidente do PT

Rui Falcão afirma não temer verdade dos fatos e trabalha com a presunção de inocência dos governadores do DF, Agnelo Queiroz (PT), e de Goiás, Marconi Perillo (PSDB)

Fabio Pozzebom/ABr
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou nesta quarta-feira (18) que não recebeu nenhuma orientação do governo para abafar a CPMI do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A expectativa é que o colegiado seja instalado na próxima quarta-feira (25), após leitura do requerimento de criação em sessão do Congresso amanhã (19).

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“Eu não recebi orientação neste sentido. Eu discuti com nossos deputados, com os petistas e nós achamos importante ter uma investigação sobre as denúncias que foram feitas pela Polícia Federal, que envolve tanto a operação Vegas como a Operação Monte Carlo. Achamos que é importante conhecer a verdade sobre esses acontecimentos”, afirmou o petista, antes da posse da ministra Cármen Lúcia como presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A CPMI vai investigar a relação de Cachoeira com políticos, magistrados, jornalistas, empresários e parlamentares como o senador Demóstenes Torres (sem partido, ex-DEM-GO). Nos últimos dias, cresceu nos bastidores a versão de que o PT estaria voltando atrás no seu apoio à criação da comissão. Segundo jornais de circulação nacional, a presidenta Dilma Rousseff é contra à investigação.

Falcão fez um vídeo, publicado no site do PT, dizendo que existia uma “operação abafa” visando impedir a criação da CPMI do Cachoeira. A interpretação é de que o vídeo foi uma tentativa de relacionar a comissão com o mensalão do PT, que deve ser julgado ainda neste semestre pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “Há uma tentativa de setores políticos e veículos de comunicação que tentam a qualquer custo impedir que se esclareça plenamente toda a organização criminosa montada por Carlinhos Cachoeira em conluio com o senador Demóstenes Torres”, disse no vídeo.

Hoje, ele afirmou que não quer antecipar “nenhuma das conclusões que podem ser produzidas nos seis meses que está prevista a CPI”. Disse também acreditar na “presunção de inocência”. Por isso, defendeu o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), e de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). “Eu acredito na presunção de inocência, não só com relação ao governador Agnelo, mas em relação ao governador Marconi Perillo”, disse.

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