Aécio promete fazer país crescer, mas não diz como

Em entrevista ao Bom Dia Brasil, tucano acusou governo Dilma de afugentar investimentos e agir de improviso. Apesar de dizer que é o único candidato capaz de fazer a economia voltar a crescer, não explicou como fará isso

O candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, Aécio Neves, disse nesta terça-feira (23) ser o único candidato capaz de fazer a economia do país voltar a crescer, mas não explicou como fará isso. Em entrevista ao Bom Dia Brasil, da TV Globo, Aécio acusou o atual governo de afugentar investimentos privados e conduzir a economia na base do “improviso”.

“Vamos apresentar uma proposta que vai nos tirar desse cenário perverso, de baixo crescimento, inflação alta e indicadores sociais piorando a cada ano”, declarou. “Não farei um governo de improvisos, de choques, de planos mirabolantes. Será um governo que recuperará a confiança dos mercados fazendo investimentos”, acrescentou.

O tucano foi questionado pelos entrevistadores Chico Pinheiro, Ana Paula Araújo e Miriam Leitão por não ter apresentado, até o momento, seu programa de governo. O candidato disse que tem uma “seleção brasileira” trabalhando em sua equipe na elaboração dessas propostas e que elas serão apresentadas a tempo.

"Se existe uma candidatura quem tem sido absolutamente clara em suas propostas é a nossa. Estamos construindo um projeto a várias mãos, as diretrizes do nosso programa de governo entregues ao TSE foram as mais detalhadas possíveis já com um sinal muito claro de que para onde nós queremos ir. E nesses próximos dias estaremos apresentando o nosso programa de governo que teve a contribuição de muita gente", respondeu.

Aécio também criticou a candidata Marina Silva (PSB), hoje sua principal adversária na disputa por um lugar no segundo turno. Sem citar nominalmente a ex-ministra do Meio Ambiente, ele disse que "algumas candidatas têm, ao longo de sua história política, muito mais semelhanças do que diferenças".

Segundo o candidato, a morte do ex-governador Eduardo Campos (PSB) e a entrada de Marina em seu lugar “zeraram” a corrida à Presidência. "São duas eleições. Uma até o falecimento do meu amigo Eduardo Campos e outra na hora que entra a Marina. A Marina, num determinado momento, eu reconheço isso, ela agrega um conjunto de insatisfações de quem queria mudança, de quem está cansado da política, além dos votos que ela já havia tido na eleição passada. E aí nesses votos ela agregou num primeiro momento quem queria a derrota do PT”, afirmou.

Ele também foi questionado por que não lidera as pesquisas em seu estado natal, Minas Gerais, que governou por oito anos e elegeu sucessor, o atual governador Antonio Anastasia (PSDB). "Essa é uma pergunta que você pode me fazer após o dia 5 de outubro. Antes é um pouco prematuro. Principalmente tratando-se de mineiros", respondeu, aproveitando para divulgar o candidato a governador que apoia, Pimenta da Veiga, que está em segundo lugar na disputa pelo Executivo mineiro.

Na quinta-feira 25 a entrevistada do Bom Dia Brasil será a candidata do PSB, Marina Silva. O programa também exibirá entrevistas gravadas com os candidatos que apresentaram intenções de voto até 1%. Na segunda-feira (22) a presidente Dilma Rousseff foi a entrevistada do telejornal.

Veja aqui a íntegra da entrevista de Aécio ao Bom Dia Brasil.

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