Na política, palhaçada pode ser protesto consciente

A temperatura passava dos 30 graus em Brasília, e lá estava a reportagem do Congresso em Foco, numa manhã de sábado, registrando em vídeo o triunfo da alegria sobre a pequenez humana

Com a publicação da entrevista de "Dilma" ao Congresso em Foco, este site, no desfecho do ano, presta um tributo à bem-vinda mistura entre humor e política. Porque o ano de 2012, de decepções com homens públicos outrora tidos como referências da ética na política, de cicatrizes deixadas pelo mensalão, de quedas d'água de sucessivos escândalos, este ano merece ser celebrado como o da consolidação da ficha limpa, da Lei de Acesso à Informação, da Comissão da Verdade, da visbilidade para a questão dos supersalários na administração pública.

E, acima de tudo, 2012 merece ser celebrado como a afirmação do espírito ímpar do povo brasileiro. Um povo que faz da palhaçada na política, no mau sentido, o pretexto para fazer da galhofa, da boa palhaçada, a expressão de protesto consciente que resiste a qualquer sol do cerrado. Como na terceira edição da Marcha Brasil contra a Corrupção, em 21 de abril, em plena Esplanada dos Ministérios. A temperatura superava os 30 graus, Brasília fazia aniversário. E, em plena manhã de sábado, milhares de jovens trocaram suas camas pela oportunidade de gritar ao sol contra os desmandos da corrupção.

Lá estava a reportagem de novo, a testemunhar em vídeo o triunfo da alegria, da irreverência, sobre a pequenez humana. E não se engane, atento leitor: a turma neste vídeo abaixo não está para brincadeira.

 

 

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