MPSP abre investigação por vídeo do Porta dos Fundos

Promotoria vai apurar se houve violação dos direitos de cristãos como defendido em representação apresentada pelo deputado Pastor Marco Feliciano. Ele quer indenização de R$ 1 milhão do grupo

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) abriu procedimento para investigar se houve ofensa a cristãos por um vídeo publicado pelo grupo Porta dos Fundos no seu canal no You Tube. A decisão é uma resposta a uma representação apresentada pelo deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) no início do mês.

A decisão foi divulgada pelo próprio Feliciano. No seu perfil no Twitter, ele postou uma cópia do ofício assinado pelo procurador de Justiça Marco Antonio Zanellato. No documento, o integrante do Ministério Público de São Paulo disse que a "representação (…) noticiando violação de direitos difusos de cidadãos cristãos foi encaminhada à douta Promotoria de Justiça de Direitos Humanos - Inclusão Social, para as providências cabíveis".

A investigação será conduzida pelo promotor José Paulo França Piva. A expectativa é que ele repasse o inquérito à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), da Polícia Civil de SP para apuração da denúncia. Feliciano pede a retirada do vídeo do ar e indenização de R$ 1 milhão ao Porta dos Fundos. Ele considerou a esquete do grupo de comédia "podre".

Publicado em 23 de dezembro, o especial de Natal do Porta dos Fundos é descrito como a "videografia não autorizada da vida de um dos maiores ícones de todos os tempos". Com duração de 16 minutos, já atraiu 4,9 milhões de visualizações no You Tube e mais de 19 mil comentários, boa parte de pessoas se apresentando como cristãos reclamando da interpretação dada pelo grupo ao nascimento de Jesus Cristo.

Veja a íntegra do vídeo:

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