Morre o jornalista Oswaldo Buarim Jr.

Ex-assessor de Dilma, em cuja campanha eleitoral trabalhou, Buarim sofreu infarto poucos dias depois de completar 49 anos

Poucos dias depois de completar 49 anos, morreu na madrugada deste sábado (17) em Brasília o jornalista Oswaldo Buarim Jr., vítima de um infarto sofrido em casa. Ele deixa a mulher, a também jornalista Mariana Oliveira, dois filhos – David, de nove anos, e Ciro, de 23 – e a enteada, Mila, de 16 anos, a quem tinha como filha. Ciro é seu filho com a ex-mulher e também jornalista Cynara Menezes, da revista Carta Capital.

Muito conhecido e respeitado entre os colegas de profissão, principalmente em Brasília, onde trabalhava, Buarim colecionou passagens pelos principais veículos de imprensa do país. Entre eles, os jornais Folha de S.Paulo, Jornal do Brasil e Zero Hora e a revista Época. Mas foi no Correio Braziliense, como editor de Política entre 2001 e 2009, que o jornalista passou mais tempo entre o ofício do jornalismo e a arte de fazer amigos de reportagem.

Buarim também exerceu funções na Casa Civil da Presidência da República, no Ministério de Minas e Energia, na Petrobras e na Câmara dos Deputados. O jornalista também participou de campanhas eleitorais (inclusive a da reeleição de Dilma Rousseff) e exerceu funções na Presidência da República, chegando a assessorar diretamente Dilma na preparação da sua agenda. Buarim desfalca agora a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, da qual era gerente de Comunicação até hoje (sábado, 17).

Nascido em 5 de janeiro de 1966, Buarim deixou o município de Araraquara (SP), em 1984, para prestar vestibular na Universidade de Brasília (UnB). Ao chegar à capital federal, uma das primeiras pessoas que encontrou na cidade foi o amigo e também jornalista Rudolfo Lago, ex-editor do Congresso em Foco, de quem Buarim foi subeditor no Correio.

“Para nós, seus amigos mais queridos, nunca houve Buarim. Oswaldo Buarim Jr. era o Junão. Quando ele chegou do interior de São Paulo para fazer o vestibular para Comunicação na UnB, em 1984, eu fui a primeira pessoa que ele encontrou em Brasília. Nestes 30 anos, cruzamos muito as nossas vidas, tanto pessoais como no jornalismo. Trabalhamos juntos na Zero Hora. Depois, ele foi meu subeditor quando fui editor de Política no Correio Braziliense. Mais tarde, quando voltei a ser repórter no mesmo Correio, ele foi meu editor. Amigo como poucos, talento como poucos, competência como poucos. Junão vai ficar pra sempre. Difícil compreender uma partida tão prematura de alguém com tanto caráter, com tanto talento. Vai ser duro ficar sem aquele sotaque paulista carregado. Vai ser duro ficar sem a sua presença”, disse Rudolfo ao site.

O velório será realizado na manhã deste domingo (18), em Brasília, a partir das 8h, na Capela 1 do Cemitério Campo da Esperança.

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!