Moro manda soltar Vaccarezza sob fiança de R$ 1,5 milhão

 

O juiz federal Sérgio Moro decidiu conceder liberdade ao ex-deputado Cândido Vaccarezza mediante pagamento de fiança de R$ 1.522.700,00. O ex-líder dos governos Lula e Dilma na Câmara foi preso na sexta-feira (18), na 44ª fase da Operação Lava Jato, nomeada de "Abate".

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A fiança poderá ser paga até dez dias depois de Vacarezza ser libertado. Mas, antes de sua saída, ele deve assinar um termo de compromisso de que pagará a quantia. As demais medidas exigidas por Moro são a retenção do passaporte e impedimento de sair do país sem autorização da Justiça. Ele também não pode contatar outros investigados na operação ou mudar de endereço sem prévio aviso à Justiça.

A liberdade do ex-gerente da Petrobras Márcio Albuquerque Aché Cordeiro, que também foi preso na operação, segue as mesmas medidas cautelares, mas sua fiança foi estabelecida em R$ 371.496,00. Ambos também ficam proibidos de exercer cargo ou função pública e devem comparecer a todos os atos do processo.

O valor da fiança estabelecida por Moro considera o valor de mais de 400 mil dólares recebidos em vantagens indevidas. “Considerando ainda o elevado montante supostamente recebido como vantagem indevida, de USD 478.687,00, fixo fiança no correspondente em reais, de cerca de R$ 1.522.700,00”, escreveu o juiz.

O terceiro alvo da operação, o executivo da empresa Sargent Marine Luiz Eduardo Loureiro, não teve pedido de prisão cumprido, pois mora no exterior. A defesa informou que Loureira deve comparecer à Corte Distrital daquele país, após notificação das autoridades americanas, no dia 25 de agosto. Em seguida, deve voltar ao Brasil para se apresentar à Polícia Federal em Curitiba. Moro vai esperar que o empresário seja detido para então decidir as providências no caso do executivo.

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