Ministro da Justiça nega interferência em investigações da Lava Jato

José Eduardo Cardozo também afirmou que nunca recebeu ordens da presidente Dilma Rousseff para influenciar invesetigações

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, declarou nesta quarta-feira (15) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras que não cabe a ele interferir diretamente nos inquéritos e nas investigações conduzidas pela Policia Federal (PF). Cardozo afirmou que é acusado injustamente “tanto de instrumentalizar” a Polícia Federal a serviço dos interesses do governo quanto de não controlar a instituição.

“São críticas infundadas. É importante entender o papel do ministro da Justiça e sua relação com a Polícia Federal. O ministro da Justiça é fiscal do abuso do poder e da legalidade”, reiterou. Segundo ele, o ministro não pode interferir no inquérito nem conduzir investigações, salvo se houver abuso de poder na condução do processo.

Além disso, Cardozo afirmou que nunca recebeu orientação da presidente Dilma Rousseff para interferir em investigações. Durante encontro emergencial para discutir a Operação Lava Jato, a presidente Dilma Rousseff cobrou o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo por ele não ter atrasado a homologação da delação premiada do dono da UTC, Ricardo Pessoa, no Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informações da Folha de S. Paulo divulgadas no domingo último (12).

“Tenho muito orgulho de jamais ter recebido da presidente da República, jamais, qualquer orientação para obstasse, prejudicasse, desviasse as investigações que estão sob o meu departamento sendo conduzidas”, ressaltou o ministro.

Cardozo também afirmou que não pode rever atos praticados no inquérito policial, como prisões ou anulações de provas. Ele explicou que isso é uma competência do Poder Judiciário. “A Polícia Federal é republicana e cumpridora das leis”, ressaltou.

O ministro da Justiça foi convocado para dar explicações sobre o caso das escutas clandestinas encontradas na cela do doleiro Alberto Youssef na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR) e também sobre ter recebido, no ministério, advogados de empreiteiras envolvidas na Lava Jato. À época, o ministro negou irregularidade nas audiências e afirmou também que é atribuição do cargo receber advogados.

Com informações da Agência Câmara

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