Meirelles descarta aumento de impostos para 2016

Ministro da Fazenda alega que elevar tributos não é assunto contemplado no orçamento para o próximo ano e avalia como "prioridade nacional" o controle da economia e, consequentemente, a volta do crescimento

Nesta quinta-feira (27), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, rejeitou a possibilidade de aumentar impostos este ano. Líder da equipe econômica no governo Michel Temer, Meirelles observa que as projeções feitas pela equipe econômica do governo Temer estão de acordo com a arrecadação prevista. Para o ministro, o cenário deve ser o mesmo para 2017.

O ministro observa que, a princípio, elevar tributos não é assunto contemplado no orçamento para o próximo ano. Meirelles também avaliou como "prioridade nacional" o controle da queda da economia e a volta do crescimento para possibilitar investimentos no país a fim de fomentar a criação de empregos.

“Neste momento existe uma necessidade de aumento da arrecadação total e acreditamos que parte dela retornará com o Produto Interno Bruto (PIB) voltando a crescer. Além disso, existem as receitas de privatizações e concessões”, disse o ministro, após participar de cerimônia de premiação de empresas na capital paulista.

“Para isso, estamos tomando providências para o governo deixar de ser um grande absorvedor de poupança da sociedade, controlando o crescimento das despesas públicas. Com isso, haverá maior disponibilidade de recursos para financiamento, crédito e investimento. Não só para o financiamento direto, mas para o doméstico, externo e o consumo que vai gerar aumento da renda emprego e queda da inflação”, acrescentou.

O ministro avaliou como um "trabalho de profundidade" com intuito de dar ao Brasil condições de crescer de forma sustentada por muitos anos.

“Os resultados já estão positivos, as expectativas com a economia estão melhorando em todos os setores e o índice de confiança está melhorando. Isso já começa a se refletir na retomada das atividades com alguns setores já crescendo e outros diminuindo a queda. No devido tempo, teremos a volta da criação de empregos e, com isso, o país pode aumentar de forma consistente seu padrão de renda”.

Ao anunciar a queda na arrecadação de tributos em 2016, Meirelles esclareceu ainda que o valor reflete uma tendência histórica e mostra que quando o Produto Interno Bruto (PIB) está aumentando, a arrecadação cresce, e vice-versa.

“O que vemos agora é o resultado dessa recessão fortíssima na qual o Brasil entrou no final de 2014. Estamos na maior recessão da história do país que é resultado da política econômica dos últimos anos. Na medida em que isso é corrigido, a atividade se estabiliza e começa a mostrar resultados”, explicou.

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