Ministério nega favorecimento a filho de ministro da Integração

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, Fernando Coelho (PSB-PE) é o deputado com o maior volume de liberação de emendas parlamentares na pasta em 2011

O Ministério da Integração Nacional, por meio de nota oficial, negou neste sábado (7) favorecimento ao deputado Fernando Coelho (PSB-PE) com liberação de emendas parlamentares. O socialista é filho de Fernando Bezerra Coelho, titular da pasta e mais novo integrante do primeiro escalão do governo Dilma Rousseff a virar alvo de denúncias de irregularidades.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, em reportagem publicada hoje, Coelho foi o único congressista que teve todo o dinheiro pedido empenhado (reservado no Orçamento para pagamento) pelo ministério (R$ 9,1 milhões), superando 219 colegas que também solicitaram recursos para obras da Integração. Liberado em dezembro, o dinheiro solicitado pelo deputado irá para ações tocadas pela estatal Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba).

"Em relação ao deputado federal Fernando Coelho Filho informa-se que em 2011 o parlamentar teve suas emendas ao orçamento do ministério empenhadas em percentual e valor equivalente a outros 43 parlamentares, ou seja, não é correta a afirmação de que houve suposto favorecimento", disse a assessoria da pasta em nota oficial. Segundo o texto, outros 49 parlamentares tiveram mais de 95% dos empenhos efetuados.

Ontem (6), Fernando Bezerra Coelho afirmou que vai atender ao pedido da oposição ao governo Dilma e irá ao Congresso para esclarecer as supostas irregularidades sobre a destinação de recursos no ministério. "'Vou detalhar lá (no Congresso) porque foi aplicado mais em Pernambuco e menos em outro Estado. E vou detalhar porque nós recebemos 1,3 mil projetos. Desses, mais de 700 de macrodrenagem, proteção de morro e reforço de encosta", afirmou, de acordo com a Agência Estado.

Para ele depor no Congresso, no entanto, a Comissão Representativa precisa se reunir. A única forma de isso ocorrer é com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), convocando os oito senadores e 17 deputados integrantes para uma reunião. O peemedebista está no Maranhão e só volta a Brasília na próxima semana. Segundo a Agência Brasil, não há definição por parte de Sarney sobre o pedido do PPS para convocar a Comissão Representativa para ouvir o ministro da Integração Nacional.

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