Barrado pela Justiça, Arruda segue líder na disputa pelo governo do DF

Enquadrado pela Lei da Ficha Limpa, Arruda continua na liderança da disputa pelo governo do DF, mas tem rejeição de 37%. De acordo com Datafolha, Rodrigo Rollemberg e Agnelo Queiroz estão tecnicamente empatados

O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (PR), com 35% das intenções de voto, continua liderando a disputa pelo Palácio do Buriti, segundo pesquisa do instituto Datafolha divulgada pelo portal do jornal Folha de S.Paulo na madrugada desta sexta-feira (15).

Na noite da última terça-feira (12), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Distrito Federal decidiu acatar pedido formulado pelo Ministério Público e indeferiu a candidatura de Arruda nestas eleições.

Foram entrevistados 736 eleitores, entre terça e quarta-feira (13). O atual governador, Agnelo Queiroz (PT), tem 19% e Rodrigo Rollemberg (PSB), 13%. Os outros candidatos ao governo do DF marcaram 11%. Brancos e nulos somaram 12%, e indecisos, 10%. A margem de erro da pesquisa é de quatro pontos percentuais.

Considerando a margem de erro, Agnelo e Rollemberg estão tecnicamente empatados.

O instituto ouviu os entrevistados também sobre a administração de Agnelo Queiroz, que tenta a reeleição - 46% consideram a gestão ruim ou péssima. Ainda de acordo com o Datafolha, o petista tem a rejeição mais alta: 48%.

Arruda

No final de 2013, Arruda foi condenado por improbidade administrativa no caso conhecido como “mensalão do DEM” – a condenação foi confirmada recentemente pelo Tribunal de Justiça (TJ) local. O processo foi um dos desdobramentos da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal.

O esquema consistia em compra de apoio político para a candidatura do próprio Arruda ao governo do DF, em 2006, com recursos oriundos de contratos de informática do Executivo distrital. Arruda, que foi filmado recebendo dinheiro ilícito, chegou a ser preso.

A defesa alega que o ex-governador não pode ser enquadrado na lei da Ficha Limpa e, consequentemente, ser considerado inelegível porque o julgamento em segunda instância – no TJ – ocorreu após a apresentação do pedido de registro de candidatura na Justiça eleitoral.

O advogado Francisco Emerenciano anunciou que recorreria ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a decisão e, com isso, Arruda pode continuar em campanha. Depois de Agnelo, Arruda aparece com rejeição de 37% dos ouvidos pelo Datafolha, que disseram que não votariam nele de jeito nenhum.

 

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