Mensalão gera discussões entre DEM e PT na Câmara

Integrantes da bancada do DEM na Casa levaram um banner sobre o esquema de desvio de dinheiro público para uma exposição sobre os dez anos petistas no governo federal. Clima esquentou entre os deputados

Deputados do DEM e o PT se meteram em uma confusão nesta quarta-feira (27) na Câmara. A oposição criou um cartaz para ilustrar o ano de 2005, quando o esquema do mensalão veio à tona, para colocar na exposição comemorando os dez anos dos petistas no governo federal. O material elaborado pelos demistas foi colocado no espaço vazio entre os anos de 2004 e 2006.

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Enfurecidos com o “desrespeito ao espaço”, parlamentares petistas foram até o local tirar satisfação com o líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), e outros inegrantes da bancada, como Cláudio Cajado (BA), Onyx Lorenzoni (RS) e Felipe Maia (RN). O deputado Amaury Teixeira (PT-BA) retirou o cartaz do local. “Os caras fizeram aquela presepada toda e eu botei o cartaz no corredor da Presidência”, contou Teixeira ao Congresso em Foco.

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Ele estava acompanhado de Edson Santos (PT-RJ). Houve muito empurra-empurra, e o cartaz foi parar na liderança do PT. Segundo a assessoria, o material foi remetido para a segurança da Casa.

Liderança do DEM/Divulgação
No plenário, o clima ficou ainda mais quente. Amigo do ex-presidente Lula, Devanir Ribeiro (PT-SP) interrompeu o discurso de Onyx, chamou-o de “canalha” e deu um tapa no braço esquerdo do oposicionista.

Mesmo depois do incidente, a oposição continuou provocando os petistas. “Na época em que éramos governo, eles levavam faixas para o plenário, e o [José] Genoino [PT-SP, um dos condenados do mensalão] era mestre disso”, disse Caiado ao site. Ele ironizou: “Fomos completar a história do PT e eles ficaram chateados, mas nem tanto, porque levaram nosso outdoor pra dentro da liderança”.

Para Amaury Teixeira, a crítica foi desrespeitosa. “Tem que respeitar o espaço dos outros. Não pode colocar em cima do nosso espaço”, afirmou ele à reportagem. Nos fundos do plenário, outro condenado no mensalão, João Paulo Cunha (PT-SP) reclamava com Anthony Garotinho (PR-RJ) do comportamento de juízes e repórteres que, na opinião de ambos, os perseguem politicamente.

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