Mensalão: defesa contesta acusação contra ex-vice do Rural

Ayanna Tenório é acusada de deixar de comunicar irregularidades nos saques feitos na instituição

O advogado Antônio Cláudio de Oliveira afirmou nesta quarta-feira (8), em sustentação oral no Supremo Tribunal Federal (STF), que a ex-vice-presidente do Banco Rural Ayanna Tenório não tinha a responsabilidade de comunicar supostas irregularidades em saques e empréstimos feitos na instituição. De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), ela deveria ter informado aos órgãos de fiscalização anomalias nas transações.

Mensalão: entenda o que está em julgamento
Quem são os réus, as acusações e suas defesas
Tudo sobre o mensalão

Outros destaques de hoje no Congresso em Foco

A PGR acusa Ayanna dos crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituição financeira. No entanto, para a defesa, ela não era uma financista, tinha formação voltada para organização e administração de empresas. "Ela jamais exerceu qualquer função relacionada ao mundo financeiro", afirmou. Ela foi contratada em 2004 para trabalhar no Banco Rural.

Segundo o advogado, Ayanna foi contratada com a missão de melhorar a estrutura da instituição. "Ela era responsável pelo setor de controle e fiscalização do banco, zelar pela postura ética", disse. O setor tinha a função de identificar e evitar desvios legais em empresas do setor financeiro. "O compliance não faz fiscalização, ele recomenda", afirmou, acrescentando que ela assumiu o setor de lavagem de dinheiro em 2005 e saiu do banco no ano seguinte.

Advogados jogam responsabilidade para Marcos Valério

Defesas questionam provas, rejeitam mensalão e admitem caixa 2

Saiba mais sobre o Congresso em Foco

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!