Marqueteiro do PT é investigado na Lava Jato, diz revista

Publicitário João Santana teria recebido secretamente dinheiro do esquema de desvio de recursos da Petrobras por meio de contas no exterior

O publicitário João Santana, está entre os investigados da Operação Lava Jato, de acordo com reportagem da Revista Veja deste sábado. O motivo principal seriam as contas mantidas pelo marqueteiro em paraísos fiscais, por onde teria recebido secretamente dinheiro do esquema de desvio de recursos da Petrobras, conforme atestam documentos enviados ao Brasil por autoridades suíças que cooperam nas investigações.

A publicação destaca indícios de que os recursos foram utilizados para pagar despesas de campanhas do PT. Um investigador do caso chegou a dizer que “nunca antes a Lava Jato chegou tão perto do Palácio do Planalto”.

João Santana foi o marqueteiro das campanhas de 2010 e 2014 da presidente Dilma Rousseff. Em nota divulgada neste sábado (07), Santana fala em “distorção motivada por interesses políticos” e argumenta que tem quatro empresas de marketing político no exterior, e que nenhum dos recursos recebidos são oriundos de trabalhos feitos no Brasil.  (Veja a íntegra da nota abaixo)

A reportagem lembra que durante o escândalo do Mensalão, em 2005, o publicitário Duda Mendonça admitiu à CPI dos Correios que recebeu no exterior pagamento por serviços prestados na campanha de do ex-presidente Lula.

 

Veja a íntegra da nota divulgada por João Santana:

Nota de esclarecimento

Tendo em vista a reportagem "Bomba na Lava-Jato" publicada na revista Veja, desta semana, o  diretor-presidente da Polis Propaganda, João Santana, acha importante esclarecer :

1. É fato notório - e por mim amplamente divulgado - que tenho, há vários anos, quatro empresas de marketing político no exterior.

2. Desde o início, as atividades destas empresas foram informadas aos órgãos de fiscalização brasileiros, como manda a lei.

3. Minhas movimentações financeiras e contas no exterior estão associadas, exclusivamente, a trabalhos realizados por estas empresas.

4. Nenhum recurso é oriundo de trabalhos feitos no Brasil.

5. As campanhas e serviços de marketing que minhas empresas nacionais realizaram no nosso país, seguiram estritamente as normas legais, com recolhimento integral de tributos.

6. Sou o profissional brasileiro de marketing político com maior presença internacional, e, na minha área específica, provavelmente o empresário que mais paga impostos no Brasil.

7. Qualquer ilação - ou desvio interpretativo desta realidade - constituem erros graves ou distorção motivada por interesses políticos.

 

Leia a reportagem completa da Revista Veja

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