Marina diz que herdeira do Itaú não era satanizada quando ajudava o PT

Presidenciável do PSB voltou a rebater críticas da campanha de Dilma Rousseff e saiu em defesa da herdeira de banco. E disse que, em 2012, Neca Setúbal era tratada como educadora

A presidenciável do PSB, Marina Silva, saiu em defesa nesta quarta-feira (10) de Neca Setubal, herdeira do banco Itaú que atua na coordenação da campanha da pessebista. Marina declarou que o PT não satanizava Setubal quando ela atuou na campanha do prefeito de São Paulo (SP) Fernando Haddad nas eleições de 2012.

"Há uma visão autoritária de um setor da esquerda de que, se estiver a serviço deles, então, você está ungido pelo manto da sua proteção. E se você tem uma outra escolha, aí você passa a ser satanizado. É só verificar que a Neca [Setubal], como educadora, ajudou o programa do Haddad. Naquele momento [em 2012], ela [Neca] era tratada como educadora. Agora, ela está sendo tratada como banqueira. Ela é uma pessoa que tem o direito de se colocar no mundo como qualquer outra", disse Marina.

Marina disse ainda que, “em 2010, quem recebeu a maior quantidade de doações e financiamento de campanha do Banco Itaú foi a própria Dilma [Rousseff]". "Quando foi para a Neca ajudar o candidato Haddad, participando de seminários, ajudando a fazer seu programa de governo, eles não a desqualificaram", acrescentou. Ontem, Marina e Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, já trocaram farpas sobre o tema.

 

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