Marco Maia defende que Conselho de Ética aguarde CPMI

Para presidente da Câmara, a comissão de inquérito terá mais poderes de investigação e auxiliará na investigação dos casos de deputados envolvidos com o esquema de Cachoeira

O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), defendeu que a Corregedoria da Casa e o Conselho de Ética do Senado aguardem o trabalho da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira antes de tomar decisões sobre os deputados envolvidos no esquema de exploração ilegal do jogo do bicheiro Carlinhos Cachoeira.  Para Marco Maia, a CPMI terá mais poderes de investigação, o que poderá auxiliar no trabalho dos outros dois colegiados. “Mesmo a investigação feita pela Polícia Federal pode ser aprofundada pelas investigações que a CPI poderá fazer”, avaliou ele, logo depois de iniciada a sessão do Congresso, em que o requerimento de instalação da CPMI foi lido.

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A corregedoria da Câmara investiga os deputados Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), Rubens Otoni (PT-GO) e Sandes Junior (PP-GO) por suposto envolvimento nos negócios ilegais de Carlinhos Cachoeira. Em 11 de abril, foi criada uma comissão de sindicância para investigar os parlamentares.

No Senado, o Conselho de Ética apura se houve quebra de decoro parlamentar por parte do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO). Hoje, senadores do colegiado aprovaram pedido de informações que será encaminhado ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski. Os senadores querem ter acesso a trechos da investigação que citem Demóstenes.

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