Manifestantes tomam a Esplanada contra a corrupção

De acordo com a PM, 25 mil pessoas participaram de protesto apartidário em Brasília. Eles pediram punição para corruptos e fim do voto secreto para cassação

Cerca de 25 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, participaram da Marcha contra a Corrupção na Esplanada dos Ministérios nesta quarta-feira (7). Os manifestantes seguiram do Museu Nacional até a Praça dos Três Poderes, vestidos de roupa preta, pedindo punição aos corruptos e protestando contra o voto secreto, que ajudou a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) a se livrar da cassação na Câmara. A adoção do voto aberto para pedidos de cassação foi uma das reivindicações do movimento apartidário, organizado por redes sociais da internet.

Um grupo lavou a rampa do Congresso e dos ministérios da Agricultura e do Esporte, alvos de recentes denúncias. Máscaras, apitos, nariz de palhaço e caras pintadas deram o tom do protesto, juntamente com palavras de ordem como “Deputados, não somos otários. Nós é que pagamos seus salários” e “Voto secreto, não. Quero ver a cara do ladrão”.

Depois de chegar à Praça dos Três Poderes, o grupo cantou o Hino Nacional. Em seguida, houve uma divisão: parte retornou ao Museu Nacional, e outra ocupou o espelho d’água do Congresso, diante dos policiais militares que cercaram a entrada da sede do Legislativo. Mas não houve registro de tumulto.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, participou da marcha. "A classe média saiu de casa e veio para a rua. Foi assim com as Diretas-Já e com o impeachment. É assim que começa", afirmou.

A OAB, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançaram um manifesto de apoio ao movimento popular e em defesa da aplicação da Lei da Ficha Limpa e da transparência nos gastos dos três poderes.

Aproximadamente 300 manifestações foram convocadas pela internet para este Dia da Independência em todo o Brasil. Alguns deles contavam com milhares de confirmações. Não há uma pauta definida em comum, mas todos pedem o fim do voto secreto e criticam a absolvição de Jaqueline Roriz. Uma parte apoia a “faxina” que a presidenta Dilma Rousseff começou a fazer nos ministérios e defende a criação da CPI da Corrupção, preterida até o momento pelo governo.

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