Manifestantes montam acampamento perto da casa de Renan

Integrantes do #OcupaRenan passaram a noite na entrada do acesso às residências oficiais dos presidentes do Senado e da Câmara. Após esperar por mais pessoas, foram embora ao meio-dia de hoje

Oito manifestantes do #OcupaRenan passaram a noite deste sábado (17) e a madrugada de domingo (18) acampados na entrada da via de acesso da residência oficial do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Impossibilitados de se aproximar da casa por causa de um bloqueio feito pelas polícias Legislativa e Militar, eles ficaram aproximadamente a um quilômetro da casa do peemedebista. Depois, sem adesões, decidiram ir embora ao meio-dia de hoje.

Na tarde de ontem, cerca de 20 manifestantes tentou protestar na frente da casa de Renan, mesmo com o peemedebista em Alagoas, de acordo com sua assessoria. Para evitar que os integrantes do #OcupaRenan chegassem perto da residência oficial, a Polícia Legislativa do Senado fez um cordão de isolamento na via de acesso à residência que fica no Lago Sul, área nobre de Brasília. Com cercas de ferro, fecharam os locais possíveis para o grupo entrar e montar acampamento, como era a ideia inicial. Eles então fecharam parcialmente a rua.

Às 18h30, os manifestantes decidiram ir embora. No entanto, como contaram ao Congresso em Foco, era uma manobra para confudir a segurança do local, já que estavam em número menor. Entre policiais legislativos e militares o grupo total mobilizado passava de 30. Quase quatro horas depois, distantes um quilômetro da barreira montada pela polícia, decidiram voltar. De acordo com integrantes do protesto, houve reação dos militares, que não queriam a volta dos manifestantes.

Houve um princípio de confronto e uso de gás de pimenta, segundo integrantes do #OcupaRenan relataram ao site. Mesmo assim, foi possível voltar à barreira e montar um acampamento improvisado embaixo da placa que mostra o caminho das residências oficiais. Boa parte não estava preparado para passar a noite no local. Apenas um tinha barraca; boa parte nem roupas para enfrentar a baixa temperatura da madruga tinha.

De vizinhos, ganharam roupas, lençóis e comida. A água era escassa. Toda vez que um morador passa pelo acampamento, o grupo pedia algo para beber. Para passar a noite, as conversas tratavam de política e de assuntos levantados por pessoas acompanhando a transmissão do acampamento pela Mídia Ninja. Eles pediam a quem assistia para se juntar a eles no protesto. Porém, até meio-dia o número não aumentou, o que resultou na dispersão do grupo.

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