Manchetes dos jornais: Aécio diz que encara Dilma ou Lula

Em entrevista ao Estadão, tucano diz que vai opor o “futuro” ao “passado” numa eventual disputa com Lula

O ESTADO DE S. PAULO

 

Aécio diz que encara Dilma ou Lula

Diante da pressão de tucanos para que assuma a pré-candidatura a presidente, Aécio Neves (MG) não deixa dúvidas sobre sua disposição. “Se for a vontade do partido, estarei pronto para disputar com qualquer candidato do campo do PT, seja Lula ou Dilma”, disse o senador ao Estado. Ele afirmou não acreditar que Lula entre na briga, porque “é muito difícil” que a presidente não se candidate. Se o ex-presidente entrar, porém, Aécio disse que “as diferenças ficarão ainda mais claras”: “Será o futuro versus o passado”. Ele afirmou que a opção por José Serra “terá de ser avaliada por seu capital eleitoral e experiência”, e citou Geraldo Alckmin (SP), Marconi Perilo (GO) e Beto Richa (PR) como presidenciáveis.

Sobre Lula
“Se for contra Lula, será a disputa da eficiência contra o aparelhamento da máquina pública”
Sobre o PSDB

“O partido amadureceu o suficiente para ver que, ou vamos unidos, ou não teremos êxito”

 

PT critica possibilidade de candidatura de Meirelles à prefeitura de SP

A possibilidade de o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disputar a sucessão municipal em São Paulo por seu novo partido, o PSD, do prefeito Gilberto Kassab, foi recebida com desdém por dirigentes do PT. "Eu pergunto qual é a chance do Meirelles na periferia de São Paulo?", desafia Elói Pietá, secretário geral do PT. "Na periferia tem que ter enraizamento para ter confiança lá. E o Meirelles não conhece muito esse mundo, ele conhece muito o mundo da administração financeira."

Meirelles como provável rival nas urnas em 2012 repercutiu em ato da Mensagem ao Partido, corrente do PT que ontem declarou apoio à candidatura do ministro Fernando Haddad , da Educação, na corrida para a maior Prefeitura do País. O próprio Haddad, porém, foi cauteloso ao comentar o deslocamento do ex-presidente do BC do PMDB para a nova agremiação. "Ele (Meirelles) é qualificado, participou do governo Lula. É do jogo democrático. Vamos discutir a cidade em alto nível."

 

Vítima oficial

Protesto. Vítima de atropelamento, Paulo Sérgio Souza da Silva pinta a própria casa para reclamar do governo

 

Dor e abandono

Em Macapá, desempregado atropelado par carro oficial em 1985 vive atormentado pelas dores e se diz abandonado pelo Estado.

 

No Amapá, esquema já desviou R$ 1 bi

O esquema de assalto aos cofres públicos no Amapá, investigado pela Operação Mãos Limpas, desviou ao menos R$ 1 bilhão nos últimos dez anos e continua funcionando. A conclusão é de inquérito da PF. Os documentos mostram que as autoridades não se preocuparam em apagar rastros.

 

Empresa de lobista venceu licitações de R$ 1 mi

Apontado como operador do suposto esquema de venda de emendas na Assembleia Legislativa, o ex-vereador de Nhandeara (SP) Fabrício Menezes Marcolino é sócio de uma construtora que arrebanhou, entre 2010 e 2011, ao menos R$ 1,1 milhão em verbas estaduais para reformas e construção de prédios em nove municípios do interior paulista. Fabrício é dono de 50% do capital social da empresa Andreossi Construções e Empreendimentos Ltda, da qual ficou sócio em abril de 2009.

Como mostrou o Estado, o ex-vereador - que atualmente preside o PTN de São José do Rio Preto - foi citado por testemunhas ouvidas pela Corregedoria-Geral da Administração (CGA) como pagador de comissões em dinheiro para o ex-deputado José Antonio Bruno (DEM), o Zé Bruno. O próprio ex-deputado, que nega o recebimento de propina, atribuiu a Fabrício o papel de lobista na Casa e elo entre deputados e prefeitos.

 

Importação de lixo faz indústria reduzir emissões

A importação de resíduos é estratégica para alguns setores industriais brasileiros, com destaque para a siderurgia, a indústria do alumínio, do papel e do PET. A indústria usa as sobras do processo produtivo em sua cadeia novamente, o que reduz a quantidade de matéria-prima retirada do planeta e as emissões relativas a esse processo. Mas o tráfico ilegal de lixo considerado perigoso, que entra junto com alguns tipos de resíduo, atrapalha a indústria da reciclagem e perpetua o preconceito contra a importação desse material, considerado pela indústria como insumo.

 

Serviços elevam gastos da nova classe média

A nova classe média já gasta mais com serviços do que com bens de consumo, revela estudo do instituto Data Popular. De cada R$ 100 desembolsados hoje, R$ 65,20 são com serviços e R$ 34,80 com produtos. Há 9 anos, as proporções entre gastos com serviços e bens de consumo estavam equilibradas. Eram de 49,5% e 50,5%, respectivamente.

 

Síria está à beira de uma guerra civil

Na Síria, há um embrião de guerra civil. Em cidades como Duma e Homs, Exército e milícias pró-governo Bashar Assad enfrentam diariamente grupos armados com o apoio do exterior. O temor é de que o conflito se expanda e transforme o país em um novo Iraque.

 

Aviação executiva migra para Jundiaí

Com o esgotamento de Congonhas e do Campo de Marte, o aeródromo de apenas uma pista mais do que triplicou o número de passageiros e aeronaves em 5 anos.

 

 

O GLOBO

 

PM adota rigor para afastar banda podre

Para afastar os maus policiais e deter o avanço da banda podre na Polícia Militar, o novo comandante-geral da PM, coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, vai mudar o sistema de avaliação de comandantes de batalhões e oficiais. A cada seis meses, eles receberão notas pelo cumprimento de metas de redução de crimes e, principalmente, pelo comportamento compatível com a função. Quem tiver conceito "insuficiente" será submetido ao Conselho de Justificação, podendo ser afastado e mandado para a reserva. A medida pretende obrigar quem está na cúpula a dar bom exemplo. "Não haverá espaço para compadrios, promiscuidade ou perseguições pessoais", diz Erir Filho. O coronel, alvo de pressões políticas no passado, garante que acabará com as panelas.

 

Tribunais superiores têm 1.211 seguranças

Amais alta esfera do Poder Judiciário, representada por cinco tribunais superiores, tem em Brasília mais seguranças e vigilantes que a Polícia Federal consegue manter nas fronteiras do país. Nos 15,7 mil quilômetros limítrofes, a PF tenta combater a passagem de armas e drogas, além de frear o contrabando, com um grupo que varia entre 900 e mil agentes. Nos tribunais, um batalhão de 1.211 vigilantes e seguranças cumpre uma missão bem menos engenhosa: garantir a proteção de 93 ministros e o controle do entra-e-sai nos prédios do Supremo Tribunal Federal (STF), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Superior Tribunal Militar (STM).

São 13,2 guardas para cada um dos brasileiros que alcançaram o topo da pirâmide da magistratura. Quadro avesso ao do Fórum de São Gonçalo, onde trabalhava a juíza Patrícia Aciolly, executada com 21 tiros sem que ao menos um guarda estivesse ao seu lado. Número que supera até mesmo a tropa de 969 vigilantes contratados para cuidar do cofre do Tesouro: as nove diretorias e a sede do Banco Central na capital federal.

A elite do Judiciário ainda conta com um batalhão de 386 recepcionistas, 287 motoristas e 271 copeiros e garçons. Há também casos peculiares, como os 14 lavadores de carros do STJ e o grupo de cinco contratados para limpar as áreas envidraçadas do TST. Em quase 100% dos casos, são contratos de terceirização firmados com empresas especializadas em destinar pessoal à administração pública no Distrito Federal. Grupos que acumulam lucros para cada funcionário cedido. E, de acordo com um alto servidor do Judiciário, servem de catapulta para que parentes de servidores ou amigos de operadores do Direito abocanhem uma vaga junto ao poder.

 

Do Congresso para a pelada

Quase tão tradicional quanto a pauta trancada no Congresso é a partida de futebol dos deputados federais às terças-feiras, em Brasília. Tanto treino resultou em um time, com políticos do governo e da oposição, que percorrerá o país promovendo partidas beneficentes, com a presença do tetracampeão Romário (PSB-RJ) e do ex-campeão mundial de boxe Acelino Popó (PRB-BA).

Por enquanto, a equipe participou somente de um jogo, em São Luís, contra o time da Assembleia Legislativa do Maranhão, no dia 6 de agosto. O evento contou com a presença do deputado e humorista Tiririca (PR-SP), que não deve participar das próximas partidas porque grava programas de TV nos fins de semana, quando acontecem as peladas. Participaram ainda do jogo o ex-goleiro Danrlei (PTB-RS), que jogou na linha, o delegado Protógenes (PCdoB-SP) e o filho do senador Renan Calheiros, Renan Filho (PMDB-AL).

O primeiro estado a receber o grupo é também a base eleitoral do organizador das partidas, deputado federal Fernando Escórcio (PMDB-MA). E é o próprio peemedebista quem revela como alguns colegas percorreram os mais de dois mil quilômetros entre a capital federal e São Luís: com passagens aéreas compradas com a verba indenizatória.

 

Deslocamento é pago com verbas indenizatórias

Segundo o deputado Fernando Escórcio (PMDB-MA), pelo menos 26 parlamentares foram ao jogo entre deputados federais e o time da Assembleia Legislativa do Maranhão. Informações do portal da Câmara mostram que dois deputados marcaram passagens de ida ou volta para São Luís em datas próximas ao evento: Romário e Domingos Sávio (PSDB-MG). O Baixinho emitiu um bilhete no dia 7, no valor de R$506,66, para um trecho entre a capital maranhense e Brasília. Já o tucano, emitiu no dia 5 um tíquete de R$413,34, para uma viagem entre São Luís e Belo Horizonte.

A Câmara informou que, após usarem a verba indenizatória, os deputados têm meses para lançar os dados no sistema. Ou seja, o número de parlamentares que usou a verba com esse fim pode ser maior. A Casa não vê irregularidades porque o ato que regulamenta a chamada Cota para Exercício da Atividade Parlamentar diz que a verba pode ser usada em "ações necessárias ao legítimo exercício do seu mandato". O GLOBO entrou em contato com Domingos Sávio, que não retornou. Já Romário disse que o objetivo da viagem é mais importante que o valor da passagem:

- O futebol é secundário. O objetivo é visitar as instituições e doar o que for arrecadado com o jogo. Uma passagem de ida e volta não custa nem R$1 mil e não é proibido pela Câmara. Quando não é possível usar a verba indenizatória, pago do meu bolso. Eu ia de qualquer jeito - disse o Baixinho.

 

Copa reabre disputa por Ministério do Esporte, 'patinho feio' que virou cisne

Considerado o "patinho feio" da Esplanada dos Ministérios no início do governo Lula, a pasta do Esporte passou a ser alvo de cobiça de partidos da base aliada, especialmente de setores do PT e do PMDB. A visibilidade política com a realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 transformou a pasta comandada pelo ministro Orlando Silva, do PCdoB, numa espécie de "cisne".

Além disso, o que alimenta essa disputa política nos bastidores é a evolução do orçamento do ministério, que vem crescendo ano a ano. Só de 2010 para 2011, o orçamento cresceu de R$2,1 bilhões para R$2,5 bilhões.

O Palácio do Planalto já identificou essa movimentação de aliados para desestabilizar o ministro Orlando Silva e provocar uma "dança das cadeiras" no primeiro escalão do governo Dilma. Os interessados no comando da pasta, no entanto, não aparecem. Os líderes partidários até negam qualquer ação nesse sentido, mas ela corre solta nos subterrâneos da política em Brasília.

Nesta semana, após encontros com políticos aliados de partidos diversos, um auxiliar direto da presidente Dilma concluiu: "o Ministério do Esporte cresceu de importância e passou a ser alvo, de fato, de um ataque especulativo". O próprio Orlando Silva foi alertado por integrantes da base aliada sobre o perigo de acabar vítima desse ataque.

 

Ministério tem R$1,4 bi previsto para investimento

Diante da movimentação nos bastidores para desestablizar o ministro Orlando Silva, o PCdoB redobrou a vigilância. Não por acaso. O "valor de mercado" do antes desprezado Ministério do Esporte é percebido pelos políticos no detalhamento do seu orçamento.

Do total previsto para este ano, R$97 milhões são gastos com pessoal e outros R$869 milhões com custeio. A maior parte, R$1,41 bilhão, será destinada a investimentos - ou seja, para cobrir as centenas de emendas parlamentares que turbinaram as obras e projetos da pasta. Todas elas, para usar um jargão dos políticos, "com grande capilaridade eleitoral".

- O Ministério do Esporte foi dado ao PCdoB porque era insignificante. Essa pasta tem "o antes e o depois" da nossa gestão. Seria interessante que os demais partidos pegassem os respectivos ministérios e fizessem o mesmo - diz a a deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC).

 

Briga de policiais respinga no governador do DF

Há dez meses no cargo, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), está sob o fogo cruzado de uma briga entre facções de policiais e ex-policiais envolvidos na disputa por nacos de poder e dinheiro público. Na crônica ainda não escrita dessa guerra suja constam denúncias de grampos clandestinos, informações plantadas em blogs de aluguel e chantagens. O caso também pode trazer de volta denúncias de caixa dois e supostas fraudes no programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, no período em que Agnelo era o ministro.

A presença de policiais em postos-chaves do governo do DF tem sido uma rotina. Há mais de cem policiais em escritórios do governo. O secretário de Justiça e o subsecretário de Transportes são policiais civis. E o Distrito Federal é das unidades da federação com os mais altos índices de homicídios do país.

A disputa, que estava restrita aos bastidores do governo do DF, transbordou por conta da briga entre policiais e provocou duas investigações: uma na Polícia Civil e outra no Ministério Público. O objeto formal da investigação, por enquanto, é o roubo de imagens do circuito interno da padaria onde os policiais discutiram, em 18 de agosto. O agente Cláudio Nogueira sacou a arma para o cabo da PM João Dias Ferreira. Fez isso para evitar a prisão do doleiro Fayed Traboulsy e do agente aposentado Marcelo Toledo. Os dois cobravam do então presidente da Codeplan, delegado Miguel Lucena, um dos principais auxiliares de Agnelo, indicação de diretores para a corretora BRB Seguros, do Banco Regional de Brasília, e para a DFTrans, companhia de transporte do DF.

 

Escândalo causa demissão

O delegado Miguel Lucena, presidente da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), foi chefe de Segurança e Inteligência da campanha do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. Ele diz que nada teve a ver com arrecadação de dinheiro de campanha ou nomeações políticas. No dia 14 de setembro, quando a briga na padaria foi divulgada, Lucena entregou carta de demissão ao governador. Sua saída do governo só foi oficializada esta semana.

As explicações para a presença de Lucena na cena da briga tornam o caso ainda mais delicado. Ele foi à padaria a pedido de Rafael Barbosa, para acalmar o cabo João Dias, que estava irritado com a demissão de Manoel Tavares, seu afilhado político, da BRB Seguros, empresa do Governo do DF.

O cabo passou quatro dias preso, no ano passado, por supostas fraudes com ONGs no Ministério do Esporte. Lucena não quer mais participar do governo Agnelo e tenta voltar à polícia. Ele reclama ter sido vítima de uma conspiração comandada por Cláudio Monteiro. Também delegado, Monteiro é chefe de gabinete de Agnelo. No xadrez político-policial montado em Brasília, Monteiro é próximo do agente Toledo.

 

Em Alagoas, quase R$1 milhão para biblioteca e escola que não existem

No estado mais pobre do Brasil, a Assembleia Legislativa gasta cerca de R$1 milhão ao ano para manter uma biblioteca e uma escola legislativa que só existem no papel. Os deputados cobram transparência nos gastos e reclamam que falta até papel higiênico na Casa. Em 2007, a Polícia Federal descobriu que parlamentares de Alagoas desviaram R$300 milhões, em cinco anos, para comprar votos, mansões e carros de luxo.

A Assembleia Legislativa custa, por mês, mais de R$10 milhões. Parte desse dinheiro ajuda a manter uma biblioteca e uma escola legislativa que deveria capacitar os mais de mil funcionários da Casa. Só que quem trabalha na Assembleia há quase 30 anos nunca viu um único livro ou assistiu a qualquer curso.

- Nunca vi nem ouvi falar. Os gastos estão no orçamento da Assembleia mas, na prática, não há nada. É um desrespeito. Os funcionários esperam há 20 anos pelo plano de cargos e salários - disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Assembleia, Ernani Malta.

 

Unidos pelo mundo virtual, jovens organizam protestos contra corrupção

Jovens de pelo menos 15 estados brasileiros se articulam pela internet para sair às ruas na próxima quarta-feira contra a corrupção. Nascido e criado nas redes sociais, o movimento ganhou corpo no último 7 de Setembro, quando, só em Brasília, o protesto reuniu 35 mil pessoas, fazendo frente à festa de Independência do Palácio do Planalto.

Sob uma bandeira comum - o combate à corrupção -, é num caldeirão de ideias diversas e muitas vezes divergentes, de movimentos difusos e sem lideranças, que os jovens têm feito crescer a sua voz. Eles mantêm distância dos movimentos sociais tradicionais, como o estudantil, os sindicatos e o MST. À exceção dos que querem um partido próprio, a maioria diz ter aversão a siglas e a definições de "direita" e "esquerda".

 

Policiais fazem parceria no crime

Uma quadrilha formada por policiais de dois batalhões vizinhos, da PM, foi denunciada pelo Ministério Público por assassinatos, extorsões e sequestros.

 

Ele é carioca

Muitas mãos, brasileiras e francesas, moldaram o Cristo Redentor, mas a alma do monumento, que nesta quarta-feira completa 80 anos, é carioca. O maior símbolo do Rio de Janeiro e uma das sete maravilhas do mundo moderno tem uma escritura, datada de 1925 - um ano antes do início da construção -, em que o autor, o arquiteto e engenheiro Heitor da Silva Costa, cede todos os direitos à Arquidiocese, revelam Selma Schmidt e Ludmilla de Lima. Num infográfico especial. Alessandro Alvim mostra todos os detalhes, os desafios e as curiosidades da obra, que durou cinco anos.

 

Empresas privatizadas detêm 25% do mercado

Vinte anos após o início das privatizações no país, os 20 maiores grupos criados já faturam R$ 300 bilhões, ou 25% das empresas da Bolsa.

 

Os novos gênios do Vale do Silício

Larry Page e Sergey Brin, do Google; Mark Zuckerberg, do Facebook; e Jeff Bezos, da Amazon: o legado de Jobs estará com eles, diz Pedro Doria.

 

 

FOLHA DE S. PAULO

 

Inflação cai neste mês, afirma presidente do BC

A inflação será mais baixa neste mês, de acordo com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

Ele diz que, "de jeito nenhum", o IPCA de outubro ficará acima dos 7,3% acumulados até setembro, maior índice em seis anos.

Em entrevista a Valdo Cruz e Sheila D'Amorim, Tombini afirma que nem a piora no cenário externo muda sua previsão. "Temos coletas diárias que estão vindo, na margem, entre o,30% e 0,40%." No mês passado, foi de 0,53%.

 

PT foca alianças, e PSDB quer ter mais candidatos em 2012

A um ano das eleições municipais, PT e PSDB traçam estratégias opostas para a disputa pelas prefeituras das capitais em outubro de 2012.

Sob orientação do ex-presidente Lula, os petistas planejam reduzir o número de chapas próprias para agradar a partidos aliados e, como contrapartida, fortalecer seu palanque em São Paulo.

Os tucanos, por sua vez, articulam lançar o maior número possível de candidatos, numa tentativa de frear o encolhimento da legenda e montar redutos de oposição ao governo Dilma Rousseff.

No PT, a estratégia deve deixar o partido fora da disputa em capitais como Rio e Porto Alegre -situação inédita desde 1985.

Os cariocas já aceitaram o sacrifício: vão indicar o vice na chapa de Eduardo Paes (PMDB), que disputará a reeleição apoiado pelo Planalto.

Os porto-alegrenses tentam driblar a pressão para apoiar a deputada Manuela D"Ávila (PC do B) ou o prefeito José Fortunati (PDT).

 

Kassab: 'Meirelles seria ótimo candidato'

Um dia após o ingresso no PSD de Henrique Meirelles, o prefeito Gilberto Kassab disse ontem que o ex-presidente do BC qualificará a legenda. "Ele não vem pra ser candidato, mas é evidente que é preparado, e, caso o partido entenda que ele precise se apresentar, seria um excelente candidato a prefeito de São Paulo."

 

Dilma usa 'banca' para definir vaga ao STF

Depois de um longa seleção, a presidente Dilma Rousseff deve indicar nos próximos dias uma mulher para ocupar a cadeira vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) desde a aposentadoria de Ellen Gracie, em agosto.

O processo foi marcado por uma mudança na forma como os nomes dos "candidatos" são escolhidos, em relação a como ocorria durante todo o governo Lula.

Enquanto Lula tratava informalmente do tema, considerava a opinião de amigos -como o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos- e testava a popularidade dos cotados, Dilma criou uma espécie de "banca técnico-jurídica" para analisar a questão.

O grupo montado é formado pelos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União) e pelo secretário-executivo da Casa Civil, Beto Vasconcelos.

 

Governo exclui Oi de negociação por satélite

A Oi está, no momento, fora do projeto de lançamento do satélite de comunicações do governo brasileiro. Em seu lugar entra a estatal Telebrás, que vai usar o satélite para oferecer infraestrutura de acesso à internet em banda larga nos municípios não atingidos por fibras ópticas.

No ano passado, o ex-presidente Lula havia autorizado o Ministério da Defesa a estudar uma parceria com a Oi para um satélite nacional comercial e militar.

A Oi é acionista minoritária da Hispamar, que tem dois satélites no Brasil, mas encampou o discurso nacionalista dos militares de que, por questão de segurança, o país precisa de um satélite sob controle de capital nacional.

A Folha apurou que as reuniões com a Oi foram interrompidas no início de agosto, depois que Nelson Jobim foi substituído na Defesa. Segundo fontes da empresa, as reuniões eram feitas diretamente com o ex-ministro.

O satélite brasileiro custará cerca de R$ 720 milhões, e deve ser colocado em órbita por ocasião da Copa de 2014.

 

Reforma no Executivo ameaça 4 ministras

Depois da dificuldade de encontrar mulheres para o primeiro escalão, a presidente Dilma Rousseff se prepara para mudar parte da cota feminina na reforma ministerial prevista para fevereiro.

Os motivos são o calendário eleitoral ou a avaliação ruim do desempenho. Entre as mudanças cogitadas estão três ministras do PT -Direitos Humanos, Mulheres e Igualdade Racial.

Dilma ficou descontente com recentes casos envolvendo Iriny Lopes (Mulheres), que pediu a retirada do ar de um comercial de lingerie.

Luiza Bairros (Igualdade Racial) é tida como apagada, apesar do trânsito no setor. (...)Outra sob ameaça é Ana de Hollanda (Cultura). Dilma tem simpatia por ela, mas Hollanda tem problemas com assessores e lhe falta apoio de parte do setor cultural. São dez as pastas dirigidas por mulheres.

 

Negócio intermediado por prefeito no RJ tem lucro de R$ 9 mi em 5 dias

A venda de terreno para instalação de uma fábrica austríaca em Queimados (RJ) rendeu lucro de R$ 9,2 milhões em apenas cinco dias a uma empresa fornecedora do município da Baixada Fluminense. Neste período, o valor da área passou de R$ 2,5 milhões para R$ 11,7 milhões.

Os contatos para a negociação foram intermediados pelo prefeito da cidade, Max Lemos (PMDB).

A companhia austríaca RHI comprou por R$ 11,7 milhões da empresa Jogasus a área de 980 mil m² para instalar fábrica de peças para a indústria siderúrgica, em novembro de 2010.

Cinco dias antes, o mesmo terreno havia sido comprado pela Jogasus -que é uma pequena empresa de construções de Duque de Caxias-por apenas 21% desse valor.

A Folha tomou conhecimento da transação por meio do Folhaleaks, canal criado pelo jornal para receber informações e documentos.

 

Prefeitura de SP desiste de radares móvel e falso

Depois de passar dez anos defendendo o uso de radares móveis em São Paulo, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) decidiu, na surdina, aposentar esse tipo de equipamento.

A companhia também retirou as caixas metálicas vazias que simulavam radares em avenidas da cidade.

 

Síria ataca multidão e mata 5 em funeral do opositor curdo

Forças do ditador Bashar Assad mataram ao menos 9 pessoas na Síria - 5 no funeral do líder curdo Meshaal Tammo, que reuniu cerca de 50 mil. O assassinato de Tammo, em casa, disparou protestos pelo país.

 

Prefeito tirou IPTU de área em que atuou como corretor

Em cinco dias, a empresa Logasus comprou um terreno por R$ 2,5 milhões, em Queimados (RJ), e o revendeu por R$ 11,7 milhões à austríaca RHI. O prefeito Max Lemos intermediou as negociações. Meses depois da segunda venda, deu à área insenção de IPTU. Ele disse que as áreas se valorizam muito rápido.

 

 

CORREIO BRAZILIENSE

 

Quando as mulheres morrem duas vezes

Promover no tribunal uma discussão moral em torno do comportamento da vítima tem sido estratégia usada na defesa de homens que assassinaram companheiras, namoradas e ex-esposas. A jurisprudência brasileira não admite mais a tese de legítima defesa da honra, mas promotores de Justiça e advogados confirmam que, no julgamento popular, as imagens do réu e da agredida são fatores muitas vezes decisivos na hora de convencer os sete jurados. Dessa forma, a mulher sofre, já no túmulo, uma nova agressão – agora à sua história – e se torna também ré.

 

Presos se rebelam em Cristalina

Detentos tomaram como reféns cerca de 50 familiares. No confronto com policiais, morreram dois presos e um sargento. O conflito começou de manhã e só terminou às 17h30.

 

Futebol: Fifa exige justiça rápida na Copa

Entidade quer que governo brasileiro crie câmara temporária para analisar casos ocorridos durante o Mundial de 2014. Mas Dilma Rousseff também tem exigências, entre elas a manutenção da meia-entrada para idosos e do repasse das imagens para televisão.

 

Crise mundial impõe dilema ao Brasil

 

Quanto mais cedo, melhor

É cada vez maior o número de pessoas jovens que buscam os planos de previdência privada como forma de investimento para realização de projetos futuros.

 

Custo de vida: Para onde vai o seu dinheiro?

Brasilienses destinam metade do orçamento familiar a transporte, alimentação e habitação. E são também os que mais gastam com saúde, educação e despesas pessoais.

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