Mais da metade dos senadores que interrogaram Dilma votam a favor do impeachment

Dos 28 senadores que já apresentaram questionamentos à presidente Dilma Rousseff, 8 são contrários ao impeachment, 16 são favoráveis à saída definitiva da petista da Presidência da República e 4 não se posicionaram

Dos 28 senadores que já apresentaram questionamentos à presidente Dilma Rousseff nesta segunda-feira (29), 8 são contrários ao impeachment, 16 são favoráveis à saída definitiva da petista da Presidência da República e 4 não se posicionaram. Até o momento, 51 senadores se inscreveram para fazer perguntas à Dilma, a expectativa do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, é de que a sessão vá até às 23h.

A sabatina de Dilma começou às 9h50, com seu discurso de defesa. Em seguida tiveram início as perguntas por parte dos senadores.

Contra

A primeira pergunta a Dilma veio de sua ex-ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB-TO), que saiu em defesa da petista. A senadora disse que a presidente não cometeu crime de responsabilidade, e argumentou que os recursos alocados para o Plano Safra, de crédito rural – que embasam a denúncia de “pedaladas fiscais” –  "possibilitaram a produção de R$ 3 trilhões no valor bruto da produção", disse Katia Abreu.

Em sua manifestação, Dilma disse que, se o impeachment for concretizado, o país abrirá um precedente grave, afastando alguém da chefia de governo sem a ocorrência fática de crime de responsabilidade.

Além de Kátia Abreu, falaram contra o impeachment: Roberto Requião (PMDB-PR), Lídice da Mata (PSB-BA), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Armando Monteiro (PTB-PE), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Paulo Paim (PT-RS) e Lindbergh Farias (PT-RJ).

A favor

Vestida de verde e amarelo, a senadora Ana Amélia (PP-RS) questionou a presidente sobre o uso da palavra “golpe” por ela e por seus aliados para descrever o processo. A parlamentar argumentou que a petista teve o direito à defesa amplamente assegurado, e disse que a própria presença da chefe do Executivo no plenário do Senado comprovava isto. A senadora também perguntou sobre o empréstimo tomados por bancos públicos para financiar programas do governo. A senadora ainda contestou o discurso de Dilma e acusou a presidente afastada de causar desconfiança do mercado internacional em função da desorganização das contas públicas.

Dilma respondeu afirmando que é preciso diferenciar “golpe militar” de “golpe parlamentar”. O que estaria em curso seria o segundo, e os senadores que não gostam do nome querem, na verdade, encobrir o que se passa. “O que se está fazendo é, na verdade, encobrir uma tentativa de tirar um governo que chegou a este momento pelas urnas por um governo que não teve voto e que está implantando um programa que não foi eleito, que não foi o programa vencedor”, disse Dilma.

Além de Ana Amélia, falaram a favor do impeachment: Aécio Neves (PSDB-MG), Ricardo Ferraço (PSDB-ES), Antonio Anastasia (PSDB-MG), Simone Tebet (PMDB-MS), Aloysio Nunes (PSDB-SP), José Medeiros (PSD-MT), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Magno Malta (PR-ES), Cassio Cunha Lima (PSDB-PB), José Aníbal (PSDB-SP), Lucia Vânia (PSB-GO), Ataides Oliveira (PSDB-TO), Paulo Bauer (PSDB-SC), Eduardo Amorim (PSC-SE) e Alvaro Dias (PV-PR).

Indecisos

Alguns senadores não ainda não assumiram publicamente seu posicionamento em relação à votação final do julgamento. Entre eles estão os senadores Lasier Martins (PDT-RS), Hélio José (PMDB-DF), Cidinho Santos (PR-MT) e Acir Gurgacz (PDT-RO).

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