Maia rebate Meirelles e diz que “todos têm responsabilidade” no rebaixamento da nota do Brasil

 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse nesta sexta-feira (12) que o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pode ajudar no convencimento dos parlamentares em torno da reforma da Previdência. No entanto, Maia contestou a nota do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e disse que a culpa pela reforma ainda não ter sido aprovada não é só do Congresso.

“Todos têm responsabilidade. A liderança do governo é decisiva para aprovar a reforma”, disse o deputado à Agência Brasil.  O parlamentar também deu declarações de que teria ficado "magoado" com o ministro da Fazenda.

"Nosso desafio não é encontrar culpados. Precisamos encontrar uma solução para aprovar a reforma da Previdência. Sei que o presidente Temer está sempre empenhado, mas o que a gente não pode é reorganizar a votação e o ministro da Fazenda ficar procurando responsáveis por esse problema. Fiquei muito magoado", ressaltou Maia ao Jornal O Globo.

Ontem (quinta-feira, 12), logo após a agência internacional de classificação risco de Standard & Poor's rebaixar o país para três níveis abaixo do grau de investimento, Meirelles pediu engajamento do Congresso na aprovação das reformas estruturais. Em nota, o Ministério da Fazenda ressaltou que uma melhoria na classificação do Brasil só será possível por meio da aprovação das medidas fiscais propostas.

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A queda da nota foi justificada pela demora na implementação das reformas, principalmente a da Previdência, que poderiam reduzir os riscos fiscais do país. Ao jornal, Maia creditou a não aprovação da reforma também às denúncias contra o presidente Michel Temer.

No ano passado, a proposta, que chegou na Casa em dezembro de 2016, ficou paralisada depois que chegaram à Câmara duas denúncias contra o presidente Michel Temer (a primeira por corrupção passiva e a segunda por organização criminosa e obstrução de Justiça) apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).  Durante o período em que tramitaram, os esforços do governo centraram na derrubada das denúncias, o que gerou desgaste na base aliada do governo e provocou o recuo do apoio de vários deputados em torno das reformas.

O quorum para aprovar a emenda é qualificado, precisa do apoio de 308 deputados, o que corresponde a dois terços do total de 513 parlamentares em dois turnos. Em dezembro do ano passado, sem o apoio necessário para aprovação da proposta, a votação da reforma acabou sendo adiada para o dia 19 de fevereiro deste ano.

Com informações da Agência Brasil e do jornal O Globo

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