Lula rejeita comentar decisão do STF depois de acompanhar julgamento no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

 

A assessoria de imprensa do ex-presidente Lula informou na noite desta quarta-feira (4) que o petista não comentará o julgamento, no Supremo Tribunal Federal (STF), de seu pedido de habeas corpus. Lula ficou por mais de dez horas no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, de onde acompanhou a sessão plenária do STF – jornada que começou às 14h10 e, até a publicação desta reportagem, às 23h54, ainda não havia acabado.

Lula chegou no final da manhã à sede do sindicato, onde chegou cercado por seguranças e acompanhado pela ex-presidenta Dilma Rousseff. Também estavam na comitiva petista o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, o presidente estadual do PT paulista, Luiz Marinho, os governadores Fernando Pimentel (Minas Gerais), Wellington Dias (Piauí) e Tião Viana (Acre) e os ex-ministros Miguel Rosseto e Paulo Vanucchi, entre outros.

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Lula foi recebido por cerca de 400 militantes e assistiu ao julgamento no segundo andar. No terceiro pavimento, sindicalistas, membros de movimentos sociais e trabalhadores também puderam assistir ao julgamento, por meio de um telão. Cantos e palavras de ordem em apoio a Lula marcaram o encontro.

R. Parizotti/Fotos Públicas

Dilma também não falou à imprensa no sindicato

Segundo reportagem da BBC Brasil, Lula chegou ao sindicato exatamente às 11h25 desta quarta-feira (4). "A importância da decisão para o futuro político movimentou milhares de pessoas às ruas de diversas cidades para se manifestar contra ou a favor do petista. Enquanto isso, Lula optou por voltar para o ponto de onde se projetou nacionalmente. No Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, ao lado de velhos e novos amigos, ele viveu cada uma das mais de 10 horas do julgamento", relata a jornalista Letícia Mori.

Reportagem veiculada pela Agência Brasil informou há pouco que o único a comentar o julgamento foi Luiz Marinho. Para o dirigente estadual, impõe-se a pacificação no país em um momento de polarização e animosidade política, algo que poderia ser alcançado com o cumprimento da Constituição.

"É preciso que a gente coloque o processo de construção de pacificação no nosso país e para pacificar basta cumprir o que está nos preceitos da nossa Constituição, construída lá em 1988. O presidente Lula nunca pediu privilégio para ele. O que ele exige é um direito que é garantido pela Constituição, portanto é o que nós aguardamos", comentou o dirigente petista, para quem o povo tem o direito de votar em Lula.

 

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