Lula evita falar sobre redução de ministérios

Ex-presidente participa de evento sobre cultura afrolatinoamericana em Brasília. Ele falará sobre desigualdade de gênero e raça e o que foi feito durante os oito anos de seu governo em relação ao tema.

O ex-presidente Lula evitou dar qualquer palpite sobre a proposta do PMDB de reduzir o número de ministérios do governo Dilma Rousseff de 39 para 20. Perguntado sobre o tema ao chegar a uma palestra que fará nesta terça-feira (23) em Brasília, ele disse que não poderia opinar e que, apesar da proximidade com a presidenta, não faz mais parte do governo.

"Como é que eu posso dar palpite numa coisa que saí ha dois anos e sete meses do governo", reagiu ao ser questionado sobre o assunto.

Na semana passada, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), afirmou que já tem o número de assinaturas suficientes para apresentar a proposta de emenda à Constituição que limita o governo a ter somente 20 ministérios. A matéria será apresentada pelo partido em agosto, quando o Congresso retomar as atividades legislativas.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), também defendeu a redução do número de ministérios em uma entrevista concedida à Folha de S. Paulo e ao UOL. Segundo ele, a presidenta Dilma Rousseff já estaria ciente das propostas do partido.

No fim de semana, o PSDB divulgou nota em apoio à iniciativa do maior partido da base aliada do governo. Segundo o líder tucano, Carlos Sampaio (SP), a proposta irá ampliar as discussões sobre a necessidade de buscar eficiência na gestão pública, já que o governo se mostra resistente a fazer uma reforma administrativa para reduzir gastos.

Lula participa do Festival da Mulher Afrolatinoamericana e Caribenha, realizado em Brasília nesta semana. Ele participará de uma mesa de discussão sobre desigualdades de gênero e raça e falará sobre as políticas públicas e ações afirmativas que foram adotadas durante os oito anos de seu governo, além da sua atuação pós-mandato, no Instituto Lula.

Em sua sexta edição, o evento tem como objetivo promover diálogos entre o poder público, organizações não governamentais, movimentos sociais e culturais, universidades e coletivos. As ações estão relacionadas com o enfrentamento do racismo e do sexismo e a promoção da igualdade.

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