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Lula diz que pedirá desculpas em praça pública se provarem seus crimes; veja o vídeo

 

Condenado pelo juiz Sérgio Moro a mais de nove anos de prisão e presidenciável líder nas pesquisas de intenção de voto para 2018, o ex-presidente Lula afirmou que não quer ser candidato para se proteger, mas quer provar sua inocência para ser candidato. Além disso, garante que pedirá desculpas em “praça pública” se e quando a Operação Lava Jato provar sua culpa.

“Eu tenho desafiado o juiz Moro, o Ministério Público e a Polícia Federal da Lava Jato: o dia em que eles mostrarem um meio crime que eu cometi, eu venho a praça pública pedir desculpas ao povo brasileiro”, disse o petista, em discurso na noite desta quarta-feira (13), em Brasília, em evento de boas-vindas aos novos filiados ao PT. A data do julgamento em segunda instância do ex-presidente foi anunciada ontem (terça, 12), para o dia 24 de janeiro.

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Militantes do partido já se reuniam na frente do Sindicato dos Bancários, por volta das 17h30 à espera do ex-presidente, que chegou por volta das 20h. Em um discurso, com voz rouca, de cerca de 15 minutos, o ex-presidente petista, além de afirmar que deseja provar sua inocência para concorrer, também disse que, apesar dos 72 anos, ainda tem “energia de 30 e tesão de 20 para ajudar a construir o país”.

Veja trecho da fala de Lula no vídeo:

O evento, que encheu o teatro do Sindicato, foi organizado para receber os novos filiados ao diretório do partido em Brasília. Lula foi recebido pela militância e correligionários, que seguravam cartazes e gritavam palavras de apoio ao ex-presidente. As deputadas Benedita da Silva (RJ) e Erika Kokay (DF) e os senadores Lindbergh Farias (RJ), Fátima Bezerra (RN) e Gleisi Hoffmann (PR) compareceram ao evento. Benedita representava o deputado Carlos Zarattini (SP), líder do PT na Câmara.

Líder do partido no Senado, Lindbergh afirmou que “dormi indignado e acordei indignado”. “Confesso que não sei de onde o senhor tira tanta força”, afirmou o senador a Lula. Ele também reforçou o discurso de que não há “plano B” como alternativa a um possível impedimento judicial ao ex-presidente, que pode ser enquadrado na lei da Ficha Limpa se for condenado em segunda instância no dia 24 de janeiro. Lindbergh ainda fez críticas ao juiz federal Sergio Moro afirmando que ele “não passa de um covarde”.

“Muito puto”

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) marcou para 24 de janeiro o julgamento de seu recurso contra a condenação imposta por Sérgio Moro. Ele foi condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva a nove anos e seis meses de prisão no caso do tríplex no Guarujá. De acordo com a condenação de Moro, Lula recebeu R$ 3,7 milhões da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012, em consórcio com a Petrobras. Ao todo, nas contas da Lava Jato, o esquema criminoso movimentou R$ 6,2 bilhões em propina, gerando à petrolífera um prejuízo estimado em R$ 42 bilhões. Para o MPF, Lula era o elo entre o esquema partidário de corrupção e a estrutura de governo.

Na manhã de hoje, em seu primeiro discurso após a definição da data do julgamento em segunda instância, o petista afirmou que fica “muito puto” com a falta de reação da classe política contra a onda de acusações que atinge todos os partidos. “Já desmoralizaram a política, os partidos. Eu fico muito puto que a classe política não reaja. Eu faço minha resistência não é por mim, não. É pelo PT”. Ele também afirmou que lutará para ser candidato ao Planalto em 2018.

O petista defendeu que a militância leia o processo contra ele no caso do tríplex, no qual foi condenado a nove anos e seis meses de prisão por Moro, e que levante a cabeça diante das acusações. O ex-presidente voltou a reafirmar sua inocência e atribuiu os processos contra ele a uma “pactuação diabólica” entre imprensa, Ministério Público e Polícia Federal para impedir a volta do PT ao poder.

 

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