Lula insinua que Marina Silva quer “terceirizar” presidência

Lula afirmou que, se fosse Marina, "proibiria seus economistas de falar" e minimizou as denúncias de corrupção na Petrobras. "Se alguém praticou erro, se alguém roubou, esse alguém tem mais é que ser investigado"

Em ato organizado por entidades de bancários e petroleiros e pela Central Única dos Trabalhadores no Rio de Janeiro (RJ), o ex-presidente Lula atacou o programa de governo da presidenciável do PSB Marina Silva. Afirmou que, se fosse Marina, "proibiria seus economistas de falar porque cada um fala mais bobagem que o outro" e insinuou que ela pretende terceirizar o papel de presidente.

"Se tem uma coisa que você não pode terceirizar é o cargo de presidente da República. Esse é um cargo que você não pode terceirizar. Ou você assume ou não assume. Esse negócio de pedir para cada um falar um pedacinho das coisas que estão acontecendo no país não dá certo. Afinal, esse país não é uma colcha de retalhos que pode ser subdividido. Eu, se fosse a candidata que faz oposição a Dilma [Rousseff], proibiria seus economistas de falar, porque cada um fala mais bobagem que o outro. E o que pode acontecer é que o programa de governo possa ser feito a 500 mãos, menos as dela [de Marina]", disse Lula.

Em seu breve discurso, Lula minimizou as denúncias de corrupção na Petrobras e criticou as CPIs instaladas no Congresso para apurar supostas irregularidades na estatal.

"No pré-sal, já houve três pedidos de CPI só na Petrobras. Eu tenho a impressão que essas pessoas [parlamentares] pedem CPI para, depois, os empresários correrem atrás delas e achacarem esses empresários para ganhar dinheiro. Os milhares de trabalhadores dessa empresa não podem ser confundidos com alguém que porventura possa ter cometido um erro qualquer. Se alguém praticou erro, se alguém roubou, esse alguém tem mais é que ser investigado, ser julgado. Se for culpado, tem que ir para a cadeia e o povo da Petrobras tem que ter orgulho de vestir essa camisa", acrescentou Lula.

Lula disse ainda que escolheu Dilma como sua sucessora e não um petista historicamente ligado a ele porque a presidência da República não é um “clube de amigos” e que é preciso pulso para governar o país. Afirmou que quem não quer levar a exploração do pré-sal adiante "não ama o país". “Fico pensando: quem é que não quer levar adiante esse projeto da Petrobras? Certamente não é nenhum trabalhador brasileiro, certamente não é nenhum petroleiro, certamente não é nenhum brasileiro que ama esse país”, disse Lula, em referência à Marina.

 

 

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