Lula defende permanência de Levy, mas pede ajuste fiscal mais ‘suave’

O ex-presidente também aconselhou Dilma a se reaproximar com o vice-presidente Michel Temer, que teceu críticas ao governo na quinta-feira durante palestras com empresários

Em resposta às especulações sobre uma possível saída do governo do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, Lula esteve no Palácio da Alvorada para uma conversa reservada com a presidente Dilma Rousseff na noite da última quinta-feira (3). O ex-presidente a aconselhou a deixar claro a permanência do ministro na equipe. No entanto, ele insistiu na necessidade de se “suavizar” as medidas do ajuste fiscal idealizadas por Levy. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Além disso, com receio de perder o apoio do PMDB, o ex-presidente também sugeriu uma reaproximação de Dilma com o vice-presidente, Michel Temer. A proposta de Lula ocorreu horas após Temer participar de uma rodada de conversas com empresários, na qual o pemedebista disse que será difícil a presidente chegar até o fim do mandato se os índices de popularidade permanecerem tão baixos. Petistas intepretaram a frase como uma tentativa de Temer se credenciar para o lugar de Dilma. Para Lula, se o governo perder o apoio de Temer e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), o desfecho da crise pode ser imprevisível.

De acordo com reportagem do Estadão, a conversa veio em resposta aos rumores que começaram a circular sobre uma possível saída de Levy do governo depois que o ministro expôs um sentimento de mal-estar por se considerar desprestigiado pela equipe. Antes da conversa com Lula, Dilma já havia se reunido com Levy e com os ministros Nelson Barbosa (Planejamento) e Aloizio Mercadante (Casa Civil), numa operação "segura Levy", para abafar a crise.

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