Após deixar o PSDB, Lúcia Vânia anuncia filiação ao PSB

Senadora se disse boicotada pelo ex-partido, no início do ano, nas indicações para cargos da Mesa Diretora. PSDB passa a ter 11 senadores, enquanto PSB passa a contar com sete

Filiada ao PSDB por 20 anos, a senadora Lúcia Vânia (GO) foi confirmada nesta terça-feira (25), no Plenário do Senado, como a mais nova integrante do Partido Socialista Brasileiro (PSB). O anúncio foi feito na tribuna pelo líder do partido na Casa, João Capiberibe (AP). Com a saída da senadora, a bancada do PSDB ficará com 11 cadeiras no Senado. Para efeito de comparação, PMDB e PT têm 17 e 13 senadores, respectivamente. Já o PSB passa a contar com sete representantes.

“Reitero o grande salto qualitativo que representa a filiação de nossa estimada colega, uma filiação que lança mais um brilho na nossa bancada no Senado e no PSB nacional. Anuncio que amanhã estaremos presentes, em Goiânia, no ato de filiação de nossa colega de Parlamento”, festejou Capiberibe, abrindo espaço para diversos apartes elogiosos à senadora, inclusive de tucanos.

“Espero que dentro do PSB eu continue fazendo o trabalho que venho desenvolvendo aqui e sempre mantendo com todos os partidos um relacionamento cordial, sempre discordando naquilo que porventura não é de interesse ou do meu Estado. Ou mesmo dos princípios que defendo, mas sempre mantendo o respeito e a cordialidade”, discursou a senadora, com agradecimentos dirigidos ao presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), e demais ex-correligionários.

A despeito das manifestações de respeito, a relação entre a senadora e o PSDB ficou desgastada nos últimos meses, e ganhou destaque logo após a reeleição de Renan Calheiros (PMDB-AL) como presidente do Senado, em fevereiro. Em discurso feito no plenário no dia 4 de fevereiro, Lúcia Vânia disse ter sido exposta pela liderança do partido, que barrou sua indicação para a Primeira-Secretaria da Mesa, sugerindo que ela havia votado em Renan, e não em Luiz Henrique (PMDB-SC), candidato então apoiado pelos tucanos e morto em maio.

No discurso em que manifestou indignação com a cúpula tucana, no início de fevereiro, a senadora criticou Aécio indiretamente, que travou discussão áspera com Renan em Plenário. Ela revelou ainda que vem sendo “maltratada” pela legenda por meses. “Por tudo o que aqui expus, somam-se ainda diversos outros episódios de desprestígio político-partidário que, em última análise, têm afetado o próprio exercício do mandato que o povo goiano me conferiu”, disse a senadora em 4 de fevereiro.

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