Líder do PMDB ameaça retirar apoio a Dilma

Em sua conta no Twitter, Eduardo Cunha diz que peemedebistas são desrespeitados pelo PT e anuncia que vai sugerir que a convenção marcada para definir apoio do partido à reeleição seja antecipada

O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), defendeu, nesta terça-feira (4), o rompimento da aliança de seu partido com o PT, da presidenta Dilma Rousseff. Em sua conta no Twitter, Eduardo Cunha reclamou de falta de respeito por parte dos petistas, disse que a bancada na Câmara não vai indicar nenhum nome para o ministério e disparou contra o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, o deputado estadual Rui Falcão (PT-SP).

“A cada dia que passo me convenço mais que temos de repensar esta aliança, porque não somos respeitados pelo PT", escreveu. Segundo ele, Rui Falcão age de “má-fé” ou de maneira equivocada ao propagar que deputados ligados a ele estão dificultando as votações no Congresso para conseguir liberação de emendas ou cargos.

“Não me compare com o que o partido dele fazia no RJ, doido atrás de boquinhas. Aliás, por onde passa o Rui Falcão, mais difícil fica a aliança”, emendou.

O peemedebista indicou, ainda, que vai defender a antecipação da convenção nacional de seu partido, convocada para confirmar a manutenção da chapa Dilma e Michel Temer para as eleições de outubro. Eduardo Cunha disse ainda que a bancada do PMDB na Câmara não aceita mais nenhum cargo no governo Dilma. “Pode ficar tudo para o Rui Falcão", provocou.

O líder peemedebista negou que o partido esteja obstruindo a votação do projeto do marco civil da internet, considerado prioritário pelo governo, em troca de benesses. Declarou que a segunda bancada mais numerosa da Câmara deve votar contra o projeto, que a presidenta Dilma ver aprovado pelos deputados ainda em março.

“Com relação ao projeto do Marco Civil, queremos votar para destravar a pauta, mas votaremos contra o projeto. Queremos internet livre de governo”, postou o deputado, que tem travado embates com o relator, o petista Alessandro Molon (RJ). O governo trabalha para transformar o marco civil em lei até abril, quando o país sediará a Conferência Internacional de Governança da Internet.

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