Lewandowski: impeachment vai a plenário em 9 de agosto

Sessão no Senado durará de 15 a 20 horas. Grupos pró e contra chegaram a um acordo e seis testemunhas falarão pela acusação e outras seis pela defesa

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, esteve reunido nesta quinta-feira (4) com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e líderes partidários para definir o roteiro da próxima fase do processo de impeachment de Dilma Rousseff. A primeira sessão, na terça-feira (9), será presidida pelo próprio Lewandowski, que conduzirá os trabalhos do juízo da pronúncia – segunda fase do processo. Ao todo, o rito definido tem 24 tópicos – que serão divulgados ainda hoje pelo Supremo.

Estima-se que a etapa em plenário durará de 15 a 20 horas, já que cada senador terá dez minutos para falar. Esse tempo será somado aos trinta minutos de cada uma das doze testemunhas e à leitura do parecer, estimada em meia hora, além da apreciação dos destaques.

Os senadores não são obrigados a discursar. O número de testemunhas – que era um dos grandes gargalos na negociação do rito – ficou definido em seis para cada lado (acusação e defesa).

Último passo

Nesta quinta-feira (4), a Comissão Especial do Impeachment aprovou por 14 votos a 5 o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) que recomendou a continuidade do processo contra a presidente Dilma Rousseff. Agora, o parecer da comissão ainda precisa ser submetido ao plenário principal do Senado.

No rito definido pelos senadores e por Lewandowski, a sessão vai começar às 9h de terça-feira e terá intervalo de uma hora a cada quatro horas de sessão. Renan abrirá a sessão e, ato contínuo, passará o comando dos trabalhos para Lewandowski.

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