Levy barrou taxação de fortunas, que arrecadaria R$ 6 bi por ano

Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) estava previsto pela equipe do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para depois das eleições de 2014

A bancada do PT no Congresso defende a aplicação de Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) aos 200 mil contribuintes mais ricos do país. Se a medida fosse aplicada, o governo poderia arrecadar até R$ 6 bilhões por ano, segundo estudo feito no senado a pedido da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Contudo, o atual ministro da Fazenda, Joaquim Levy, é contra o imposto, por considerá-lo ineficiente.

De acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo, o valor que seria arrecadado com o IGF é semelhante à economia que o governo pretende obter com uma das medidas do ajuste fiscal, que revê as normas para a concessão do seguro-desemprego.

O IGF já estava previsto na Constituição de 1988 mas nunca foi instituído, apesar de estar presente entre as medidas preparadas pela equipe do ex-ministro Guido Mantega para ser aplicada depois das eleições do ano passado.

A medida, então, voltou a ser pautada entre os petistas diante da repercussão negativa da revisão dos direitos trabalhistas e previdenciários, alterados no pacote fiscal. Os congressistas da legenda passaram a discordar da Fazenda e exigir projetos para taxar os mais ricos.

Para chegar ao valor de até R$ 6 bilhões, os consultores do Senado se basearam em declarações de IR das pessoas físicas de 2013 e num relatório do banco Credit Suisse sobre a riqueza mundial.

Segundo o Credit Suisse, o 0,2% mais rico da população brasileira, cerca de 221 mil contribuintes, detinham em 2013 mais de US$ 1 milhão, o que corresponderia hoje a pouco mais de R$ 3 milhões. Se fosse aplicada sobre essa base mínima uma alíquota de 1,5%, chegaria-se a algo próximo a R$ 10 bilhões.

Confira matéria na íntegra da Folha de S.Paulo

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