Lava Jato: Teori autoriza investigação do deputado Mário Negromonte Júnior

O deputado é filho do ex-ministro das Cidades e conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia, Mário Negromonte, também investigado pela Lava Jato

Relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Teori Zavascki autorizou a inclusão de quatro pessoas no inquérito que investiga o ex-deputado federal João Pizzolati (PP-SC) pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Também serão investigados o ex-ministro das Cidades e conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA), Mário Negromonte, e três deputados do PP por suposto recebimento de propina: Mário Negromonte Júnior (BA), Luiz Fernando Faria (MG) e Roberto Britto (BA).

Atualmente João Pizzolati atua no Governo do Estado de Roraima. O pedido de investigação foi feito pela Polícia Federal (PF) e autorizado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Por outro lado, Janot negou a inclusão do deputado Nelson Meurer (PP-PR) na lista de investigados por entender que os fatos atribuídos a ele já foram apurados em outro inquérito, argumento acolhido por Teori Zavascki.

De acordo com a PGR, "desde o início havia elementos que apontavam no sentido de que João Alberto Pizzolatti Júnior, na condição de um dos líderes do Partido Progressista, agremiação partidária que detinha o controle da Diretoria de Abastecimento da Petrobras e que se beneficiava com grande quantidade de propina do esquema, agindo juntamente com outros líderes do partido, como o ex-deputado federal Mario Silvio Mendes Negromonte e o deputado federal Nelson Meurer (PP-PR), distribuía vantagens indevidas a outros parlamentares".

Mário Negromonte Júnior recebeu doação oficial de R$ 85 mil da empresa Jaraguá Equipamentos Industriais na campanha eleitoral de 2010 para deputado estadual.  Segundo a procuradoria, o doleiro Alberto Youssef, condenado por atuar como operador do partido no esquema de desvios da Petrobras, afirmou que as doações oficiais da empresa se tratavam de propina, fato que era de conhecimento dos deputados do partido.

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