Lava Jato: Justiça bloqueia R$ 153,9 milhões da empreiteira Engevix

Cobrança dos valores é feita em ações de improbidade administrativa que correm paralelamente às ações penais, a cargo do juiz Sérgio Moro

A juíza Gisele Lemke, da 2ª Vara Federal de Curitiba, determinou nesta sexta-feira (24) o bloqueio dos bens da empreiteira Engevix, investigada na Operação Lava Jato, até o valor de R$ 153,9 milhões,  ao deferir pedido liminar do Ministério Público Federal (MPF) para bloquear o valor a fim de garantir o ressarcimento pelos prejuízos causados com desvios de recursos na Petrobras.

A cobrança dos valores é feita em ações de improbidade de administrativa, que correm paralelamente às ações penais, a cargo do juiz Sérgio Moro. O bloqueio também atinge o vice-presidente da Engevix, Gerson Almada, que está preso desde novembro do ano passado.

Na decisão, a juíza explicou que o bloqueio é uma garantia do ressarcimento, sem atingir o capital de giro da empresa, a ponto de prejudicar as atividades. "Na verdade, não há nesse momento processual como saber precisamente se o valor a ser  devolvido atinge o montante indicado pelo Ministério Público Federal, pois consta da  própria petição inicial que não foram ainda localizadas todas as operações financeiras  relativas ao total dos valores que teriam sido desviados", esclareceu Gisele Lemke.

Para calcular o valor do bloqueio, o Ministério Público considerou o depoimento de delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Segundo ele, a propina era cobrada no percentual de 1% dos contratos da estatal com as empreiteiras, entre elas, a Engevix.

A Agência Brasil tentou entrar em contato com a assessoria da Engevix, mas ninguém atendeu as ligações.

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!