PF: doações eleitorais para três senadores configuram corrupção

Polícia Federal quer mais tempo para apurar informações sobre Humberto Costa, Lindbergh Farias e Valdir Raupp. Segundo delegada, há “elementos iniciais suficientes” a configurar irregularidade em doações de campanha

A delegada da Polícia Federal Graziela Machado da Costa e Silva enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) documento apontando haver “elementos iniciais suficientes” que configuram corrupção nas doações de campanhas de três senadores, segundo investigações da Operação Lava Jato. Os indícios constam dos inquéritos referentes ao líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), a Lindbergh Farias (PT-RJ) e a Valdir Raupp (PMDB-RO), e compõem pedidos de prorrogação de prazo para conclusão desses procedimentos investigatórios. Os três parlamentares contestam a tese de corrupção.

Segundo a solicitação da PF, levantamentos revelaram que principalmente empresas com contratos na Petrobras realizaram doações de altos valores para os senadores. “Existem elementos iniciais suficientes que indicam a tipicidade de doação eleitoral como forma de corrupção, em tese [...] sem prejuízo de outras normas penais incriminadoras que porventura venham a ser delineadas no curso da investigação. [...] Informações policial compilou alguns dados de doações eleitorais que denotam a relevância e protuberância dos valores despendidos por empresas privadas, especialmente as contratadas pela Petrobras”, registrou a magistrada, nos três inquéritos.

Delegados e procuradores da Lava Jato investigam se Raupp recebeu R$ 500 mil a título de doação oficial de campanha, por parte de empresas integrantes do esquema de “cartelização” e corrupção na estatal petrolífera. Eles pedem mais tempo para ouvir a assessoria do senador e analisar o material já reunido.

Já o inquérito sobre Humberto Costa tem como base o depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que diz ter sido procurado por intermediário do petista para executar o repasse de R$ 1 milhão à campanha do senador. Para solicitar a prorrogação de prazo, diz reportagem do Estadão, a PF alegou ser necessário mais tempo para analisar a agenda de compromissos do ex-diretor e colher depoimento do petista. Em sua delação premiada, Paulo Roberto Costa diz que também foram feitos repasses do esquema para a campanha eleitoral de Lindbergh.

Leia mais na reportagem do jornal paulista

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