Kim Kataguiri: “Somos contra os intervencionistas, temos valores republicanos”

Líder do Movimento Brasil Livre diz que seu grupo apoia o impeachment e não concorda com a mobilização dos defensores da intervenção militar, que dividem espaço com eles na Esplanada. "A gente não pode impedir que eles estejam aqui", afirma

Apesar da presença de defensores da intervenção militar, o coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), Kim Kataguiri, diz que seu grupo não apoia qualquer medida antidemocrática. “Agimos no campo do discurso, dizemos que somos contra os intervencionistas e temos valores republicanos”, disse Kim, de 20 anos.

Defensores da intervenção militar levaram um boneco, que custou, segundo eles, R$ 12 mil, para a Esplanada dos Ministérios, neste domingo (15), para homenagear o general Antonio Mourão, exonerado do Comando Militar do Sul após ter feito críticas ao governo Dilma. Eles também querem que os militares retirem a presidente do governo à força.

Segundo Kim, não é esta a proposta do MBL. “A gente não pode impedir que eles, que apoiam a intervenção, estejam aqui”, acrescentou o militante. Os apoiadores da intervenção gritam, a todo instante, para ativistas de outros grupos frases como “agora, somos um só”.

Kim é assediado por manifestantes a todo instante para tirar fotos. Chegou a ser chamado de “presidente” por uma das ativistas. O sucesso, segundo ele, não é pessoal. “O importante é que os valores do movimento estão se massificando: o liberalismo e a descentralização do poder”, afirma.

Integrantes do Movimento Brasil Livre e de outros grupos estão acampados no gramado em frente ao Congresso. Eles estimam que haja no momento 500 pessoas dentro das barracas de camping. A ideia é promover uma vigília pelo impeachment de Dilma a partir das 21h deste domingo.

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