Justiça mantém Celina Leão afastada, mas reconduz primeiro-secretário ao cargo

Em votação apertada, onze dos 21 desembargadores votaram pelo afastamento definitivo da deputada ao cargo de presidente da Câmara Legislativa. Primeiro-secretário, Raimundo Ribeiro volta ao cargo. Celina vai recorrer

A Justiça do Distrito Federal negou o pedido da deputada distrital Celina Leão (PPS) para retornar à Presidência da Câmara Legislativa do DF (CLDF). Ela está afastada do cargo desde 23 de agosto, assim como todos os outros membros da Mesa Diretora da Casa, por suspeita de envolvimento nas denúncias investigadas pela Operação Drácon. Dos 20 desembargadores, onze defenderam a saída definitiva de Celina, que anunciou que recorrerá da decisão.

Por outro lado, o correligionário Raimundo Ribeiro, primeiro-secretário da CLDF, assume novamente o cargo, o que pode beneficiar os dois ex-secretários da Mesa Diretora também afastados: Bispo Renato (PR) e Julio César (PRB). Ribeiro foi autorizado a voltar por 11 votos a 10 - com o voto de desempate do presidente da Corte, Mário Machado.

Em entrevista coletiva concedida ontem (segunda, 17) após a terceira etapa da Operação Drácon - que atingiu um ex-assessor de Celina e outro do Bispo Rento, ambos acusados de destruir provas -, o advogado de defesa da deputada, Eduardo Toledo, afirmou que uma decisão como esta (de afastar a presidente do Legislativo) não poderia ter vindo de um desembargador plantonista, como aconteceu. Segundo a defesa, os argumentos da acusação são "insuficientes" e as medidas "ilegais".

Além dos ex-membros da Mesa Diretora, o deputado Cristiano Araújo (PSD) também é investigado.

Entenda o caso

A Operação Drácon já está na terceira fase e investiga um esquema denunciado por Liliane Roriz, filha do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz. A deputada gravou áudios de Celina Leão e do ex-secretário-geral, Valério Neves, falando sobre um esquema de desvio de recursos da saúde por meio de emendas parlamentares.

Na primeira fase, em 23 de agosto, os alvos foram os deputados da Mesa Diretora e Cristiano Araújo - todos foram levados para depor e se tornaram alvos de operações de buscas e apreensão. Já a segunda e a terceira etapa investigaram suspeitas de queima de arquivo na Câmara Legislativa antes das ações da Polícia Civil e do Ministério Público do DF.

Saiba mais:

Mais sobre a Operação Drácon

Mais sobre Distrito Federal

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!