Justiça considera abusiva e ilegal greve dos metroviários em São Paulo

Por unanimidade, TRT determina volta imediata da categoria ao trabalho, desconto nos salários pelos dias faltados e multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento da decisão. Desembargadores também concluíram que o sindicato tem de aceitar o reajuste de 8,7% oferecido pelo Metrô

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em São Paulo julgou ilegal e abusiva a greve dos metroviários, que afeta, há quatro dias, quase 4 milhões de pessoas na capital paulista. Em sessão extraordinária, neste domingo (8), por unanimidade, os desembargadores determinaram o fim da greve e que a categoria aceite o reajuste de 8,7% oferecido pelo Metrô. O piso salarial dos metroviários é de R$ 1.323,55.

Além de decidir pelo desconto nos salários dos dias não trabalhados, a corte estipulou multa de R$ 500 mil por dia caso a categoria não retome as atividades imediatamente. O Sindicato dos Metroviários fará nova assembleia, ainda neste domingo, para definir sua posição sobre o assunto. Ontem (7), os representantes dos funcionários do Metrô decidiram pela manutenção da paralisação .

Os desembargadores concluíram que a categoria desrespeitou decisão anterior da Justiça do Trabalho, pela qual 70% dos profissionais tinham de trabalhar durante o movimento. O percentual deveria de ser de 100% no horário de pico. No caso de descumprimento da determinação, a multa prevista era de R$ 100 mil.

O sindicato exigia, inicialmente, aumento de 35,5%. Na última quarta-feira (4), a categoria reduziu a pedida para 16,5%, percentual baixado para 12,2% no dia seguinte. O governo paulista alega que os 8,7% por ele oferecidos superam o índice de inflação registrado no último ano.

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