Justiça condena ex-deputado pela Máfia dos Sanguessugas

Coriolano Sales, ex-assessor parlamentar e três empresários foram considerados culpados por improbidade administrativa. Entre as sanções aplicadas na decisão, que cabe recurso, está a suspensão dos direitos políticos por oito anos

A Justiça Federal em Vitória da Conquista (BA) condenou cinco pessoas envolvidas na Máfia dos Sanguessugas por improbidade administrativa. Pela decisão do juiz da 1ª Vara Federal João Batista de Castro Junior, o ex-deputado Coriolano Sales, um ex-assessor parlamentar e os empresários Darci José Vedoin, Luiz Antônio Trevisan Vedoin e Ronildo Pereira de Medeiros terão os direitos políticos suspensos por oito anos e ficam impedidos de prestar serviços ao poder público por dez anos.

A decisão é de 9 de novembro do ano passado. No entanto, veio à tona somente nesta quarta-feira (29) após o Ministério Público Federal (MPF) divulgar o resultado da ação civil de improbidade apresentada em 18 de agosto de 2009. De acordo com o órgão, todos os cinco réus faziam parte do esquema de desvios de dinheiro da saúde conhecido como Máfia dos Sanguessugas. O grupo já apresentou recurso para derrubar a decisão, que é de primeira instância e ainda não entra nas causas de inelegibilidade previstas na Lei da Ficha Limpa.

Segundo a decisão da Vara Federal em Vitória da Conquista, todos os réus foram condenados à suspensão dos direitos políticos pelo prazo de oito anos e a proibição de contratar com o poder público pelo prazo de dez anos. Coriolano Sales, que teve três mandatos como deputado federal por dois partidos diferentes - PDT e PMDB -, e seu ex-assessor Weliton Brito David Carvalho foram condenados, ainda, a perda solidária no valor de R$ 17.540, perda das funções públicas, caso as estejam exercendo, pagamento solidário de 5 mil reais como multa civil e mais R$ 5 mil a título de dano moral coletivo.

A Máfia dos Sanguessugas veio à tona em 2006, quando foi descoberto um esquema de desvio de dinheiro público destinado à compra de ambulâncias. Entre os principais envolvidos estavam os ex-deputados Ronivon Santiago, Carlos Rodrigues (ex-Bispo Rodrigues) e Cabo Júlio. A revelação do esquema deu origem a uma série de ações na Justiça, tanto criminais quanto cíveis.

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