Justiça aceita denúncia contra Cerveró na Lava Jato

Ex-diretor da área internacional da Petrobras, lobista Fernando Soares, executivo da Toyo-Setal e doleiro Alberto Youssef viraram réus sobre a contratação de navios sonda no exterior. Todos os denunciados pelo MPF responderão a ações penais

O juiz da Vara Federal de Curitiba Sérgio Moro aceitou nesta quarta-feira (17) a denúncia contra outras três pessoas na Operação Lava Jato. Desta vez, viraram réus o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró, o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, e o executivo da Toyo-Setal Júlio Camargo. Além dos três, o doleiro Alberto Youssef também será julgado em mais uma ação penal pela sua participação no esquema de lavagem e desvio de dinheiro da estatal.

Moro aceitou a denúncia contra Youssef por lavagem de dinheiro, Júlio Camargo por corrupção ativa, crimes financeiros e também por camuflar a origem dos valores. Cerveró e Fernando Baiano responderão por corrupção e lavagem. Junto com as penas de prisão, os procuradores querem a restituição de R$ 296 milhões aos cofres públicos.

De acordo com a denúncia apresentada domingo à Justiça Federal no Paraná, ocorreram fraudes na contratação de um navio sonda em dois negócios da estatal. Um para perfuração de poços de petróleo em águas profundas na África do Sul e outro no Golfo do México. Os crimes, segundo os procuradores, tiveram como marco temporal os anos de 2006 e 2012.

"No presente caso, reuniu o MPF um número significativo de documentos que amparam as afirmações constantes nas denúncias, especialmente o envolvimento direto de Nestor Cerveró nas contratações dos navios-sondas e as dezenas de transações financeiras relatadas pelo criminoso colaborador e que representariam atos de pagamento de propinas e de lavagem de dinheiro", afirmou Moro.

Esta foi a última denúncia a ser aceita por Moro. A força-tarefa do Ministério Público Federal responsável por investigar o caso denunciou na semana passada 39 pessoas acusadas de atuar no esquema. Todos viraram réus em ações penais pelas decisões dadas por Sérgio Moro. Segundo o MPF, os desvios passaram de R$ 10 bilhões de 2004 para cá.

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