Júlio Delgado ataca Henrique Alves por emendas

Deputado do PSB faz alusão a denúncia contra peemedebista, suspeito de direcionar recursos para empresa de assessor. Candidato puxa palmas no plenário ao defender orçamento impositivo

Candidato à presidência da Câmara, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) criticou o concorrente Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), acusado de destinar emendas parlamentares para uma empresa fantasma de um funcionário de seu gabinete. Júlio puxou palmas da plateia ao defender o orçamento impositivo e as emendas individuais dos parlamentares nesta segunda-feira (4). Ele disse que ele e os colegas eram “a regra, e não a exceção”, e, portanto, deveriam defender as emendas que o governo federal costuma cortar.

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Júlio Delgado continuou seu raciocínio fazendo alusão a uma denúncia feita recentemente contra Henrique Alves. “A maioria dos deputados não faz emendas para empresa de chefe de gabinete. Isso é a exceção”, criticou, em referência ao seu adversário. O deputado rebateu a proposta de Henrique – que prometeu criar amanhã três comissões especiais para analisar propostas de mudança na Constituição para tornar as emendas parlamentares de pagamento obrigatório pelo governo federal.

Segundo Júlio, o orçamento impositivo das emendas já foi proposto várias vezes, mas não vingou. Ele também defendeu a análise dos vetos presidenciais, num compromisso semelhante ao assumido por Henrique.

O deputado ainda criticou outra proposta de Henrique, a oferta de maior espaço para os parlamentares no noticiário dos veículos de comunicação da Casa. “Peguem os discursos de quatro anos atrás”, disse Júlio, ao lembrar outra promessa não cumprida, lembrando que Henrique foi um dos coordenadores da campanha do atual presidente, Marco Maia (PT-RS).

O parlamentar defendeu propostas que atendem o chamado “baixo clero”, grupo de deputados de pouca expressão. Ele afirmou existir dinheiro tanto para uma TV que noticie as atividades dos deputados fora de Brasília como a construção do Anexo V, um prédio novo para abrigar gabinetes com mais conforto. Destacou que, no Anexo III, os gabinetes não têm banheiro, o que, na sua opinião, divide os parlamentares em duas categorias.

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