Jucá encaminha expulsão de Kátia Abreu e Celso Pansera do PMDB

Presidente em exercício do partido, senador pediu à Comissão de Ética que examine com celeridade os pedidos de expulsão dos ministros da Agricultura e da Ciência e Tecnologia por desobediência às decisões da cúpula partidária

Presidente em exercício do PMDB, o senador Romero Jucá (RR) pediu à Comissão de Ética do partido que examine os pedidos de expulsão dos ministros Celso Pansera, da Ciência e Tecnologia, e Kátia Abreu, da Agricultura, por "desobediência às decisões do Diretório e da Convenção Nacional do PMDB".

Os ministros resistem a entregar seus cargos, a despeito da decisão da cúpula partidária de romper com o governo Dilma e apoiar o impeachment da petista. Em seu despacho, Jucá pediu que os casos sejam analisados “com a maior rapidez possível para a satisfação da base partidária e dos representados”.

Com isso, os dois se juntam ao ministro da Aviação Civil, Mauro Lopes, que responde a processo interno desde o último dia 17. Naquela data, estava em vigor uma resolução do PMDB que proibia filiados de aceitarem cargos no governo. O partido ainda tem outros três ministros: Marcelo Castro (Saúde), Eduardo Braga (Minas e Energia) e Helder Barbalho (Portos).

A expulsão de Kátia Abreu foi solicitada pelo diretório da Bahia, comandado pelo ex-deputado Geddel Vieira Lima. Já Celso Pansera é alvo de representações das representações do PMDB no Espírito Santo, no Acre e em Sergipe.

"Quando me filiei foi a convite do Michel,Renan, Sarney e tantos outros amigos.Me garantiram que eu era bem-vinda e que seria bem recebida. Não procurei nenhum partido para me filiar. Recebi convites honrosos mas meu partido é o PMDB. Pretendo aqui continuar", escreveu a ministra na última segunda-feira (4) em seu Twitter, após ser alvo do processo de expulsão. Amiga e conselheira da presidente Dilma, Kátia  Abreu afirma que não deixará a legenda nem o governo.

Jucá assumiu o comando do partido na última quarta-feira depois que o presidente da legenda, Michel Temer, pediu licença para que o senador pudesse fazer a defesa dos “ataques” que o partido vem sofrendo. O vice-presidente da República é acusado por petistas de tramar o impeachment da presidente Dilma para assumir a Presidência. Ele nega qualquer articulação nesse sentido.

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