Jovens fazem mutirão para limpar pichação em monumentos de Brasília

Grupo de cinco amigos não tem ligação política e procura voluntários para ajudar na iniciativa de limpar prédios importantes da capital, como o Museu da República e a Catedral, atingidos durante manifestações da última terça-feira

Reprodução/Facebook
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Um grupo de cinco jovens se mobilizou para limpar as pichações feitos em monumentos de Brasília nas manifestações da última terça-feira (29). Com recursos próprios, depois de encontro marcado pela internet, os amigos levaram solvente, estopa e tinta branca para reparar os danos ao Museu da República. Em apenas um dia de trabalho, o grupo calcula que cerca de 60% das pichações no local já foram retiradas.

Após a atitude dos jovens, a Novacap (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil) enviou uma equipe de apoio para ajudar na revitalização dos monumentos nesta sexta-feira (2). O começo foi pela Catedral Metropolitana.

O músico Renato Azambuja contou ao Congresso em Foco que ficou surpreso com o apoio das pessoas que passavam pela Esplanada dos Ministérios e se ofereceram para ajudar na revitalização do museu. “Ficamos tristes porque vimos de perto a situação estrutural do Museu. A pintura como um todo está danificada e o prédio tem rachaduras”, disse Azambuja. A ação dos jovens foi autorizada pelo diretor do museu, Wagner Barja.

O grupo se articula com outros coletivos que prezam pela valorização de Brasília para criar, neste sábado (3), uma força-tarefa de limpeza da Esplanada dos Ministérios e devolver à fachada dos prédios históricos da capital a imagem de monumentos.

Protesto

Durante as manifestações contra a proposta de criar um teto de gastos públicos para os próximos 20 anos na terça-feira (29), o cenário nos arredores do Congresso Nacional foi de guerra campal. Devido à confusão, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, pediu reforço no esquema de segurança e a volta do sistema de revistas na chegada à área central em dias de protestos.

Na avaliação da secretária da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar, a presença de infiltrados nas manifestações está relacionada aos casos de depredação. “Os grupos perderam o controle da manifestação porque outros grupos infiltrados vandalizaram”, afirmou. De acordo com o governo, a média de efetivo da Polícia Militar nos protestos é de mil policiais, e haverá reforço em próximas manifestações.

Diversos prédios de ministérios tiveram paredes pichadas e vidros e refletores quebrados. Na Avenida das Bandeiras, mastros foram danificados, a calçada pichada e bandeiras, arrancadas. Além do Museu Nacional, a Biblioteca Nacional também foi alvo dos ataques. Vidraças foram quebradas em uma agência do Banco de Brasília (BRB) no Setor Bancário Sul.

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