Estagiárias são demitidas após criticarem Renan no Facebook

Segundo Correio Braziliense, o Senado as demitiu após elas postarem comentário na internet, afirmando que Renan Calheiros se transformou em um "problema" para a Casa

CORREIO BRAZILIENSE

Estagiárias são demitidas após publicarem foto de rato na gráfica do Senado
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), assumiu o cargo há duas semanas e, desde então, é um dos alvos preferidos dos internautas brasileiros. Nas redes sociais, os insatisfeitos com a eleição do cacique do PMDB divulgam uma petição contra o senador, que, na manhã de ontem, já somava 1,5 milhão de assinaturas. Apesar de não comentar a mobilização popular, a direção do Senado está incomodada com a avalanche de críticas a Calheiros. Tanto que duas estagiárias da Casa foram demitidas, na semana passada, depois de postarem mensagens com comentários sobre o senador alagoano.

As jovens estudantes, uma delas sobrinha do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, receberam a punição depois de publicarem nas redes sociais que Renan Calheiros seria um “problema” para o Senado. A demissão das estagiárias repercutiu entre funcionários da Casa: servidores que haviam compartilhado críticas, abaixo-assinados ou qualquer outro comentário sobre a eleição do presidente do Senado se apressaram em apagar qualquer vestígio das publicações.

O episódio que levou à demissão das duas jovens aconteceu no último dia 6. As estudantes estagiavam no Serviço de Administração da Secretaria de Recursos Humanos do Senado durante o período matutino. Na manhã daquela quarta-feira pré-carnaval, as estagiárias e os colegas foram surpreendidos com a presença de um rato no meio do setor, que fica no prédio da Gráfica do Senado. Em meio à correria causada pelo roedor, uma copeira matou o animal com a ajuda de um calendário de papelão. O cadáver do bicho ficou por alguns minutos no chão, e as duas jovens decidiram fotografá-lo. Uma delas postou a imagem no Facebook com uma legenda que dizia: “E a gente que achou que o único problema aqui fosse o Renan Calheiros”. A colega, que é filha da irmã de Joaquim Barbosa, publicou a foto com comentário semelhante.

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Nova legenda aposta em forte apoio em pelo menos oito colégios eleitorais
Os integrantes do novo partido que será lançado amanhã em Brasília tendo como principal estrela a ex-candidata do PV à presidência, Marina Silva, apostam em palanques fortes em pelo menos oito unidades da Federação nas eleições para governador em 2014: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia, Distrito Federal, Ceará e Rio Grande do Sul. Em todos eles, a futura legenda espera lançar candidatos ao governo local para pavimentar a provável candidatura nacional de Marina no ano que vem.

Somado, o eleitorado desses estados, de acordo com números oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), chega a aproximadamente 88,3 milhões de eleitores — ou 65% dos votos nacionais. Eles representam sete dos oito maiores colégios eleitorais do país, além da capital da República, onde Marina teve uma expressiva votação na disputa pelo Palácio do Planalto dois anos atrás. “São lugares onde ocorreram mais do que mobilizações nas redes sociais. Em todos eles foram organizados encontros presenciais com Marina Silva”, disse o coordenador jurídico do futuro partido, André Lima.

Mercado testa o Banco Central e o dólar antinge a marca de R$ 1,95
O dólar derreteu mais um pouco no pregão de ontem. Depois de recuar 0,31%, a divisa chegou ao menor nível desde maio do ano passado, fechando em R$ 1,958. A cotação ficou pouco acima de R$ 1,95, valor considerado pelo mercado como um piso extraoficial fixado pelo governo. Em apenas um mês e meio, a moeda norte-americana acumula um tombo de 4,22%. Segundo analistas, o mercado está testando os limites do Banco Central. A expectativa é que, hoje e nos próximos dias, um movimento especulativo tentará levar o câmbio ainda mais para baixo, até que a autoridade monetária se sinta obrigada a intervir. Os investidores querem saber até que ponto o governo vai tolerar a desvalorização.

Para quem pretende viajar ao exterior, esse é um bom momento de adquirir moeda estrangeira. Os especialistas dizem que a melhor estratégia é comprar aos poucos, começando bem antes da data da viagem, para que o custo não pese no orçamento. Outra recomendação é se valer de um cartão de crédito pré-pago, cujo valor pode ser preenchido gradativamente. O uso dos cartões tradicionais no exterior deve ser controlado porque, além do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 6,38%, o turista só saberá o valor do dólar na volta da viagem, quando chegar a fatura. Se a divisa subir, o susto pode ser grande.

Cinco países do Bric negociam a fundação de um banco; decisão sai em março
A próxima reunião das nações que formam o Brics em Durban, na África do Sul, vem gerando uma série de expectativas. As atenções se voltam, sobretudo, para a criação do banco de desenvolvimento do bloco, composto por Brasil, Rússia, Índia, China e o país africano. Em entrevista ao Correio, o ministro de Comércio e Indústria sul-africano, Rob Davis, adiantou que a fundação dessa nova instituição beneficiará não só o grupo, mas também projetos de outras nações.

O representante do governo sul-africano está bastante otimista com o encontro de líderes do Brics, que ocorrerá em 26 e 27 de março. “Para nós, será uma cúpula muito importante, pois é a primeira vez que acontece em nosso país. Temos esperanças e ambições de que dela saia uma decisão sobre o banco de desenvolvimento do bloco. As negociações estão em curso”, disse Davis.

ESTADO DE S. PAULO

Quadrilha que atuou em Fisco paulista diz à PF ter recebido 'agrados' de juízes
Juízes do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) da Secretaria da Fazenda de São Paulo são citados em relatório da Operação Lava Rápido, da Polícia Federal - investigação sobre esquema de desvio de processos fiscais e autos de infrações a pessoas jurídicas. A menção aos juízes é feita por servidoras administrativas do Fisco estadual que foram corrompidas pelos mentores da trama - três empresários que encomendavam o sumiço dos procedimentos. Uma servidora indiciada pela PF afirmou que recebia dinheiro, "agrados", de juízes.

O tribunal, composto de 16 Câmaras, é vinculado à Coordenadoria de Administração Tributária da Fazenda. Os juízes que compõem o quadro do TIT podem ser representantes da Fazenda ou dos contribuintes. Os juízes servidores públicos são indicados pela Fazenda e pela Procuradoria-Geral do Estado. Os que representam contribuintes são indicados por entidades de diversos setores envolvidos com a tributação estadual.

A PF não imputa atos ilícitos aos juízes da Fazenda ou a outros funcionários do TIT e também não os investigou. Mas anexou ao relatório final do inquérito os depoimentos que os mencionam. Silvania Felippe, Denise Alves dos Santos, Maria Rodrigues dos Anjos e Cleiresmar Machado confessaram à PF como retiravam a documentação (leia texto abaixo). Elas ocupavam funções administrativas na pasta. Recebiam propinas em dinheiro vivo para atender os empresários Wagner Renato de Oliveira, Antonio Honorato Bérgamo e Antonio Carlos Balbi.

Servidoras escondiam os processos em mochilas no banheiro
Volumosos processos fiscais e autuações de infrações em valores milionários impostas a pessoas jurídicas eram retirados tranquilamente da Secretaria da Fazenda de São Paulo em mochilas e sacolas, revela a investigação da Polícia Federal. Os movimentos da quadrilha no Palácio Clóvis Ribeiro, sede da Fazenda, foram reconstituídos a partir da confissão de quatro alvos da Operação Lava Rápido.

Silvania Felippe, Denise Alves dos Santos, Maria Rodrigues dos Anjos e Cleiresmar Machado ocupavam funções administrativas na pasta. Elas recebiam propinas em dinheiro vivo para atender às encomendas dos empresários Wagner Renato de Oliveira, Antonio Honorato Bérgamo e Antonio Carlos Balbi, mentores da trama.

As propinas eram pagas às servidoras da Fazenda no Shopping Light, no viaduto do Chá, e em um salão de beleza na Galeria Nova Barão, no centro da cidade.  Silvania, funcionária concursada desde 1992, conta que um dia retirou um processo com 72 volumes, com a ajuda de Cleiresmar e Maria Rodrigues.

Secretaria diz que recupera processos e investiga o caso
O Estado solicitou manifestação dos juízes e funcionários do TIT citados pelas servidoras, mas eles não responderam. Por sua assessoria de comunicação, a Secretaria da Fazenda informou que apresentada a lista de juízes indicados é feita seleção com análise de aspectos como experiência na área tributária, formação acadêmica e especializações. A Corregedoria da Fiscalização Tributária apura o caso e medidas disciplinares cabíveis serão propostas ao final.

Alguns juízes ouvidos pela reportagem saíram em defesa dos colegas citados. Eles ressaltam que a investigação não os envolve com a quadrilha. A secretaria informou que a PF comunicou uma lista de 36 processos "considerados como passíveis de subtração no âmbito da investigação".

Fraude em secretaria do Rio desvia R$ 1,2 milhão
A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio descobriu uma fraude no pagamento do programa Aluguel Social que desviou pelo menos R$ 1,250 milhão nos últimos três meses. O aluguel social é pago a pessoas que perderam casas ou foram removidas em consequências de enchentes.

Um funcionário, exonerado na semana passada, chefe do setor de Tecnologia da Informação da secretaria, é suspeito de ter aberto cinco contas na Caixa Econômica Federal em seu nome, como se fosse beneficiário do programa, e de ter feito transferências de R$ 250 mil para cada uma delas, entre novembro do ano passado e janeiro deste ano.

No ano passado, o Estado pagou cerca de R$ 75 milhões em benefícios. Atualmente, 17 mil famílias recebem entre R$ 400 e R$ 500 mensais. A descoberta da fraude revelou falhas no sistema de pagamento do benefício, como ausência de um mecanismo para evitar depósitos além do teto e dificuldade para monitoramento do programa.

Fernando Lyra: o 'autêntico' titular da Justiça após a ditadura
Ao fim de 47 dias internado na UTI do Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, e já em estado muito grave nos últimos dez dias, morreu ontem "por falência múltipla dos órgãos", por volta de 16h50, o ex-ministro da Justiça, ex-deputado e ex-senador pernambucano Fernando Lyra. Seu quadro clínico já era problemático desde dezembro, em um hospital do Recife - do qual foi transferido para o Incor no dia 5 de janeiro.

Figura de destaque das oposições no período final do regime militar, e depois um crítico impaciente do PMDB durante do governo José Sarney, Lyra tinha 74 anos e sofria, há 20, de um quadro de infecção renal aguda e "descompensação de insuficiência cardíaca congestiva grave".

Cresce risco para jornalistas no Brasil
Ao lado de nações como a Síria, o Irã e o Paquistão, o Brasil entrou, como quarto colocado, na lista dos países onde mais aumentaram os riscos para os jornalistas trabalharem no último ano, de acordo com relatório do Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ), divulgado ontem em Nova York. A inclusão do País, segundo o Comitê, ocorreu por causa do número de assassinatos de profissionais, considerado alto - quatro em 2012, depois de registrar três em 2011 -, pelo crescimento da censura judicial e por outro fator preocupante: a falta de punição dos responsáveis e lentidão da Justiça nos processos.

A contagem de baixas fatais no planeta, no ano passado, feita pelo Comitê, chegou a 67 profissionais - o que fez de 2012 "um dos piores anos desde que o CPJ começou a contabilizar as mortes, em 1992". O número só foi superado pelos 74 assassinatos registrados em 2009. Síria e Somália foram, juntos, os principais responsáveis pelo aumento de 42% de vítimas em relação ao ano anterior. Além deles, o informe de Carlos Lauria, coordenador do Comitê na América Latina, destaca a Rússia por suas leis repressivas, e a Etiópia, onde se recorreu até ao terror para silenciar a imprensa.

Procurador já analisa denúncia de Marcos Valério contra Lula
O Ministério Público Federal em Minas Gerais começou a analisar esta semana o depoimento do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, no qual ele acusa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter recebido recursos do esquema do mensalão, julgado no ano passado pelo Supremo Tribunal Federal. O material encaminhado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para a primeira instância - já que o ex-presidente Lula não possui mais foro privilegiado -, foi distribuído para o Núcleo do Patrimônio Público do MPF em Belo Horizonte, composto por quatro procuradores.

Por sorteio, a análise ficará a cargo do procurador Leonardo Augusto Melo. Ele vai avaliar as declarações de Valério - condenado a mais de 40 anos de prisão pelo Supremo -, que disse em depoimento na Procuradoria-Geral da República, em setembro último, que Lula sabia do esquema e que cerca de R$ 100 mil foram usados para pagar despesas pessoais do então presidente.

FOLHA DE S.PAULO

Após virar vereador, Aurélio Miguel multiplicou bens
O campeão olímpico Aurélio Miguel multiplicou seu patrimônio desde que assumiu o cargo de vereador em São Paulo, em 2005, pelo PR. Quando foi candidato a vereador pela primeira vez, em 2004, Miguel declarava ter, entre outros bens, quatro imóveis – um patrimônio, segundo ele, de R$ 870 mil (R$ 1,4 milhão em valores corrigidos pela inflação).

Já em 2012, passou, segundo o Ministério Público, a ter 25 imóveis registrados em nome dele ou de suas empresas. Os imóveis estão estimados em R$ 25 milhões – a avaliação é feita com base no valor do metro quadrado da região. Nessa conta, não entram outros bens, como uma lancha e ao menos 17 carros, como uma Cherokee 2012 e um Opel, 1951.

O crescimento mais expressivo do patrimônio do parlamentar ocorreu a partir dos anos de 2008 e 2009, época em que presidiu a CPI do IPTU na Câmara Municipal. Miguel, segundo investigações do Ministério Público, é acusado de cobrar propina de shoppings ligados ao grupo Brookfield para omitir irregularidades no relatório final da CPI. Ele nega as acusações.

Dilma teme perda de R$ 471 bi com vetos
A votação e eventual derrubada de vetos presidenciais acumulados há mais de uma década podem produzir um custo de R$ 471 bilhões, disse ontem o governo ao Supremo Tribunal Federal. Num documento produzido pela Advocacia-Geral da União e revisado pela presidente Dilma Rousseff, o governo faz um apelo para que o STF reflita a respeito de uma decisão provisória tomada pelo ministro Luiz Fux.

De acordo com ela, o Congresso ficou obrigado a votar em ordem cronológica cerca de 3.000 vetos presidenciais acumulados. O governo pediu ao STF que leve o tema para análise do plenário e estabeleça regra definitiva.

Enquanto o plenário do STF não se manifestar, o governo também determinou à sua base aliada que não vote o Orçamento de 2013. "Agravaria a nossa insegurança jurídica aprovar o Orçamento nessas condições, antes de o Supremo dizer em definitivo algo sobre a necessidade de os vetos serem apreciados antes, diz o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams.

Governo usa tributo menor contra inflação
O corte de impostos de itens da cesta básica e a redução do PIS/Cofins são umas das armas do governo Dilma para tentar segurar a inflação neste ano e garantir expansão do PIB acima de 3%. A ideia é que até junho sejam anunciadas a desoneração tributária da cesta básica e uma redução horizontal na cobrança de PIS/Cofins, atingindo praticamente todos os setores da economia.

Com esses cortes, a expectativa é que os preços dos setores beneficiados caiam, ajudando a conter a inflação num momento em que a taxa anualizada deve ficar acima de 6% até junho, pelo menos. Assim, o Banco Central pode não ter de elevar a taxa de juros, algo que o Planalto prefere que não aconteça.

Comissão interna sugeriu apurar atuação de ministro
Ao investigar a suspeita de envolvimento de servidores da AGU (Advocacia-Geral da União) no esquema da Operação Porto Seguro, uma comissão de sindicância interna do órgão apontou indícios de irregularidade na atuação do ministro Luís Inácio Adams e pediu a abertura de processo disciplinar contra ele. O pedido, no entanto, foi arquivado pelo corregedor da AGU, Ademar Passos Veiga, 17 dias após ter sido proposto pela sindicância, composta por três servidores de carreira.

O trabalho durou quase dois meses. Nomeado por Adams, o corregedor argumentou que não havia indícios de irregularidades contra o ministro.

A Operação Porto Seguro foi deflagrada pela Polícia Federal em novembro do ano passado e investigou a venda de pareceres técnicos de integrantes do governo para beneficiar empresários. A PF chegou a fazer busca e apreensão na AGU. O braço direito de Adams, José Weber, foi denunciado pelo Ministério Público.

Corregedoria não viu irregularidade, afirma Adams
O ministro Luís Inácio Adams disse à Folha, por meio de nota, que a Corregedoria da AGU "atuou com independência e autonomia [...] e concluiu não haver qualquer irregularidade de minha parte." "Os casos de irregularidades apontados pela Polícia Federal e pela Corregedoria são episódios isolados dentro de uma instituição gigantesca como a AGU, com cerca de 11 mil advogados públicos e servidores administrativos", afirmou.

Segundo Adams, "ao longo dos últimos 75 dias, a AGU foi submetida a um raio-x da imprensa e da sociedade a que poucas instituições enfrentaram na história recente." A AGU disse que irá encaminhar à presidente Dilma o resultado da sindicância e do parecer da Corregedoria, concluídos há uma semana e parcialmente divulgados à imprensa.

Marina usa estratégia de 2010 para coletar assinaturas para sigla
A ex-senadora Marina Silva vai reeditar estratégia que usou na campanha à Presidência em 2010 para tentar acelerar a coleta das 500 mil assinaturas necessárias à fundação de seu novo partido, provisoriamente chamado de "Rede". Ela vai revisitar o conceito que deu origem às "Casas de Marina", comitês domiciliares usados para divulgar sua candidatura presidencial e buscar voluntários que queiram fazer de seus lares e estabelecimentos centros de coleta de assinaturas de apoio ao novo partido.

As "casas pró-Rede" também servirão à campanha de marketing da nova legenda, coordenada pelo cineasta Fernando Meirelles. Marina Silva e seus aliados correm contra o tempo para tirar a nova legenda do campo das ideias. A cúpula da nova sigla trabalha com a estimativa otimista de levantar as 500 mil assinaturas necessárias em até três meses.

Eduardo Campos afirma que só vai discutir sucessão de Dilma em 2014
O governador Eduardo Campos (PSB-PE) tem recorrido à ironia quando falam de sua candidatura à Presidência em 2014. Ontem, usou o Carnaval para negar essas especulações: "Vi num bloco um grupo de adolescentes vestindo a camiseta dizendo: 'Eu já nem estou atendendo o telefone, imagine ligando'".

Aos risos, Campos repetiu à Folha aquilo que ele próprio pronuncia feito mantra desde que entrou no rol de prováveis candidatos ao Planalto: "O PSB não tem que fazer a discussão sobre 2014 durante 2013. O que precisamos agora é ajudar a presidente Dilma no Congresso e em seu esforço de retomar o crescimento econômico; não ficar se perdendo em conjecturas."

A frase casa com a avaliação de uma ala majoritária do partido, segundo a qual seria um erro colocar o bloco na rua neste momento. "2014 deve ser tratado em 2014", afirmou ontem o líder do PSB no Senado, Rodrigo Rollemberg.

Procuradoria de MG recebe depoimento de Valério contra Lula
Já está em poder do Ministério Público Federal de Minas Gerais o depoimento do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza no qual ele acusa o ex-presidente Lula de envolvimento no mensalão. Segundo a Procuradoria, são muitas as informações a serem analisadas. O trabalho dos procuradores será o de verificar a suposta conexão do depoimento com ações em andamento em Minas Gerais.

Anteriormente, a Procuradoria informou a existência de ao menos seis ações no Estado decorrentes de desmembramentos do esquema do mensalão. Valério foi condenado em duas delas. Por não ser um trabalho simples, afirma o órgão, será uma análise demorada. Não foi marcado prazo para que esse trabalho seja finalizado.

O GLOBO

Derrubada de vetos pendentes pode causar rombo de até R$ 1 trilhão ao governo
A possibilidade concreta de revogação de vetos presidenciais pelo Congresso deixou o Palácio do Planalto em alerta máximo e poderá resultar numa conta bilionária a ser paga pelos cofres públicos. Para convencer os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que deverão analisar se o Congresso é obrigado ou não analisar todo o estoque de vetos presidenciais dos últimos 12 anos, a Advogacia Geral da União (AGU) apresentou nesta quinta-feira à corte uma petição com um levantamento do tamanho do rombo que eventuais mudanças na legislação em vigor em razão da derrubada de alguns vetos pode gerar.

O cálculo aponta que o custo adicional para o Tesouro chega a R$ 470 bilhões referentes apenas ao retroativo. Projetado para o futuro, a derrubada de alguns dos vetos pode gerar um gasto adicional para o Tesouro Nacional de até R$ 1 trilhão.

No texto enviado ao STF, o advogado-geral da União, Luis Inácio Adams, sugere que o tribunal estabeleça limites no tempo para a questão dos vetos presidenciais serem apreciados por ordem cronológica pelo Congresso. A petição encaminhada ao ministro Luiz Fux, relator do caso, sugere que seja feita uma modulação na apreciação dos vetos de forma a evitar que os mais de três mil casos pendentes sejam analisados agora.

Ex-servidor estadual é suspeito de desviar R$ 1,25 milhão de aluguel social
Um ex-servidor estadual é suspeito de desviar R$ 1,25 milhão do pagamento do benefício de aluguel social. Ele foi exonerado (demitido do cargo de funcionário público) na quinta-feira passada. O suspeito retirava o dinheiro dos cofres públicos e distribuía em cinco contas abertas por ele na Caixa Econômica Federal. A fraude foi descoberta no dia seguinte a sua exoneração. As contas do ex-funcionário público foram bloqueadas.

De acordo com nota do governo do estado, a irregularidade foi descoberta pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, em ação coordenada com a Caixa Econômica Federal e a Secretaria de Estado da Casa Civil.

O ex-servidor trabalhava na área de tecnologia da informação. Nesta quinta-feira o secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, Zaqueu Teixeira, denunciou a fraude na 4ª DP, cuja equipe, liderada pelo delegado Luiz Lima, apreendeu o computador usado pelo ex-servidor e o conduziu para prestar depoimento.

Denúncia aponta imprudência como causa de incêndio da Antártica
A situação do sargento Luciano Gomes Medeiros, da Marinha, é considerada delicada entre os militares. Ele é acusado pelo Ministério Público Militar (MPM) de ser o responsável pelo incêndio na Estação Antártica Comandante Ferraz, em fevereiro de 2012. Na denúncia, apresentada em dezembro, o procurador da Justiça Militar Giovanni Rattacaso concluiu que o militar cometeu conduta imprudente.

Para a Procuradoria, ficou comprovado que o militar fez a transferência de combustível dos tanques da estação durante a noite, sem autorização superior e sem comunicar o fato a outra pessoa. Naquele momento, ocorria uma festa de confraternização entre os militares da base, da qual Medeiros participou.

O Superior Tribunal Militar (STM) divulgou nesta quinta-feira que foi recebida a denúncia contra militar acusado de ser responsável pela morte dos integrantes da missão brasileira na Antártica, mas não divulgou o nome, já que o caso corre em segredo de justiça. O Comando da Marinha ensaiou divulgar uma nota, mas desistiu. Na Justiça Militar, Medeiros será julgado por um Conselho Permanente formado por quatro oficiais da Marinha. Segundo o STM, a instrução do caso começa no dia 28 deste mês.

Suplicy nega que deixe PT para participar de novo partido de Marina Silva
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) negou que possa deixar o PT para entrar para o novo partido que será liderado pela ex-senadora Marina Silva. Nesta quinta-feira, Suplicy falou na tribuna do Senado que foi convidado a participar do evento que deve marcar a criação do novo partido, e que tratou do assunto com lideranças do PT, como o ex-presidente Lula e o presidente do partido, Ruy Falcão, a quem garantiu que permanece no Partido dos Trabalhadores.

- Eu vejo meu ingresso no Partido dos Trabalhadores como uma decisão de vida, ademais eu também defendo a fidelidade partidária até o final de meu mandato. Não cogitaria, de forma alguma, mudar de partido político, como um compromisso de princípio - assegurou.

MPF de Minas recebe depoimento de Marcos Valério sobre Lula
O Ministério Público Federal (MPF) em Minas Gerais recebeu nesta quinta-feira à tarde o depoimento do operador Marcos Valério envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o escândalo do mensalão. O documento foi encaminhado para o Núcleo do Patrimônio Público onde será analisado.

Conforme adiantou O GLOBO em 8 de fevereiro, os procuradores do MPF mineiro vão analisar se há conexão do expediente enviado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, com os processos batizados de “filhotes do mensalão”, que já tramitam na Justiça Federal em Minas. Caso contrário, haverá uma distribuição por sorteio que pode gerar a instauração de uma nova investigação ou até mesmo o arquivamento do caso se ficar provado que as acusações de Valério não têm fundamento. O MPF diz que a análise requer tempo.

PRF aponta queda de 18% em mortes nas estradas no carnaval
Acidentes de trânsito nas estradas federais de todo o país mataram 157 pessoas durante o carnaval deste ano, o primeiro com as novas regras da Lei Seca em vigor. O número representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o número de óbitos foi de 192. Houve queda também no total de acidentes (- 10%) e de feridos (-19%): foram registradas 3.149 colisões, que deixaram 1.793 feridos.

O balanço da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi divulgado nesta quinta-feira pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ele citou o endurecimento da Lei Seca como um dos fatores responsáveis pela diminuição da violência no trânsito das rodovias federais. O dados dizem respeito ao período de seis dias entre a 0h da última sexta-feira e a meia-noite da quarta-feira de cinzas, nos 70 mil quilômetros de estradas da União.

Acordo entre Estados Unidos e Europa põe Mercosul em xeque
O ambicioso acordo de livre comércio entre Estados Unidos e União Europeia (UE), a ser fechado em, no máximo, dois anos, poderá causar efeitos danosos nas relações comerciais entre o Mercosul e as duas potências, segundo fontes do governo e especialistas ouvidos pelo GLOBO. O principal prejuízo seria a perda de espaço do bloco sul-americano nas negociações com os europeus, que passariam a dar prioridade a Washington. As discussões em torno de um tratado comercial entre UE e Mercosul, suspensas desde 2010, foram retomadas no fim do ano passado.

O anúncio não era esperado pelo governo brasileiro. O Ministério das Relações Exteriores informou que está levantando o impacto que essa eventual negociação trará ao comércio brasileiro. De acordo com a área diplomática, o tratado poderá ser até positivo, desde que realizado dentro das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

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