Jornais: Governo reduz encargo em folha para mais 25 setores

Governo reduziu projeção de crescimento de 3% para 2% em 2012, contam os jornais desta sexta-feira

O GLOBO

 

Governo reduz encargo em folha para mais 25 setores

No dia em que reduziu a projeção de crescimento da economia brasileira de 3% para 2% em 2012, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou uma nova rodada de desonerações da folha de pagamento para 25 setores da economia, a partir de 2013, e garantiu que esses benefícios são definitivos. Ou seja, não serão alterados pelo atual governo. Com as desonerações que já estavam em vigor para outros 15 segmentos, o governo está abrindo mão de uma arrecadação de R$ 12,83 bilhões somente em 2013. Na prática, todos deixarão de recolher a contribuição ao INSS de 20% sobre suas folhas de pessoal e passarão a recolher entre 1% e 2% sobre o faturamento bruto.

- Outros governos poderão voltar (atrás), mas estamos fazendo isso de forma definitiva. Se olharmos até 2016, em quatro anos, é uma desoneração de cerca de R$ 60 bilhões - disse ele.

O pacote contempla 20 setores da indústria. Entre eles, aves, suínos e derivados, afetados pela seca nos Estados Unidos e o consequente aumento do custo dos grãos usados na produção. Pescados, pães e massas, bicicletas, pneus e câmaras de ar, vidros, fogões, refrigeradores e lavadoras também estão na lista, assim como dois segmentos de serviços (suporte técnico em informática e manutenção e reparação de aviões), e três de transportes (aéreo, marítimo, fluvial e navegação, além de transporte rodoviário coletivo).

A justificativa para a escolha desses segmentos é elevar a competitividade da indústria nacional, garantir empregos em setores com muita mão de obra e conter as pressões inflacionárias.

- A medida barateia o custo do transporte coletivo, o que tem impacto grande sobre a inflação. Vai evitar ou minimizar novos aumentos - explicou o ministro.

Números

25 novos setores contemplados
15 já foram desonerados
Custo para a União: R$12,83 bilhões em 2013 e R$60 bilhões até 2016

Valérío: no mínimo, 13 anos de prisão

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou ontem por lavagem de dinheiro oito dos dez réus acusados do crime. Os ministros entenderam que o esquema operado por Marcos Valério, com ajuda de dirigentes do Banco Rural, usou de mecanismos para ocultar e dissimular a origem do dinheiro público desviado para abastecer políticos da base aliada do então governo Lula. Como resumiu o ministro Dias Toffoli, o plenário atestou que o chamado valerioduto de fato existiu.

Com o resultado de ontem, Valério e seus ex-sócios Cristiano Paz e Ramon Hollerbach já somam condenações suficientes para receber pena de, pelo menos, 13 anos, em regime fechado. Esse número considera a pena mínima para duas condenações por corrupção ativa, três por peculato e uma por lavagem de dinheiro. O próximo passo será analisar se há provas para também condenar os políticos acusados de receber propina.

Ontem, também foram condenados por lavagem o advogado Rogério Tolentino, a ex-diretora financeira da SMP&B Simone Vasconcelos e os dirigentes do Banco Rural Kátia Rabello, José Roberto Salgado e Vinícius Samarane. Duas rés foram absolvidas: a ex-diretora do Banco Rural, Ayanna Tenório, inocentada por unanimidade, e Geiza Dias, ex-secretária de Valério. Funcionária subordinada a Simone, Geiza foi absolvida por sete votos a três, por não saber da origem e destinação ilícita dos recursos.

Para a ministra Cármen Lúcia, o sistema de lavagem de dinheiro operacionalizado pelos dirigentes do Rural em parceria com Valério viabilizou o esquema delitivo tocado pelos réus.

- O dinheiro é para o crime o que o sangue é para a veia. Se não circular com volume e sem obstáculo, não temos esquemas criminosos como estes. Há uma necessidade de que haja instituições financeiras que se prestem a situações como esta para irrigar o esquema - disse ela.

Beijos da 'mequetrefe' são comparados ao de Judas

A Bíblia narra que Judas traiu Jesus com um beijo. A prática foi adotada pela máfia italiana: o chefe beija a futura vítima para que o executor saiba quem deve morrer. As duas referências foram usadas ontem por ministros do Supremo em votos sobre a ex-secretária da SMP&B, Geiza Dias, que acabou inocentada. Tudo porque Geiza costumava despedir-se com um beijo nos e-mails que repassava às agências do Banco Rural com os nomes dos beneficiários de vultosas quantias.

O primeiro a dar importância aos beijos de Geiza foi Luiz Fux que votou pela condenação da ré, chamada de "mequetrefe" por seu advogado. Fux comparou o jeito carinhoso da secretária com o relato nervoso do responsável pelos pagamentos na agência do Rural. Em depoimento, o funcionário disse que "quase infartava" de tanto nervosismo:

- Ele (o funcionário) estava com pressão alta, queria ir embora, ele estava sofrendo por ter participado daquilo. (...) Ela, no final, se despede mandando beijo. O outro diz que vai ter um infarto. Então, quem tem infarto não manda beijo. E quem manda beijo não tem infarto.

Já Dias Toffoli, que a absolveu, considerou que Geiza não tinha conhecimento do esquema. Para concluir seu raciocínio, citou a Bíblia:

- Eu conheço uma pessoa que foi condenada em razão de um beijo: Jesus Cristo.

Aumento será de até 25% em 2013

Os cargos de confiança do Executivo federal com indicação política - os chamados DAS - serão reajustados em 2013. A proposta do governo concede aumentos que variam de 5,3% a 25%. Os DAS são divididos em seis níveis, e os mais altos terão o maior aumento, de 25%. Hoje, o governo Dilma Rousseff ocupa 22.149 cargos de confiança DAS, segundo o último Boletim Estatístico de Pessoal, divulgado em junho. Na justificativa do projeto enviado ao Congresso, o governo argumentou que os DAS e Cargos de Natureza Especial não recebem aumento desde agosto de 2008.

A alegação é que a defasagem dos DAS era um dos problemas internos que o governo vinha enfrentando desde 2010, porque os níveis mais altos são usados para atrair profissionais da iniciativa privada e para acomodar indicações políticas. O Ministério do Planejamento negou que os reajustes fiquem acima do acertado com as demais categorias, pouco mais de 15%.

Os chamados DAS 6, a categoria mais alta e que costumam ser ocupados exclusivamente por indicações políticas, passarão dos atuais R$ 11,1 mil para R$ 12,04 mil em 2013; para R$ 12,9 mil em 2014; e R$ 13,9 mil em 2015, num reajuste total de 25% em três parcelas. Mas a remuneração média de um DAS 6 hoje, segundo dados do Boletim, é de R$ 22 mil, nos casos em que o cargo de confiança é ocupado por servidor de carreira.

Funpresp: aporte de R$ 75 milhões

O fundo de pensão dos funcionários do Executivo, que vai reunir também os servidores do Legislativo e do Ministério Público Federal, está prestes a ser lançado. O decreto que cria a nova Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp), dentro do novo sistema de aposentadoria para o serviço público, aprovado este ano pelo Congresso, deverá ser publicado hoje no Diário Oficial da União. A entidade será vinculada ao Ministério do Planejamento e começará a funcionar com um aporte de R$ 75 milhões, feito pela União. A expectativa do governo é que o novo sistema receba as primeiras contribuições dos novos funcionários públicos e da União, a partir de fevereiro.

Quem ingressar no setor público a partir de janeiro, pelo novo sistema, receberá como aposentadoria o teto do INSS (atualmente em R$ 3.916,20) e terá o restante do seu salário da ativa complementado pelo fundo de pensão. Para isso, o servidor terá que contribuir com 8,5% do salário para a entidade pelo tempo de contribuição exigido para sua categoria. A União entrará com o mesmo percentual, sendo que o servidor poderá aumentar sua participação em até 11% do salário.

Após queixas de Ana, Cultura terá em 2013 R$ 1 bi a mais no Orçamento

As queixas por mais recursos para o setor da Cultura - pano de fundo da queda da ex-ministra Ana de Hollanda - levou o governo a "engordar" em R$ 1,04 bilhão a verba geral para a pasta no projeto do Orçamento da União para 2013, enviado ao Congresso.

A proposta ficou em R$ 2,83 bilhões para 2013, contra R$ 1,79 bilhão fixados no projeto de orçamento para 2012, num aumento de 58%, um pouco abaixo do previsto pela presidente Dilma Rousseff. No geral, embora ainda longe do desejado pelo setor, os recursos do MinC têm merecido tratamento melhor do governo nos últimos anos.

Dilma envia recados na posse de Marta

Em cerimônia lotada, mas sem muitas estrelas do meio cultural, a presidente Dilma Rousseff oficializou ontem a troca no Ministério da Cultura com elogios e recados cifrados a Ana de Hollanda, que saiu, e a Marta Suplicy, que entrou, num arranjo político que tem como objetivo o embarque total da nova ministra na campanha de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo, embora Marta negue. Um orçamento mais robusto para o ministério - que acabou sendo a gota d"água para a queda de Ana de Hollanda - foi explorado pela presidente em seu discurso, que o reconheceu "como um legado" da ex-ministra.

- Trata-se de um aumento de 65% em relação ao Orçamento de 2012. Esse é um legado importante que a ministra Ana de Hollanda deixa para Marta Suplicy - afirmou a presidente.

Dilma agradeceu a colaboração de Ana de Hollanda, disse que a gestão dela na pasta não foi fácil e reconheceu que a ex-ministra enfrentou "de maneira estoica" pressões "muitas vezes injustas e excessivas", mas deu a entender que ela não deu conta do recado.

Ataques a embaixadas se alastram

Apesar do reforço em suas missões diplomáticas e de apelos por calma, os EUA enfrentaram novos protestos violentos de muçulmanos, que se alastraram por embaixadas, deixando quatro mortos no Iêmen e 214 feridos no Egito. O descontrole nas ruas e a forma distinta com que governos árabes reagiram levaram a secretária Hillary Clinton a condenar o filme "Inocência dos muçulmanos": "Os EUA não têm absolutamente nada a ver com esse vídeo."

Obama cobra: 'Egito não é aliado nem inimigo'

 

Patrícia Kogut: A primavera que não acaba

"As mortes minam a alegação de Obama de que o fim de Bin Laden foi um golpe fatal no islamismo radical".

Freixo diz ser contra ‘política de remoções’

Na quarta entrevista com candidatos a prefeito, Marcelo Freixo (PSOL) atacou a "política de remoções" e propôs análise caso a caso, até em áreas griladas por milicianos. Ele quer rever a licitação de linhas de ônibus e admite anular a cessão da área do autódromo para construção do Parque Olímpico.

Russomanno se distancia de Serra e Haddad em SP

Ibope aponta candidato do PRB com 35% das intenções de voto. Serra ficou com 19%. Haddad, 15%. (Págs. 1 e 13)

Campos vai a SP para reaproximar PSB e PT

Presidente do PSB encontrará Lula e Fernando Haddad. Em BH, no entanto, desavenças crescem.

CSN polui solo de conjunto popular

O Ministério Público pediu à Justiça a remoção, custeada pela CSN, de 750 famílias de um conjunto habitacional em Volta Redonda cujo solo está contaminado há 13 anos por resíduos tóxicos da siderúrgica: chumbo, naftaleno e benzeno, entre outros.

Petrobras deve se explicar à ANP

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) notificou a Petrobras por causa de queda de até 76% na produção em áreas exploradas na Bacia de Campos. Segundo especialistas, sem folga no caixa, a estatal reduziu os investimentos para dar prioridade ao pré-sal.

 

 

FOLHA DE S. PAULO

 

Protestos anti-EUA se espalham

Representações americanas no Oriente Médio são alvo de manifestações contra filme satírico; 5 morrem no Iêmen

Protestos contra um filme anti-islâmico produzido nos EUA, que resultaram na morte do embaixador americano na Líbia, se espalham pelo Oriente Médio.

No Iêmen, manifestantes invadiram a embaixada e arrancaram a bandeira americana. Forças do país mataram cinco invasores.

Governo desonera a folha de pagamento de 25 setores

O governo anunciou ontem que mais 25 setores podem deixar em 2013 de pagar 20% de contribuição previdenciária sobre a folha de salários e, em troca, recolher entre 1% e 2% sobre o faturamento. A medida beneficia principalmente empresas que precisam de muita mão de obra.

Isso porque, sem o tributo, a folha de pagamento (salários e tributos) fica mais barata, o que pode tornar compensatório empregar em vez de contratar terceirizados. Mesmo com custo menor, a terceirização pode implicar perdas no futuro, por causa de ações trabalhistas.

O anúncio de ontem já faz várias empresas beneficiadas estudarem rever suas políticas de terceirização e suspender planos de demissões. A medida é um alívio para as companhias aéreas, que vêm acumulando prejuízos sucessivos e vivem um momento de forte alta de custos.

No setor de transporte aéreo, a ordem é reavaliar contratos de terceirização para verificar se haverá benefícios.

STF condena oito e confirma que mensalão lavou dinheiro

Por maioria, os ministros do STF condenaram oito réus do mensalão por lavagem de dinheiro, entre eles Marcos Valério e ex-dirigentes do Banco Rural. Os ministros afirmaram que os envolvidos tentaram esconder os saques, o que complica a situação dos políticos que receberam os recursos.

'Beijos' no fim de e-mails de ré rendem polêmica

Para decidir se condenavam ou absolviam uma ex-funcionária do empresário Marcos Valério, os ministros do Supremo fizeram várias citações às palavras "beijos" e "abraços". Os cumprimentos finalizavam e-mails enviados por Geiza Dias para funcionários do Banco Rural ao orientá-los a quem entregar o dinheiro da SMPB.

Para o revisor, Ricardo Lewandowski, a forma íntima e com "candura" como ela se comunicava com os funcionários revelava que a funcionária desconhecia o esquema. Geiza foi absolvida ontem por 7 votos a 3. O ministro José Antonio Dias Toffoli fez até menção religiosa: "Conheço uma pessoa que foi condenada por um beijo. Jesus Cristo".

A ministra Cármen Lúcia afirmou que absolvia a funcionária por não ter certeza de que ela sabia do que se passava, mas que os beijos poderiam até ser usados como forma de dar aparência de normalidade a uma relação ilegal. Luiz Fux comparou o ato ao gesto da máfia de identificar, por beijos, traidores a serem executados. "Era o beijo da morte."

Ana de Hollanda diz ter sido vítima de ataques 'baixos'

Demitida do Ministério da Cultura pela presidente Dilma Rousseff, Ana de Hollanda disse, ao transmitir o cargo para Marta Suplicy, que foi vítima de ataques "baixos" e que sai da pasta por ter contrariado "muitos interesses".

"Todo tempo eu tive ao meu lado o racional para entender quem é que está atrás disso. Por que pessoas que não me conhecem falam coisas tão baixas? Aí eu disse: não é comigo. É a responsabilidade do cargo que estou ocupando", afirmou.

Ao empossar Marta, Dilma admitiu que Ana de Hollanda recebeu "pressões muitas vezes injustas" em sua gestão, que "nem sempre foi fácil". "Agradeço de coração por sua lealdade, pelo sacrifício da vida pessoal, pela maneira histórica com que enfrentou as pressões, muitas vezes injustas e excessivas", disse a presidente.

A gestão de Ana de Hollanda foi, praticamente desde o seu início, alvo de duras críticas de setores ligados aos seus antecessores no ministério durante o governo Lula -Gilberto Gil e Juca Ferreira.

Substituto de Marta diz que só irá destinar verbas para bairro de SP

Senador, por definição, representa o Estado. Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP), o vereador que vai substituir Marta Suplicy (PT) no Senado, sabe muito bem disso, mas adotou uma definição particular do cargo.

"Serei o senador do Campo Limpo", disse à Folha, referindo-se ao distrito no extremo da zona sul de São Paulo, com 211 mil habitantes. "Só vou apresentar emendas para o Campo Limpo."

Foi essa região que o elegeu vereador por três vezes seguidas. Campo Limpo tem um dos maiores déficits de professores da cidade, e os problemas mais citados pela população são dos mais básicos, segundo a pesquisa DNA, feita pelo Datafolha: fornecimento de água, de energia e coleta de lixo.

O senador, que vai manter sua campanha a vereador, tem outra bandeira, porém: campos de grama sintética. Ele afirma estar construindo seis campos na região.

Rodrigues diz que vai manter a sua candidatura à Câmara Municipal porque não gosta da posição de "regra três". "Não gosto de ser substituto. Substituto pode durar muito pouco no Senado."

Ex-assessora de João Paulo morre no DF

O deputado federal José Mentor (PT-SP) afirmou ontem que sua assessora parlamentar Silvana Paz Japiassu, 47, teve morte cerebral ontem em Brasília. Ela respondia a processo por ter recebido presente de Marcos Valério quando trabalhava para João Paulo Cunha, um dos réus do mensalão. Mentor diz que ela teve uma gripe que evoluiu para pneumonia.

Igreja Católica ataca Universal e partido de Russomanno

A três semanas da eleição, a Igreja Católica fez ontem um duro ataque à campanha de Celso Russomanno e à Igreja Universal do Reino de Deus insinuando que eventual vitória do candidato do PRB representa uma ameaça à democracia.

Russomanno lidera as pesquisas de intenção de voto para prefeito de São Paulo e tem o apoio da Universal, que é ligada ao PRB.

Em nota, a Arquidiocese de São Paulo ressalta o vínculo do candidato com a igreja neopentecostal, que acusa de incitar a intolerância religiosa, e expõe preocupação com sua possível eleição.

"Se já fomentam discórdia, ataques e ofensas sem o poder, o que esperar se o conquistarem pelo voto? É para pensar", diz a nota assinada pela arquidiocese, que é comandada pelo cardeal dom Odilo Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo.

A nota acusa o bispo da Universal Marcos Pereira, que é presidente do PRB e chefia a campanha de Russomanno, de disseminar posições "ridículas, confusas e desrespeitosas" sobre os católicos.

Haddad afirma que não dará cargos a Maluf e critica Serra

O candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, deixou claro ontem, na Sabatina Folha/UOL, que escolheu José Serra (PSDB) como seu alvo preferencial no último mês da campanha.

Ao reclamar das críticas do adversário na TV, disse que ele "não tem limites" e "não poupa nem o melhor amigo" para tentar se eleger.

O petista também foi ao ataque. Numa das respostas, responsabilizou o tucano pela cratera que matou sete pessoas na obra do metrô. O acidente ocorreu em 2007, primeiro ano da gestão dele como governador do Estado.

Haddad e Serra estão tecnicamente empatados em segundo lugar. Se a eleição fosse hoje, disputariam uma vaga para enfrentar o líder das pesquisas, Celso Russomanno (PRB), no segundo turno.

O candidato prometeu não entregar cargos ao aliado Paulo Maluf (PP) na prefeitura caso seja eleito. "Ele não vai levar nada", disse.

Vivian Whiteman

Camisa azul é pretinho básico de qualquer político em campanha.

Escândalo abala campanha de rival de Chávez na Venezuela

 

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

 

Imposto de 25 setores é reduzido e governo estuda mais medidas

Com o objetivo de reduzir o custo da produção e estimular queda de preços, o governo anunciou que empresas de 25 setores deixarão de recolher em 2013 a contribuição ao INSS de 20% sobre a folha de salários. Em troca, pagarão 1% ou 2% sobre o faturamento. As empresas que comprarem máquinas e equipamentos receberão incentivo. No total, 40 setores serão beneficiados. Até 2016, o governo estima que o benefício terá custado R$ 60 bilhões. O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que novas medidas serão adotadas.

Coutinho defende reforma

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse ao Estado que o desafio agora é a reforma tributária, com corte de imposto para investimento.

Russomanno cresce quatro pontos e amplia vantagem

Pesquisa Ibope/Estado/TV Globo mostra que, na disputa pela Prefeitura de SP, Celso Russomanno (PRB) subiu de 31% para 35% em duas semanas. José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT), empatados tecnicamente em segundo lugar, oscilaram um ponto porcentual para baixo e ficaram com 19% e 15%, respectivamente. Gabriel Chalita (PMDB) tem 6% e Soninha Francine (PPS), 4%. Nas simulações de segundo turno, Russomanno venceria Serra e Haddad por 52% a 25% e 50% a 25%.

Marta assume Cultura com verba 65% maior em 2013

A presidente Dilma Rousseff deu posse ontem à senadora Marta Suplicy (PT-SP) no Ministério da Cultura, em substituição a Ana de Hollanda, que deixou o cargo após longo processo de fritura. A presidente destacou o volume de recursos destinados à pasta em 2013: R$ 3 bilhões, aos quais poderão ser somados R$ 2,1 bilhões provenientes de leis de incentivo à cultura, um aumento de 65% em relação a 2012.

Valerioduto lavou dinheiro, diz Supremo

A máquina operacional do mensalão, o chamado valerioduto, foi condenada ontem pela maioria do Supremo. O tribunal condenou por lavagem de dinheiro os réus dos chamados núcleos publicitário e financeiro. Na próxima semana, o STF passa a decidir se essa máquina foi usada para a compra de apoio no Congresso ou para financiar despesas de caixa dois eleitorais.

Para mães, saúde do filho é essencial

Mães de crianças menores de 3 anos consideram que cuidar da saúde do filho é mais importante do que dar carinho, brincar ou conversar, revela pesquisa Ibope.

John Markoff: As redes e as urnas

Estudo publicado na Nature mostra que usuários do Facebook estimulados a votar comparecem mais. O impacto, no entanto, é limitado.

Fernando Gabeira: Mensalão e mensalinhos

Enquanto se julga o mensalão em Brasília, em Roraima há 32 mil funcionários públicos. O empreguismo é uma segunda natureza no País.

Milton Hatoum: Reféns do fanatismo

 

Os candidatos a prefeito de São Paulo deviam parar com essa romaria em busca de votos de fiéis e lembrar que o Estado brasileiro é laico.

Hostilidade contra os EUA se espalha

Manifestantes tentam invadir embaixada dos EUA no Iêmen: missões diplomáticas americanas voltaram a ser alvo, ontem, de multidões em fúria em países islâmicos. No Cairo e no Iêmen foi hasteada bandeira usada pela Al-Qaeda. Os protestos estão relacionados ao filme Inocência dos Muçulmanos.

 

 

 

CORREIO BRAZILIENSE

 

Gibi de R$ 1 milhão derruba administrador

A demissão saiu dois dias depois de a repórter Lilian Tahan, do Correio Braziliense, denunciar que o administrador de Águas claras, Manoel Carneiro, gastou R$ 1 milhão para produzir 250 mil gibis e CDs infantis. Tudo sem licitação e numa editora cujo vice-presidente é um amigo de longa data. O dinheiro era parte de uma emenda parlamentar de autoria do deputado distrital Olair Francisco (PTdoB), que autorizou a mudança de destinação da verba. Só neste ano, Carneiro torrou R$ 3,89 milhões em eventos, quase sempre sem licitação. O valor é mais de 2,5 vezes o que ele investiu em obras: R$ 1,4 milhão. As denúncias revoltaram moradores do bairro, carente de infraestrutura como asfalto, iluminação, escolas e postos de saúde.

Governo abre cofre já de olho na reeleição

Com as medidas para reduzir custos de empresas com folha de pagamento e investimentos, o governo deixará de arrecadar R$ 20 bilhões. Mas espera salvar o PIB do ano que vem e do de 2014, quando estará em jogo a disputa eleitoral que pode garantir um segundo mandato a Dilma.

MP vai pedir investigação feita pela CPI

Com a CPI do Cachoeira paralisada até o fim das eleições municipais, o Ministério Público Federal pedirá as informações apuradas pelo colegiado até agora para dar continuidade à investigação sobre a atuação da quadrilha do contraventor Carlinhos Cachoeira. O MP está terminando de analisar a lista dos documentos de que não dispõe para solicitá-los à comissão até o início da semana que vem.

O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), adiantou que aguarda apenas a chegada do pedido oficial para compartilhar a documentação produzida pelos parlamentares, como o conteúdo dos depoimentos e as quebras de sigilos de empresas e pessoas físicas suspeitas de terem ligação com a organização criminosa. "Assim que receber esse requerimento, vou pedir apenas uma nota técnica à minha assessoria e emitir tudo o que foi pedido. Não há nenhum empecilho para fazer isso", afirmou o senador.

A tendência é que os procuradores da República, ao terem acesso às informações, peçam novas quebras de sigilos, sobretudo de empresas fantasmas suspeitas de serem abastecidas com recursos da Delta Construções, da qual Carlinhos Cachoeira era sócio oculto, de acordo com a Polícia Federal. Como o MP deu a largada à apuração, que originou a própria CPI, os procuradores querem saber até onde a comissão avançou.

A iniciativa foi acertada na terça-feira entre o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP) e os procuradores do MP em Goiânia, Daniel Rezende e Léa Batista, responsáveis pelas investigações que resultaram nas operações Monte Carlo e Vegas e, consequentemente, na prisão de Carlinhos Cachoeira e seus aliados, em fevereiro deste ano. "Da CPI, eu não espero mais nada. A investigação acabou. O MP vai fazer o que a CPI, por diversos motivos, se recusou a fazer. A partir de agora, a expectativa é que a Delta e outros envolvidos com os negócios de Cachoeira sejam indiciados, mas a pedido do MP", afirmou Randolfe Rodrigues.

De acordo com o senador, a ida dele a Goiânia ocorreu para manifestar a preocupação de um grupo de parlamentares que integram a CPI e que se dizem inconformados com a interrupção dos trabalhos, como o senador Pedro Taques (PDT-MT) e os deputados Miro Teixeira (PDT-RJ), Rubens Bueno (PPS-PR) e Onyx Lorenzonni (DEM-RS). A CPI tirou férias sob argumento de que o período eleitoral, quando os parlamentares estão envolvidos com as disputas em seus municípios, estava comprometendo a eficiência da investigação.

Ivan Camargo, novo reitor, quer unir UnB

Numa votação apertada, o professor da Faculdade de Tecnolgia obteve 51,4% dos votos e venceu a disputa com Márcia Abrahão. Ao correio, ele disse que o desafio agora é apaziguar a universidade.

Marta tenta evitar que e-mail cause prejuízos a Haddad

 

Mensalão: STF condena sete por formar quadrilha

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