Jornais: governo pode aumentar impostos para compensar novos benefícios

Três propostas custariam pelo menos R$ 50 bilhões: 10% da receita bruta para a Saúde, isenção de impostos para combustível e redivisão do FPE

O GLOBO

Governo pode aumentar impostos para compensar novos benefícios

Diante dos protestos nas ruas, o governo federal não descarta aumentar impostos para compensar despesas que surgirem para atender às demandas da sociedade. Em entrevista ao GLOBO, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reforçou o compromisso fiscal. "Qualquer renúncia será acompanhada de corte de despesa ou de outra tributação para compensar", disse Mantega. Já é possível calcular em pelo menos R$ 50 bilhões os gastos extras com três propostas apresentadas no mês das manifestações: 10% da receita corrente bruta para a saúde, isenção de tributos federais para o combustível e novas regras para divisão do Fundo de Participação dos Estados. Nos últimos dez anos, os governos petistas gastaram menos do que o previsto no social: aplicaram só 61% do dinheiro destinado à Saúde e 38% do que seria usado em Educação.

Protestos nas ruas transformam royalties em moeda política

Os recursos provenientes dos royalties do petróleo viraram moeda política e estão sendo apresentados como solução para financiar as medidas apresentadas para dar respostas às manifestações. Ao longo da semana, senadores brigarão para o milagre de destinar os mesmos recursos para diferentes ações: Educação, Saúde e até transporte público. Os especialistas alertam que os recursos da exploração do pré-sal só virão a longo prazo, em pelo menos dez anos.

Renan Calheiros anunciou que o Senado vai "consertar" alguns pontos, principalmente aqueles que podem levar a uma judicialização da exploração do pré-sal, mas a decisão política é ratificar a decisão da Câmara de destinar 75% dos royalties para a Educação e mais 25% para a Saúde.

Das 50 obras de transporte urbano, apenas uma está pronta

Junho de 2013 deveria ser um mês épico para a presidente Dilma Rousseff. Pela promessa feita ainda no governo Lula, em 2010, a presidente estaria a esta altura inaugurando três grandes obras de mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014: o VLT de Fortaleza e um BRT e um corredor viário em Porto Alegre. Com essas obras, já estariam em funcionamento 47 das 50 obras planejadas para as cidades durante a Copa, faltando apenas o BRT e o Monotrilho de Manaus e um corredor viário no Recife. A realidade, no entanto, é oposta. Três anos depois do definir a matriz de responsabilidade entre estados, municípios e o governo federal para o programa, uma das 50 intervenções está pronta - um terminal de metrô em Recife, a menor obra prevista para a cidade.

Datafolha: aprovação de Dilma despenca de 57% para 30%

A queda acentuada na popularidade da presidente Dilma Rousseff, mostrada na pesquisa Datafolha divulgada ontem pelo jornal "Folha de S. Paulo", acendeu um alerta entre políticos do PT e de partidos da base. A opinião de aliados ouvidos pelo GLOBO é que uma diminuição já era esperada, mas a dimensão da queda preocupa. Alguns já questionam, reservadamente, a viabilidade da candidatura de Dilma à reeleição em 2014.

'O Lula não é candidato', diz Gleisi Hoffman

A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, disse ontem que considera natural em um momento de manifestações e protestos que lideranças tenham redução na aprovação, e que "seguramente" não foi só a imagem da presidente Dilma Rousseff que sofreu desgaste. Na visão da ministra, a queda nas pesquisas não atrapalha a candidatura de Dilma à reeleição. Gleisi passou um recado claro àqueles que defendem o retorno do ex- presidente Lula como candidato em 2014.

- O Lula não é candidato. A presidente é a nossa candidata. Todos estarão na campanha. O que nós precisamos agora é trabalhar cada vez mais. O povo trabalha, sofre no dia a dia para cumprir com compromissos. Cabe a nós honrar o cargo, seja em qualquer esfera de poder. Ficar especulando, fofocando, divulgando mágoas não serve ao país, nem é digno de quem tem responsabilidade de função pública - disse a ministra ao GLOBO.

Aécio vê insatisfação com 'classe política'

Beneficiada, Marina não quis comentar pesquisa

Provável adversário de Dilma Rousseff nas eleições de 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou ontem que a queda da popularidade da presidente mostrada na última pesquisa Datafolha é reflexo de uma insatisfação dos brasileiros com a classe política em geral. Num tom cauteloso, Aécio declarou, por meio de nota, que a população está reagindo à falta de respostas efetivas aos problemas enfrentados ao longo de anos e que o quadro deve ser analisado com humildade e responsabilidade por todos.

"As pesquisas indicam o que os protestos que mobilizam o país já mostravam: uma insatisfação dos brasileiros que, acredito, não seja apenas com relação à presidente Dilma, mas com a classe política como um todo, em razão da ausência de respostas efetivas aos problemas enfrentados pelas pessoas. São déficits acumulados ao longo de anos. Cabe a todos nós analisarmos com humildade e responsabilidade esse importante recado", disse o senador, em nota.

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) afirmou que a queda da popularidade da presidente deixa claro que o cenário eleitoral de 2014 não está resolvido.

Colunistas

Míriam Leitão: Protestos tiraram as certezas para 2014 e isso é bom pra a democracia.

Veríssimo: É preciso cuidar para não desmoralizar demais a política e os políticos.

Elio Gaspari: A passeata de 1968 foi o fim de um ciclo.

Merval Pereira: Queda de Dilma tem efeitos inevitáveis na sucessão.

João Ubaldo: Cuidado: Nem a anarquia do governo pela internet, nem o sebastianismo.

Ancelmo Gois

Hotel caro fez 38% dos turistas da Copa se hospedarem em casa de amigos

 

FOLHA DE S.PAULO

Dilma não venceria no 1º turno; Marina e Barbosa sobem

Com 30% das preferências, presidente tem queda de 21 pontos em três semanas, diz Datafolha; um quarto está sem candidato

Dilma tem o seu pior desempenho entre jovens

Um dado estratificado da pesquisa Datafolha dos dias 27 e 28 ajuda a entender a queda de até 21 pontos na intenção de votos da presidente Dilma Rousseff. Quando se consideram as faixas etárias do eleitorado, a petista tem seu pior desempenho entre os mais jovens.

Na média geral, Dilma (que tem 65 anos) pontua 29% ou 30% nos cenários pesquisados para a corrida presidencial de 2014. Mas oscila para 27% entre os eleitores de 16 a 24 anos. Na hipótese em que Joaquim Barbosa está colocado como candidato, a petista desce a 26% entre os entrevistados de 25 a 34 anos.

Planalto não esperava queda tão grande de popularidade

Queda de popularidade de Dilma reflete 'conjuntura de manifestações em todo o país', diz ministra da Casa Civil. O resultado da pesquisa Datafolha, indicando queda de 27 pontos na popularidade da presidente Dilma Rousseff, foi acima do pior cenário esperado pelo Palácio do Planalto, que previa um recuo máximo de 20 pontos.

Esta é a avaliação reservada de assessores presidenciais. Para eles, a forte queda acelera a pressão por uma reforma ministerial e um freio de arrumação no governo.

Segundo a Folha apurou, apesar das resistências da presidente, a maior pressão é por uma mudança na área econômica. O ministro Guido Mantega (Fazenda) tem sido alvo de críticas do mercado e dentro do próprio governo.

Em público, assessores da presidente buscaram relativizar a queda de popularidade da presidente, atribuindo o recuo a algo "natural" e "conjuntural" num momento de manifestações no país.

Brasil X Espanha

Em situação inédita, seleção faz final no Maracanã como azarão

Passeata de evangélicos vira desagravo a Feliciano

Após série de manifestações contra projeto da 'cura gay', deputado é estrela de megaevento evangélico em SP

Polícia prende dois suspeitos de matar menino boliviano

Testemunhas reconheceram jovens de 18 e 19 anos, segundo delegado; policiais buscam outros 3 acusados

Prefeitura de SP está insolvente, diz Fernando Haddad

Para prefeito, partido é a maior máquina popular do país; mas ele afirma entender quem "teme pelo pior"

 

O ESTADO DE S. PAULO

Líderes aliados divergem de ideias de Dilma para reforma

Na semana em que a presidente Dilma Rousseff lançou a proposta de realização de um plebiscito para nortear uma reforma política, levantamento do Estado realizado com líderes de bancadas na Câmara e no Senado mostra que as principais propostas defendidas pela presidente sofreriam resistência, até mesmo na base aliada. Entre as ideias estão financiamento público de campanha e voto de lista - no qual os partidos definem os candidatos numa relação preestabelecida e o eleitor escolhe a legenda. Esses líderes, no entanto, apoiariam o fim do foro privilegiado. Um questionário foi enviado aos parlamentares para detectar quais pontos teriam chances de ser aprovados no Congresso caso uma proposta fosse a plenário. Outra possibilidade bem recebida seria a unificação das eleições gerais e municipais, hoje realizadas com intervalo de dois anos.

Dilma prevê retaliação

Presidente foi avisada de que parte da base e oposição acham que ela jogou para o Legislativo a culpa pelos protestos e preparam desforra.

Onda de protestos tomou 353 cidades

Após o primeiro protesto do Movimento Passe Livre em São Paulo, no dia 6, as manifestações se espalharam como “epidemia” pelo País, atingindo 353 cidades.

Líderes no Congresso são contra foro privilegiado e apoiam eleições unificadas

Levantamento do "Estado" indica que financiamento público e voto em lista não seriam aprovados. Oposição estuda temas

Se o Congresso decidisse votar hoje uma reforma no sistema político, os parlamentares acuados pelas ruas, estariam dispostos a aceitar o fim do foro privilegiado e concordariam em unificar a data das eleições. Duas das principais bandeiras do PT, no entanto, dificilmente sairiam do papel. De acordo com levantamento feito pelo Estado com os líderes dos principais partidos na Câmara e no Senado, o financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais e o voto em lista fechada encontrariam forte resistência, inclusive na base aliada.

Na semana em que a presidente Dilma Rousseff lançou a ídeia de fazer um plebiscito para nortear a elaboração de uma reforma política, um questionário foi enviado aos parlamentares para descobrir quais pontos teriam chances de ser aprovados no Congresso caso uma proposta fosse a plenário. Temas como o fim das coligações proporcionais e reeleição também foram abordados.

'Finanças de SP estão no limite'

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse, em entrevista ao Estado, que foi o único a advertir que era necessário financiar a redução das tarifas.

Aliás: Na prorrogação

Sob pressão da geral, os Poderes votaram o que estava parado e um plebiscito veio à tona para tratar da reforma política. A bola está com o povo? Especialistas analisam.

Paciente de plano tem problemas do SUS

Três meses para agendar uma consulta. Duas horas de espera no pronto-socorro. Dois meses para marcar um exame, Falta de leitos para internação, Esse é o retrato do atendimento aos pacientes de planos de saáde no Brasil  uma realidade que eada dia mais se aproxima do serviço da rede pública, também em crise. Pagar mensalidades caras muitas vezes superiores a mil, não assegura mais rapidez nem qualidade no atendimento,.

Reportagem especial: Força evangélica latina nos EUA

Igrejas pentecostais de origem hispânica ocupam espaços políticos, ampliam sua influência nos EUA e ganham acesso sem precedentes à Casa Branca no governo Obama, informa Adriana Carranca. Seus pastores se tomaram líderes poderosos no comando do voto latino.

 

 

CORREIO BRAZILIENSE

 

Como é viver em um país de inflação alta

Os brasileiros estão mudando os hábitos de consumo e até usando antigos clichês da década de 1980, quando o reajuste de preços era diário. Andrea Dutra, de 46 anos, parcela a conta do supermercado e troca sucos e refrigerantes por chás. Mesmo o supérfluo aceitável vira coisa de luxo, e muitos planos são adiados. As pessoas físicas já devem aos bancos o equivalente a 25% do PIB, e 63% das famílias têm débitos a pagar.

Porque a reforma política será difícil

No que depender do Congresso, temas como financiamento de campanha e fim das coligações tendem a avançar pouco, dizem especialistas consultados pelo Correio. O motivo é prosaico: quem se beneficia do jogo não está disposto a mudar as regras.

Planalto minimiza reprovação a Dilma

Para os governistas, a queda de 27% na avaliação positiva da presidente é um mero reflexo da onda de protestos.

Jovens brasilienses mais expostos a perigos

A violência, o uso de drogas e as doenças sexualmente transmissíveis afetam cada vez mais a população entre 13 e 15 anos, avalia o IBGE. Os números do DF são piores do que a média nacional.

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